Filler 1 – Pergaminho importante:
Jazia a noite em Kirigakure, névoa que nos cobria a visão periférica, era algo comum nesta pacata vila. Com tanta névoa um ser humano poderia tropeçar em qualquer coisa, mas, vai se lá saber como, os humanos desta vila já se habituaram à abusadora névoa.
É no meio da noite que Tockin acorda, olha ao seu redor e sente-se sozinho no quarto, escuro e sem horas, o rapaz sente-se perdido. Levanta-se no âmbito de descobrir a que hora este tinha acordado, esta era a sua missão.
Cambaleando, este chega ao parapeito de janela e inclina-se sobre o mesmo. A névoa parecia estar a dissipar-se e podia-se ver um ponto de luz no meio de tanta escuridão.
Tockin: Meu deus! Tenho que avisar Satou imediatamente!
É assim que o rapaz sai do seu quarto a correr, sem mudar de roupa, tomar banho ou até tomar o pequeno-almoço. Percorre o longo corredor até chegar a uma porta com uma tabuleta pendurada: “Satou”.
Assim abre a porta de rompante e corre à cama de Satou. Perto dela este abana o corpo do amigo insaciavelmente.
Tockin: Satou acorda! Satou já é de dia! Satou temos que ir ver as couves caramba!
Numa mistura de tanta aflição é que o pequeno príncipe adormecido começa a acordar. Abre um olho de cada vez, e depois lança olhares mal-humorados para Tockin, ele que simplesmente apontava para a janela.
Tockin: A janela! A janela! A janela!
Satou afasta o rapaz com um movimento brusco, depois afasta os cobertores. Pega nos seus óculos e arrasta-se até ao parapeito da janela olhando por esta. Mas tudo o que ele via era névoa a cobrir névoa.
Satou: Que tem Tockin?
Tockin: Não vês? Hoje o sol nasceu!
Satou: Só vejo névoa à esquerda, névoa à direita, névoa em cima e névoa em baixo.
Tockin corre até à janela e olha para onde anteriormente tinha olhado, reconhece a luz outra vez. Então pega nos óculos do rapaz e limpa as lentes com a extremidade da camisola, depois volta a devolvê-los.
Tockin: Agora olha para ali!
Satou fica alguns minutos e depois volta a olhar para Tockin.
Satou: Não passa de um poste da luz Tockin, é só um poste da luz!
Tockin faz uma cara triste, Satou retira-se do parapeito e arrasta-se até uma parede que continha um calendário, pega num marcador e risca o dia em que os dois se situavam.
Satou: E hoje não vai haver sol! Há mais de uma semana que não vemos esse astro…
Tockin começa a soluçar, cambaleia até à cama onde se senta, tentava esconder o seu choro limpando os olhos com as mangas, mas disfarçava mal. Satou senta-se à beira do rapaz e pousa o seu braço por cima do ombro dele.
Satou: O que te incomoda Tockin?
Tockin: Satou… Tenho medo… Tenho medo que as couves morram sem sol!
Satou: Não te preocupes, elas não morrem se regá-las constantemente.
Tockin: Tens razão amigo. Tu és mesmo muito inteligente!
Satou: Sou não sou? Agora vai te arranjar, um novo dia está para começar.
Assim Tockin levanta-se da cama do rapaz e dirige-se até ao seu quarto, muda de roupa, toma banho e rega as couves que tinha presas num vaso à janela. Depois de todo o trabalho dirige-se à cozinha onde já estava outro rapaz a tomar o pequeno-almoço.
Tockin: Ei gajo random!
O rapaz acaba de fazer um pão com manteiga e depois outro com marmelada, pega em ambos e começa a trincá-los, aleatoriamente.
Gajo random: O gajo random tem nome ok óh Poccoyo?
Tockin tropeça quando é chamado de Poccoyo, levanta-se e refugia-se na cadeira da mesa enquanto tenta esconder a cara por detrás do pacote de cereais.
Tockin: Desculpa Alastor…
Alastor: Voltando ao que importa. Tockin tenho que te dizer que vou sair de casa.
Tockin pega no pacote de cereais e começa a encher a sua tigela, depois mistura os cereais com leite e começa a beber como se fosse sumo. Quando acaba de emborcar tudo limpa a boca e foca-se em Alastor.
Tockin: Se queres ir à casa de banho vai, não precisas de me avisar… Mas lá fora está frio…
Alastor: Não me entendeste, eu vou mudar-me!
Tockin: Sim se fores à casa de banho vais mudar-te de dentro para fora…
Alastor: Eu vou retirar-me sem tempo indefinido!
Tockin começa a encher a tigela com cereais e leite de novo e prepara-se para voltar a emborcar tudo de uma só vez.
Tockin: Meu! Eu não quero saber se vais cagar para a vida inteira ou não! Guarda essas cenas para ti!
Alastor cala-se enquanto olha rancorosamente para Tockin, este que já ia engolindo os cereais de uma vez, again. Então Satou começa a descer as escadas e depara-se com Alastor e Tockin já cheios, faz um pão com nada rapidamente e mete-o à boca.
Satou: Lassy, Tockin os velhotes chamam-nos, comem pelo caminho!
Os rapazes retiram-se logo da mesa e saem de casa apressadamente. Entram na floresta friorenta, cruzam árvores e calhaus quando finalmente encontram um pequeno buraco. É nesse buraco que se vêem umas escadas por onde os rapazes descem um a um.
Após atravessarem um complexo sistema de túneis, muito ao estilo de Super-Mario, finalmente chegam à sala pretendida. Lá encontravam-se um grupo de cinco velhotes sentados nos chãos em forma de círculo de pernas cruzadas, a meditar.
Tockin: Yoo old mans como vão as garinas?
Satou pega logo no colarinho do rapaz e arrasta-o para a sua beira enquanto Alastor/Lassy prega-lhe um mosquete na tola.
Satou: Shh! Eles estão a meditar!
Tockin: Desculpa, pensei que estivessem a dormir…
Repentinamente um dos velhotes eleva as mãos no ar, logo todos os acompanham. Estes começam a fazer sons estranhos e peculiares, após alguns minutos calam-se mas depois voltam a falar.
Velhotes: As três crianças…
Alastor: Aham, rapazes!
Os velhotes calam-se após a interrupção de Alastor, uns minutos e voltam a retomar o discurso.
Velhotes: Os três rapazes já chegaram, está na hora de lhes entregar “aquilo”. Sim “aquilo” vai mudar-lhes completamente a vida.
Depois os velhotes mudam as posições para vénias.
Velhotes: Avé “aquilo”! AVÉ!
Os três rapazes pensam para os seus botões que os velhotes tinham ficado malucos. Tockin esgueira-se para os outros rapazes, só para comentarem a situação.
Tockin: A menopausa é mesmo lixada!
Contudo Satou e Alastor não respondiam, só passados alguns segundos é que Satou decide dizer algo.
Satou: Aposto que “aquilo” é droga!
Alastor: 10 ryous em como é álcool.
Tockin: 20 ryous e é sexo! É sexo, os velhos nesta idade só pensam nisso!
Os três rapazes apertam as mãos entre si.
Satou: Está apostado.
Os cinco velhotes param de venerar a atmosfera, levantam-se e o mais barbudo dirige-se a Tockin.
Barbudo: Qual é a tua Kekkei Genkai filho?
Tockin retira quatro dos seus seis braços para fora para mostrar a Kekkei Genkai ao homem.
Tockin: Seis braços!
Barbudo: Só vejo quatro meu jovem…
Tockin: Os outros dois estão com frio, hoje acordaram um pouco maldispostos deixe-os descansarem.
Assim o velho estende a mão direita do rapaz e pousa um pergaminho sobre a mão dele. De seguida dirige-se a Satou.
Barbudo: Qual é a tua Kekkei Genkai Satou?
Satou faz uma postura como se tivesse na tropa, pés juntos, barriga estreita e palma da mão em cima da testa.
Satou: Ser nerd!
O barbudo nada comenta, agarra na mão direita do rapaz e pousa um pergaminho sobre ela. Depois vira-se para Alastor e atira-lhe com o pergaminho, este que consegue agarrá-lo facilmente.
Tockin: Ei! Porque é que o Alastor não teve que responder à pergunta chata?
Alastor: Porque não tenho Kekkei Genkai asswhole!
Tockin cala-se e esconde-se atrás de Satou, o barbudo coloca-se no meio do quadrado formado pelos quatros outros velhotes que voltaram a meditar. Este eleva os braços no alto e prepara-se para discursar.
Barbudo: Sabem o que é isso?
Os rapazes olham para os pergaminhos e depois trocam olhares confusos, mas Satou encara o velhote de uma forma estúpida.
Satou: Isto é “aquilo” não é?
O barbudo afirma com a cabeça e Satou sorri, depressa Tockin agita o braço no ar. O barbudo olha para ele e vê o pequeno rapaz aos pulos enquanto agita com o braço para que lhe pudessem dar atenção.
Barbudo: Diz Tockin.
Tockin: Então isto é “aquilo”?
O velhote vira-se para trás procurando por algo na parede.
Barbudo: Aquilo o quê?
Tockin: Isto!
Barbudo: O que tem isso?
Tockin: É “aquilo” não é?
O barbudo volta a olhar para trás procurando por algo na parede.
Barbudo: Aquilo o quê?
Tockin suspira e bate com a palma da mão na testa.
Tockin: Esqueça, pode prosseguir.
O velho tosse um pouco, recompondo o discurso este começa a esticar a barbicha enquanto analisa os três rapazes perante ele.
Barbudo: “Aquilo” só pode ser entregue a quem vocês mais amam! E só podem ser abertos pela rapariga que mais amarem.
Os rapazes começam a olhar para os pergaminhos de uma ponta à outra, sempre à procura de algo que lhes possa ser útil. Depois Satou e Tockin olham um para o outro, pensam na palavra “rapariga que mais amam” e depois olham para Alastor. Tockin dá dois passos em frente e estende o pergaminho a Alastor.
Tockin: Amo-te Lassy!
Satou acompanha Tockin de imediato entregando também o seu pergaminho.
Satou: Amo-te Lassy!
Alastor pega nos dois pergaminhos sem ficar a perceber, Tockin e Satou bocejam e começam a voltar para trás para poderem sair daquele sítio inóspito.
Tockin: A missão de hoje foi aborrecida.
Satou: E rápida…
Barbudo: Pigmeus! Voltem para aqui, AGORA! E peguem nos vossos pergaminhos!
Tockin e Satou nem pensam duas vezes, fazem o caminho de volta e pegam nos pergaminhos que deram a Alastor.
Barbudo: Cambada de putos, já vos avisei: Esse pergaminho deve de ser entregue à rapariga que vocês mais amam, dentro dele está um poder incalculável que só pode ser descoberto com o….
Tockin: SEXO! Eu sabia! Ganhei a aposta!
Barbudo: …amor. Agora podem-se retirar.
O velhote simplesmente ignorara Tockin. Os três rapazes fazem uma vénia aos velhotes e seguem o mesmo caminho para poderem sair do sistema de cavernas. Cá fora a névoa estava menos densa e estes começam a olhar para os pergaminhos.
Satou: Ganhei a aposta!
Alastor: Mas como? Isto não é droga!
Satou volta a analisar o pergaminho à procura de algo.
Satou: Aqueles velhotes são loucos aposto que este pergaminho tem droga dentro. Em casa vou experimentar colocar uma palhinha neste orifício e “snifar”, depois digo-vos algo!
Então Tockin e Alastor entregam os seus pergaminhos a Satou, contudo o rapaz não os aceita deixando cai-los ao chão.
Satou: Mas não vou ficar com eles todos!
Tockin: Porque não?
Satou: Não quero!
Alastor: Então temos que decidir como gente adulta. Um de nós vai ter que se responsabilizar pelos pergaminhos. Esse alguém não poderá ser decido como uma mera escolha trivial, tem que ser escolhido duma forma complexa mas eficaz.
Alastor, Satou e Tockin trocam olhares profundos. Depois abaixam-se e colocam uma mão por detrás das costas.
Tockin: JO…
Alastor: …KEN…
Satou: …PO!
Depois de gritarem mostram as suas mãos, Tockin tinha uma tesoura em conjunto com Alastor, contudo Satou tinha uma pedra. Tockin e Alastor seguem caminho, felizes, enquanto Satou tem que carregar os pergaminhos, sozinho.
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E foi o meu primeiro Filler, sei que exagerei no tamanho mas também não escrevo à muito tempo. Espero que gostem.