
Sexo:  Idade: 16 Localização: Havana (a) Número de Mensagens: 185
Registo Ninja Nome: Yamanaka Cho
Ryo (dinheiro): 405 Total de Habilitações: 24 | Assunto: Salvamento [F8] Sab Dez 03 2011, 00:29 | |
| SALVAMENTO [F8] Abri a porta devagar e tentei não fazer barulho, mas acho que era impossível. As dobradiças chiavam bastante. Porque é que não usam óleo ou algo do género para quem anda à escuta não estar num ambiente tão tenso? Ri-me com os meus pensamentos. Yukio ficou a olhar para mim um pouco confuso. Ignorei-o e abri a porta completamente. Entrei na frente dele. Procurei luz. Encontrei uma lanterna. Liguei-a e observei o local. Definitivamente que não era o local certo, não era o sitio onde tinha visto os meus pais pela ultima vez, não era o sitio onde tinha sido torturada. Suspirei profundamente. Ele sabia que me sentia desiludida, sabia-o bem. Olhei-o e disse: - Não é aqui… - Tentativa falhada. Mas não podia desistir já. Tinha pessoas à minha espera, que precisavam de ser cuidadas e tratadas. Virei-me para sair da cabana e ele puxou-me para si e abraçou-me. Digo desde já que não estava nada a espera que ele fizesse isto. Senti o meu coração acelerar. Uma das mãos dele estava nas minhas costas e outra na minha nuca. Encostei a minha cabeça ao seu peito e deu-me uma enorme vontade de chorar. Já não sentia um ato de carinho por parte de outra pessoa há muito tempo. Respirei fundo e afastei-me. Comecei a andar e a tagarelar, coisa que só fazia nestes momentos de constrangimento profundo: - Bem, não é esta. Vamos à procura de outra. Deve ser algures por aqui. O tempo está-se a esgotar e nós não vamos conseguir encontra-los… - Estava só a ser atencioso. Não (me) preferes assim? – Interrompeu-me. - E aquela mulher vai mata-los. Por favor, temos de encontra-los. – Continuei sem sequer lhe responder. - Cho. – Chamou-me. Sim, era mesmo isto que eu queria. - O que queres? – Virei-me. – Temos muito que fazer. Aproximou-se de mim e levou a sua mão ao meu queixo fazendo com que este se elevasse e eu o olhasse nos olhos. Sei lá, acho que se previa bem o que eu queria. – Nada não quero nada. – Tirou a mão e começou a andar. Aquilo irritou-me. Se ele me queria provocar estava a conseguir! Respirei (bastante) fundo com os olhos fechados. Depois ouviu-o a falar outra vez: - Não vens? – Não respondi. Aproximei-me dele e comecei a andar ao seu ritmo. Andamos assim pelo menos uns trinta minutos nem sei. Sim, sem ninguém quebrar o silêncio ou algo do género.
Ia muito bem a reclamar, nos meus pensamentos, sobre o que tivera acontecido, quando fui puxada para dentro dos arbustos. Soltei um grito. - Cala-te – Sussurrou Yukio. - O que se passa? Porque é que estamos aqui? – Estava totalmente à nora. - Ele está ali. – Ouvi bem? Ele estava ali e eu não consegui tira-los de lá? Oh meu deus. – Estás a sangrar. Aqui. – Tocou-me no braço, mais propriamente no sitio onde eu estava a sangrar. Devia-me ter aleijado quando fui puxada para dentro dos arbustos. Estremeci, não por me estar a tocar na ferida, mas só pelo facto de me estar a tocar. Acho que ele percebeu. Com os dedos limpou-me a ferida. Levou os seus dedos ensanguentados à boca e lambeu. Fiquei um pouco chocada por haver alguém com o mesmo hábito que eu. - O teu sangue sabe bem. - Olhei-o. E não sei porquê sorri.
Oh meu deus. Nem podia acreditar no que estava a ouvir. - Não tinha implementado a possibilidade da rapariga ter fugido do hospital. Bem se ela não fugiu nos outros dias também não há-de ter fugido agora. – Riu-se. Era a senhora Amaya que tinha falado. Cabra de merda. – Vou busca-la ao hospital. Volto já. Podes fazer o que quiseres com os corpos, eles já estão um pouquito melhor. Ao ver aquilo tudo não aguentei e comecei a chorar. Mas desta vez as lágrimas desciam enquanto eu estava especada a olhar para o homem à porta da cabana. A sr. Amaya desaparecera, devia ter ido buscar-me ao hospital. - Qual é o plano? – Questionei Yukio. Limpei as lágrimas com o braço. - Ora bem, como estamos sozinhos com o homem, eu vou primeiro, distraio-o e para não fazermos muitos estragos… - Não e que eles não mereçam. – Interrompi. - Pegas num pau e mandas-lho na nuca. Certo? - Ok, mas isso não bastará… - Depois fazes o que quiseres. - Agrada-me. – Sorri.
Yukio levantou-se e dirigiu-se lá, para a frente do homem. Este começou a discutir com ele. Não percebi bem o quê, fazia parte da encenação. Yukio virou-se e o homem também. Entretanto, o homem ficou de costas para mim. Peguei num pau, era pesado, merda! E como se tivesse com um taco de baseball nas mãos atirei-lho à cabeça com bastante força (nem sei onde a arranjei). O homem caiu inconsciente no chão. Sorri. - Eh, calma! – Riu-se. - Vá, vamos levar os meus pais daqui para fora. – Comecei a dirigir-me para dentro da cabana. Mas ele agarrou-me o braço. Virei-me. – O que foi agora? - E este? – Ah! Pois. Já me esquecia daquele idiota. - Trá-lo cá para dentro. Sentia-me normal, e não temia nada. Desta vez não estava sozinha, tinha alguém que me apoiava. Yukio arrastou o corpo para dentro da cabana pegando-lhe nos dois braços e puxando-o lentamente até o meter num canto qualquer. Esperem um pouco… Onde estão os corpos?! Onde estão os meus pais?! Oh meu deus. - Oh! Estão ali. – Porra, até pareceu que me lera os pensamentos. Só os tinham mudado de sitio. Suspirei e ri-me da situação. - Bem, então… como fazemos isto? - Perguntei-lhe, à espera que tivesse uma ideia. - Não sei bem. A minha cabana fica a uma hora daqui. Não podemos carregar os corpos até lá. Era muito para ambos. Vamos para a cabana mais próxima e ficamos lá durante a noite. Depois de manhã continuamos e assim sucessivamente, está bem? – Yukio olhava para os corpos ensanguentados, repletos de cortes e ligaduras. - Agrada-me sim. Levas o meu pai que é mais pesado. E tem cuidado eles estão muito machucados. – Olhei-o. - Está bem. – Pegou devagar e com alguma dificuldade no meu pai, ele era pesado. Eu avisei. E eu fiz o mesmo à minha mãe. Não tinha de me preocupar com ela, era bastante leve por sinal. Mas acho que era melhor pararmos numa cabana antes de irmos para a casa definitiva. Começamos por andar um pouco até ouvir uma voz: - Hey, vocês ai! – Quando ouvi esta voz pensei que estava lixada!
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Administrador | Konoha


Sexo:  Idade: 20 Localização: Porto Número de Mensagens: 1861
Registo Ninja Nome: Uchiha Kakushi
Ryo (dinheiro): 3285 Total de Habilitações: 90,25 | |
Membro | Kumo


Sexo:  Idade: 19 Localização: Ribatêje Número de Mensagens: 1243
Registo Ninja Nome: Mo
Ryo (dinheiro): 315 Total de Habilitações: 39 | Assunto: Re: Salvamento [F8] Sab Dez 03 2011, 12:19 | |
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Administrador | Kiri


Sexo:  Idade: 19 Localização: Baleias xD Número de Mensagens: 2537
Registo Ninja Nome: Dagatsu Kyuu
Ryo (dinheiro): 2303 Total de Habilitações: 37,5 | Assunto: Re: Salvamento [F8] Sab Dez 03 2011, 14:34 | |
| Gostei bastante ^^ A tua escrita melhorou em relação ao ultimo filler que li teu. Quero ver o que se segue, next.   LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL --------------------- Dás um ponto ao meu Focker?   |
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Sexo:  Idade: 17 Localização: blank file Número de Mensagens: 137
Registo Ninja Nome: Riri
Ryo (dinheiro): 2635 Total de Habilitações: 60 | Assunto: Re: Salvamento [F8] Sab Dez 03 2011, 17:27 | |
| Ui, mas que evolução! Tinhas razão, já era tempo de eu ler os teus fillers (: Estou a gostar muito desta tua nova história, acho que está melhor que a da Emi, está mais desenvolvida. (e espero seriamente que a Sra. Amaya desfrute dos últimos momentos de liberdade e saúde antes da Cho a apanhar :3)
Continua, já sabes que agora vou voltar a acompanhar! :3 |
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