[Filler] F1 – Shirou
Naquele dia de pura harmonia e paz, estava a andar pelas ruas cheias de Konoha, como costumo fazer, enquanto miro as pessoas que me rodeiam sem elas notarem. Mas como é normal, ninguém nota em mim, por isso faço o que me bem entender.
Via famílias e grupos de amigos que se exprimiam através dos sentimentos que bem conheço mas não demonstro.
Continuo à espera de um professor que me possa ensinar. A Academia tinha um aluno a mais, que sou eu. Por isso, tenho que esperar que venha um professor ensinar-me.
Passei por várias lojas e reparei em coisas que nunca tinha reparado.
Cheguei ao portão de Konoha, que se mantinha aberto. Ao passar, encontro um Shinobi que veio ter comigo. Provavelmente queria saber onde ia.
-Hey! Rapaz! Onde vais….como é que te chamas? – Diz o Shinobi, de uma maneira um pouco rude e mesquinha. Como se isso lhe metesse interesse!
-Vou dar uma volta à floresta. Não te lembras do meu nome? Chamo-me Saito. – Minto eu, para ver a reacção do homenzinho que me estava a irritar.
-É isso! Eu sabia! – Responde-me ele, convencido que sabia como me chamava.
Limitei-me a não responder. Se ele ficar com a noção que me chamo Saito, seria melhor para mim.
Continuei a andar, e facilmente entro na escura floresta de Konoha, iluminada pelo sol da tarde que me guiava naquele local de sombras. Parecia que os animais me evitavam também, a única coisa que eu ouvia era o correr de um rio a bater em pequenas rochas dentro dele. Mas onde estaria esse rio? Poderia ser um bom local para passar a noite. Continuei a caminhar, pisando alguns galhos e folhas, e pontapeando pequenas pedras que me passavam pela frente. Tentei seguir aquele som que me seduzia, criando alguma emoção e libertando aquele sentimento de desejo, mesmo não havendo ninguém que se lembrasse disso sem ser eu.
Encontrei-me numa noite obscura, numa floresta também do mesmo estilo, quase perdido. Mas também, o que interessava? Ninguém me esperava em casa ou se lembraria de mim se eu me perdesse. Quando cheguei ao rio, vi que ele dividia duas partes da floresta. A lua iluminava-o, fazendo um tom azul florescente de cegar os olhos, mas que ao mesmo tempo era muito bonito. Quase que me atrevia a mergulhar nele e nadar até o sol raiar. Trepei a uma árvore, onde fiquei a ver as estrelas, sentado num ramo grosso. Saí várias vezes dele e ia para o rio saltar de pedra em pedra e voltando para trás com algum receio de cair. Quando voltava para a árvore a minha cabeça enchia-se de pensamentos. Até ao momento que adormeci.
Acordei de manhã enquanto caia da árvore. Consegui espalhar-me ao comprido. Doía-me muito a cabeça por causa da queda, o que me fazia queixar para mim próprio.
Levantei-me e vi alguém num ramo de uma árvore perto da que onde eu dormi. Estava numa árvore mais alta e o ramo também era mais alto e comprido. Era uma donzela muito bonita e elegante.
-Então Shirou, tudo bem? Ou será que hei-de dizer Saito? – Pergunta a senhora de uma maneira de gozo e cómica, enquanto esboça um sorriso com os olhos fechados.
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Eu sei que é pequeno, mas eu nao tinha muito mais para dizer