No treino…Como conseguiste? – Perguntou, enquanto Mo se levantava, cambaleante. – Como soubeste o exacto local onde eu iria investir?
- Ah, tu sabes. – Respondeu Mo descontraidamente. – Avisaram-me.
- Avisaram-te? Quem? – Perguntou Sasame confusa.
- As vozes na minha cabeça.- Olha boa… - Sasame suspirou e virou costas à criança que entretanto começara a seguir uma carreira de formigas. A kunoichi levantou os braços em sinal de derrota e começou a afastar-se do trio maravilha. – Não percebo… Eu juro que não percebo! Eu sou uma boa pessoa! Uma excelente pessoa! Só gosto de apalpar mamas de vez em quando! Porque carga de água me impigem uma criatura que fala com amigos imaginários?!?!
- Queres ir dar uma volta Kuwabara? – Perguntou Toya a Kuwabara, sorrindo agradavelmente.
- Não. – Respondeu curto e seco, nem olhando para a rapariga, que exibia agora um sorriso amarelo.
- Não faz mal. – Declarou entre um suspiro, de mãos atrás das costas, pontapeando uma pequena pedra de olhos no chão.
- Porque raio haveria de fazer mal… Tu às vezes és mesmo estranha. – Declarou antes de abandonar o campo de treinos, deixando Touya a olhá-lo com uma grande cara de indignação.
- Estranha? Sou uma rapariga seu idiota gigante! – Sussurrou entre dentes. – E estou apaixonada por ti…. – Murmurou baixinho, Mo virou-se e olhou Touya com os olhos vermelhos a brilharem de uma maneira sobrenatural, a rapariga arrepiou-se.
- Ele não gosta de ti. – Declarou de uma maneira fria e impessoal. – Queres um abraço? – Perguntou estendendo os braços na direcção da rapariga, que se encontrava à beira de um ataque de choro histérico.
- Owww! Obrigado Mo! – Aceitou o abraço.
- Podes largar? – Pediu Mo no segundo seguinte. – Foste à casa de banho e não lavaste as mãos.
A rapariga levantou-se num apíce escondeu as mãos atrás das costas adquirindo a tonalidade de um tomate. – Foda-se Mo! Lavei sim!
- Eles viram. – Declarou, virando as costas à rapariga e afastando-se do campo de treinos. – Eles estão sempre a ver.
Touya limpou discretamente as mãos à parte detrás dos calções e saiu do campo de treinos, não sem antes olhar em redor com ar meio assustado, meio irritado.
- Que idiota! – Declarou em voz alta. – Tu e o raio das vozes!
De tão irritada não reparou num grupo de jovens Chunnins que a olhavam sem disfarçar, um deles resolveu aproximar-se da rapariga com ar de galo.
- Bolas, só tens mesmo um defeito: Tens essa boca demasiado longe da minha. – Atirou, fazendo o seu melhor sorriso sedutor.
- Questões de Higiene. – Atirou suspirando, tentando não tornar a lembrar-se do que Mo dissera anteriormente.
- Oh, não sejas má. Tenho a certeza que já nos encontrámos antes. – Insistiu o rapaz, incentivado pelos amigos.
- Oh! Pois Foi! Eu fui recepcionista naquela clínica de Doenças Sexualmente Transmissíveis, lembras-te? – Respondeu com um sorriso, deixando o rapaz gago e os amigos deste, perdidos de riso.
…
Pequenas folhas caídas no chão rodopiavam levemente no ar, à passagem do vento fresco, trazendo consigo os murmúrios inaudíveis de quem vagueava algures entre este mundo e o outro. Gritos de dor e de raiva silenciosos que viajam na brisa sem serem escutados, à procura, à espera.
…
Sasame olhou para a pequena Sora, por algum motivo os olhos da pequena pareciam brilhar com mais intensidade.
- Está tudo bem fofinha? – Perguntou a kunoichi sentando Sora no seu colo e abraçando-a.
-Sim. – Respondeu num sussurro, Sasame por pouco não a deixava cair com o salto que deu ao ouvir pela primeira vez a voz da pequena Sora.
- Tu-tu sabias falar? – Perguntou olhando a menina, que exibia um enorme sorriso de satisfação.
- Sim. – Respondeu.
- M-mas como. – Gaguejou Sasame sem saber o que fazer, Sora piscou os olhos e olhou fixamente para a kunoichi.
- Eu sei onde ‘tá a Rima.
Continua…