Hayato e Akane saiam de casa apressados, estavam um pouco atrasados. Hayato vestia o seu casaco rapidamente ao mesmo tempo que fechava a porta. Akane olhava para Hayato com um ar desafiador.
- Vai uma corridinha puto? – soltou uma pequena gargalhada enquanto se preparava. Hayato deu-lhe um pequeno tapa na cabeça e com um Shunshin, desapareceu e apareceu mais à frente, a correr. Akane sorriu e seguiu o Gennin, com um Shunshin também. Hayato ia à frente, era mais rápido que Akane, mas rapidamente ia começando a perder velocidade devido à sua resistência não ser a melhor – Então, o que é que se passa? Estás a perder o piu? – gozou um pouco Akane. Hayato estava a ficar um pouco para trás mas com um Shunshin conseguiu colocar-se um pouco mais à frente da rapariga de cabelos vermelhos.
- Podes até ter muito folgo, mas eu sou mais rápido minha querida – disse ele sorrindo e fazendo novamente um Shunshin avançando um pouco mais. Porém, novamente o seu folgo estava a dar sinais e começava a ficar para trás. Hayato pensou e deixou-se ficar, dando a ideia a Akane que estava a ganhar. Quando estavam a chegar ao campo de treinos, o rapaz de cabelos negros concentrou algum chakra nos seus pés e pernas e fez o melhor Shunshin que alguma vez tinha feito. Porém, não foi suficiente para ganhar à rapariga resistente.
- Pronto, pronto… eu paro menininho – riu-se ela de Hayato – então, vamos? – riu-se novamente. Hayto sentiu-se gozado.
- Um dia, tu vais ver… vais vais. Vamos – ambos avançaram pelo campo de treinos. Um fio translúcido corria de uma árvore à outra rente ao chão. Quando Hayato andou uns quantos metros, cometeu involuntariamente o erro de romper essa linha. Uma enorme quantidade de armas de arremesso, como kunais e shurikens, se dirigiram aos dois Gennins. Ambos ficaram em sobressalto e Akane foi a primeira a reagir, afastando uma kunai que ia directamente à cabeço do seu primo.
- Hayato! Acorda pá! – berrou-lhe ela, passando-lhe a seguir uma kunai de três pontas que havia tirado da bolsa do rapaz. O moreno arregalou os olhos e viu uma nova onda de armas a dirigirem-se a ele e, portanto, fez questão de se defender com a kunai mais pesada que as normais e desviando-se ocasionalmente com Shunshins. O ataque cessou e os dois Gennins suspiraram de alívio. Mas ainda não tinha chegado, dois Ryukus avançaram para eles, Hayato tentou confrontar o clone com a kunai, tentando-lhe acertar no braço. Rapidamente, após a tentativa da kunai falhar, tentou acertar no Jounin com um pontapé rotativo mas, como não teve sucesso, avançou com a mão livre para tentar atingi-lo com um punho carregado com chakra. O clone desviou-se mais uma vez e deu-lhe uma joelhada, fazendo-o voar até bater numa árvore e caindo de seguida no chão.
O Gennin levantou-se lentamente e sacudiu as roupas, avançando a seguir para o Jounin, iniciando imediatamente um jogo de forças. Ryuku tentava não fazer muita força… afinal estava apenas a testar a força do recente Gennin. Este, por sua vez, fazia grande força e concentrava algum chakra nos braços e pernas, para se impulsionar. Ryuku acabou o seu teste e fez um movimento estranho que fez o rapaz larga-lo e, seguidamente, deu-lhe um potente pontapé que o arremessou alguns metros. Os dois clones desapareceram e ambos os Gennins se levantavam do chão. Ryuku apareceu à sua frente, sorridente.
- Para que foi isto?! – disse Akane um tanto irritada. Hayato sorria, tinha gostado da brincadeira.
- Isto foi um teste às vossas capacidades de reacção e de combate… - disse o jovem – e deixem-me que vos diga que não se saíram muito, muito mal.
- A sério!? – O Gennin estava notoriamente feliz por ouvir tal coisa.
- Yapari! Mas ainda têm muito que melhorar… MUITO, MUITO! – disse Ryuku – agora… sigam-me. Vou testar a vossa capacidade de concentração de chakra – o rapaz dirigia-se para uma árvore grande que continha algumas pegadas.
- Já sei! – disse Hayato – vamos treinar o Kinobiri!
- Ora exactamente… O que vocês têm que fazer, ou pelo menos tentar, é concentrar chakra na sola dos vossos pés, de forma a estes aderirem à árvore, tornando-se esta o centro de gravidade.
- Eu li isso nos livros da Academia – sussurrava Akane.
- Pois bem, então deve ser mais fácil. Oupa! – disse o Jounin, dando a ordem de partida. Hayato começou por concentrar uma pequena quantidade de chakra, tentando a seguir subir a árvore. Deu dois passos e a sola não aderiu mais, caindo o rapaz no chão. Juntou as mãos e concentrou uma porção de chakra maior… Deu novamente dois passos e caiu, mas desta vez tinha escorregado.
- Porra – disse o rapaz.
- Não podes concentrar nem chakra a mais, nem a menos. Se concentrares a mais, escorregas, se for a menos, não adere. Vá lá, tenta novamente – o Gennin fechou os olhos e tentava quantificar a quantidade de chakra que passava pelos pés. Tentava encontrar um equilíbrio, no mínimo. Quando o encontrou, avançou para a árvore. Andou alguns metros pela árvore acima até que perdeu o controlo sobre o chakra e escorregou – Vá! Mais uma vez – o Gennin acatou as ordens e fez o mesmo procedimento. Fechou os olhos e encontrou um equilíbrio. Na próxima tentativa, já conseguira encontrar-se com Akane no topo da árvore.
- Então, só agora pá?
- Teve que ser… fui um pouco vagaroso, diga-mos – disse ele – bem, agora devemos ter que descer – disse ele correndo pela árvore com a nova técnica aprendida.
- Muito bem, por hoje chega. Têm a tarde livre para fazerem o que vos apetecer! Se quiserem passem pelo Loki-sama e arranjem uma missãozinha, ou dêem um passeio! – disse o rapaz sorrindo e desaparecendo.
- Nani? – Akane ficou um pouco confusa com o desaparecimento súbito do seu sensei – o que lhe deu?
- Sei lá… dispensou-nos! – riu-se Hayato. Os dois Uchihas dirigiram-se para casa, estavam com fome.

"The weaker you are the louder you bark."