Preso na sombra do passado, Sparda emanava fúria e ódio por aquele homem de cabelo longo a quem outrora chamava Pai.
Cinco dias após o quinto aniversário de Sparda, o céu coloriu-se de vermelho, Sparda correu para casa depois das suas tarefas diárias apenas para encontrar o horror, o corpo de sua mãe Narisa e de seu irmão Yagura inertes no chão negro da sua sala de estar.
Confuso e Horrorizado deu um passo atrás, não podia acreditar naquela visão, certamente seria apenas um pesadelo...
Mas rapidamente essa ideia lhe escapou dos pensamentos assim que olhou em frente, ali estava seu pai, Dante o rei demónio, como lhe chamavam.
Dante era de alta estatura, bastante muscular, e seus cabelos prateados caiam pelos ombros ate as costas, os seus olhos estavam tão encarnados quanto o sangue que saia dos corpos da sua família e na sua mão descansava a lendária espada do clã Kazama, a espada conhecida por Akai Kozaki. Sparda soube imediatamente pelo esgar de seu pai que o assassino estava diante de seus olhos.
- Sparda, ainda és demasiado fraco, um dia, um dia servirás um mestre mais negro.
Sparda não entendeu as palavras de seu pai, nem sequer teve tempo de pensar quando testemunhou a visão mais petrificante da sua vida.
Dante o Rei Demónio ergueu sua espada e num movimento de fúria enterrou a lamina em seu coração.
Sparda não conseguiu sequer piscar os olhos, seu pai caia lentamente por cima dos corpos de sua mãe e seu irmão.
Eis que Sparda acorda com lágrimas nos olhos, aquele dia ainda lhe assombrava o sono.
Levantou-se da cama e dirigiu se ao espelho, o seu cabelo prateado caia lhe pelo rosto, quando o prendeu atrás das orelhas viu seus olhos encarnados, característica do clã Kazama, iguais aos de seu pai.
Esmurrou o vidro de ódio e reparou na manha solarenga.
Olhou pela janela e pensou para si:
- Porque? Porque o fizeste?