Os dois lutavam num duelo interminável há bastante tempo. O local escolhido para arena estava completamente esburacado aleatoriamente como se toupeiras andassem por ali. Eram os sinais da luta que ainda não se tinha tornado séria, mas estava prestes a rebentar. Suurin percebeu que ele estava a levar a luta de uma forma leve e logo interveio.
“Luta como um homem!”, pediu ela com um grito para se fazer ouvir.
“
Realmente, ele podia ter-te matado várias vezes Suurin.”, pensava Mori para si. “
Não te mata não sei porquê. Será medo?”
Akechi, o rapaz de cabelos azuis que lutava com Suurin, começou a fazer selos com as mãos e com isto várias pétalas negras foram criadas. Controlou essas pétalas de uma maneira estranha, e estas rodavam em torno da rapariga provocando-lhe tonturas e algumas dores de cabeça, isto deu-se porque a rapariga sem se aperceber inspirou o aroma destas pétalas negras. Aproveitando isto, Akechi criou rapidamente uma rosa totalmente negra envolta de espinhos e chicoteou a rapariga.
Mori percebeu novamente que se Akechi quisesse tinha-a matado. As dores e tonturas passaram num instante, foi quando Suurin sempre com um sorriso, se apercebeu de que o rapaz era mais complicado do que parecia. Retirou o seu violino negro retalhado com gravuras míticas na madeira e começou a dedilhar, com cada gesto uma nova e diferente nota ecoava. As ondas sonoras começaram a entrar nos ouvidos de Akechi e o rapaz começou a aperceber-se de algo estranho.
O chão sobre o qual estava começou a desaparecer e encontrava-se agora preso, esticado contra uma placa de madeira. Suurin apareceu-lhe na ilusão, foi quanto este se apercebeu de quer era um Genjutsu. Tentou sair mas não conseguiu. Com uma espécie de adaga cortou-o múltiplas vezes na garganta, este sentia toda a dor mas não morria. Era pior que morrer, a ilusão pareciam vários dias, mas não passavam de segundos. Suurin ao perceber que este não conseguia mais sair do genjutsu, tirou-o ela. Este caiu no chão quase desfalecido.
“Vamos.”, declarou Mori. “É muito fraquinho.”, disse sabendo perfeitamente que Akechi teve várias oportunidades de matar a sua jovem amiga, mas que não o fez porque alguma razão.
“Ok.”, disse ela.
“Espera. Acaba comigo”, vociferava Akechi no chão enquanto trepadeiras negras caminhavam para Suurin prendendo-lhe a perna.
Com uma kunai a rapariga cortou as eras negras e ignorou o rapaz. A condição do combate era que se Akechi ganhasse ajudava-os, mas se perdesse morria. Ele queria ser morto, havia perdido. Foi então que se fez luz na cabeça de Mori, o rapaz tinha lutado fracamente porque queria morrer, e Mori não tolerava uma pessoa capaz de se matar a si própria por egoísmo. Com um shunshin envolto numa poeira ácida que matavas as flores mais próximas, Mori deu um enorme pontapé na cabeça azul do rapaz.
“Não precisamos de pessoas desistentes.”, anunciou o nukenin de Kirigakure partindo para o centro da cidade com Suurin.
“Sabes Mori, até gostei dele.”, disse Suurin.
“Gostas-te? Como assim? De quem?”, questionou o ex-jounin confuso.
“Sei lá havia qualquer coisa nele que me agradava, reparaste no que ele fez?”, parou dando tempo a Mori para pensar mas este manteve-se calado. “Primeiro, não sabendo nada de nós disse-nos informação muito importante, e depois quando perdeu o combate quis morrer como eram as regras. É respeitador e de alguma forma arranja boa informação.”
“Ah estou a ver, se queres que te seja sincero. No teu combate, ele pôde matar-te várias vezes mas não o fez, se calhar gostou de ti quem sabe.”, disse Mori.
“Não é esse gostar atrasado, ele parece-me boa pessoa e disposto a fazer de tudo por uma causa.”
Nesse momento dois ninjas com uma máscara Anbu de Yougangakure cercaram Mori e Suurin. Ambos com uma kunai apontada ao seu pescoço. Tentaram soltar-se mas não conseguiram. Mori conseguia certamente era bastante forte, mas Suurin não e ele não fez nada, não conseguiria tomar conta de dois Anbus sozinho. Estavam tramados.
Duas setas negras, furaram a parte de trás dos crânios dos Anbu’s, perfurando-lhe toda a massa cinzenta até racharem a máscara na marte da frente e assim a seta saiu-lhes pela testa com a força brutal que tinha sido lançada. Os corpos dos dois ninjas de Yougangakure caíram no chão inanimados e os dois de Kiri olharam para trás de onde tinham vindo as setas para ver quem os tinha ajudado.
Ali estava ele de cabelos azuis com um arco negro criado pelas suas trepadeiras e pétalas escuras. Era Akechi bem vivo que os tinha ajudado. Mori fechou os olhos e abanou a cabeça como se se fosse arrepender da sua decisão.
“Anda.”, disse para Akechi, para os acompanhar…
Vários dias depois – Apartamento de Kamui
“Kamuiiiiiiiiiiiiiiii!”, gritava Tsubame do outro lado da casa, na cozinha. “De quem é este corpo na arca congeladora?”
“A minha ultima caça.”, respondeu sem medir as palavras, Rokuu estava ali e obviamente levou para outro lado.
“Ahahah. Kamui seu sádico de merda.“, disse Rokuu a rir-se sem parar. “Comes-te a gaja, mataste-a e depois enfiaste-a no congelador. Hahah.”
“Nada disso páh, o Genza-san pediu-me para a caçar andava a provocar distúrbios. Matei-a, levei-lhe-a mas este quis que eu me desfizesse do corpo. Só ainda não tive uma ideia.”
Knock, knock.Alguém batera à porta a meio da discussão, Kamui como era o rapaz mais perto dela caminhou e espreitou pela lente. Lá fora estava um rapaz de cabelos azuis com um arco preto nas costas feito de eras e trepadeiras…