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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Missão Particular de Rank D: Cura Gélida - Hisoka Kaede

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Masashi Kishimoto

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MensagemAssunto: Missão Particular de Rank D: Cura Gélida - Hisoka Kaede   Dom 7 Set 2008 - 22:10

Objectivo: Missão de escolta de uma Ninja médica até à vila da Nuvem. É necessário evitar qualquer tipo de confronto e viajar durante as temperaturas mais amenas ou frescas.

Equipa para a missão: Kaede, Kita e três ninjas da vila da Nuvem (Nori, Nayoko e Jin).

Boa sorte!
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MensagemAssunto: Re: Missão Particular de Rank D: Cura Gélida - Hisoka Kaede   Dom 7 Set 2008 - 23:56

-Kita-sensei…?
-Hmm? – Kita desviou o seu olhar da fogueira para Kaede, enquanto acabava de mastigar parte da porção de comida que havia enfiado na boca há pouco. A uma relativa distância deles encontravam-se os três ninjas da Nuvem, todos a jantar em relativa confidência.
-Afinal o que é que se passa aqui? Pensei que chegava a Suna hoje, e afinal ainda tenho de realizar uma missão antes?
-Bem… - Kita engoliu o que quer que fosse que tinha na boca, e inspirou duas vezes antes de continuar. – O objectivo era chegar a Suna, descansar durante dois ou três dias e depois partir para esta missão. Não sei porque é que anteciparam tudo e fizeram isto.
-Mas existe algo que me quer explicar, certo? Pelo menos foi o que me deu a entender quando o mensageiro se foi embora.
Kita suspirou, voltando os seus olhos baços de novo para as chamas vivas da fogueira. Tinha os cotovelos pousados em cima dos joelhos, a mão direita a segurar uma lata e a esquerda a segurar o pulso direito. Parecia mais enfadado do que o usual.
-É como eu já te disse antes, não pensei que acelerassem tanto as coisas.
-Mas já sabia que eu ia receber esta missão?
-Foi uma das coisas que exigi. – Kita ia parar por aí, mas um olhar incrédulo de Kaede fez com que ele sentisse a necessidade de se explicar. – Tens andado demasiado parada, e achei que fazer uma missão com uma equipa a sério te pudesse trazer o ânimo de volta, talvez até dar-te alguma confiança quanto às tuas capacidades. Mas nunca foi minha intenção que as coisas corressem assim.
-Entendo. – Kaede dirigiu o seu olhar para a fogueira, tal como Kita fizera há pouco. Havia algo no movimento fluído e ondulante das chamas que fez com que ela não conseguisse desprender os seus olhos. – Mas… Afinal porque é que eu venho para Suna? Só mesmo porque Kita-sensei sente que não me pode ensinar nada de novo?
-Kaede… - Começou Kita, após mais um momento curto de silêncio doloroso.
-Sim?
-Não queres que eu te minta, pois não?
-Claro que não! – Exclamou Kaede mais alto do que devia, ganhando com isso breves olhares de soslaio dos outros três shinobis.
-Então não faças perguntas às quais não posso responder. – Com isto Kita levantou-se, dando a conversa por terminada.
-Kita-sensei…! – Kaede imitou a reacção do professor, agarrando-lhe uma das mangas da camisola, tentando fazê-lo parar. Kita simplesmente olhou para ela, esperando pela continuação. – Eu sei que há uns tempos lhe disse que não precisava de me contar tudo, desde que não me mentisse. Mas… Acho que tenho o direito de saber o que se passa aqui.
-O que é que achas que se passa?
-Eu… Eu não sei. Mas tenho a sensação de que me está a esconder algo importante.
Kita não respondeu, afagando levemente o seu cabelo cinzento. Sem mais nada a dizer, limitou-se a levar a mão ao bolso e a entregar o envelope e o primeiro pergaminho que o mensageiro lhe havia passado a Kaede. Esta, desconcertada, estendeu levemente a mão.
-Vais precisar disso. – Foi a simples resposta de Kita à dúvida silenciosa de Kaede, enquanto se libertava das mãos dela e se ia sentar algures.
Suspirando levemente, Kaede virou costas ao pequeno acampamento e deu alguns passos para o interior da vegetação mais próxima, afastando-se apenas o suficientemente para que nenhum dos outros quatro a pudesse ver.
Sentando-se numa rocha baixa e pousando os dois objectos que Kita lhe dera há poucos segundos, Kaede fitou o céu mais uma vez. Cada expiração libertava uma quantidade de fino fumo para o ar, fumo esse que se dissolvia pouco depois. Lentamente, começou por abrir o pergaminho. Não continha nada de mais: declarava apenas que ela, Kaede, era agora oficialmente (mais uma vez) uma kunoichi de Sunagakure. Sem se deter mais com o pergaminho, dirigiu as suas mãos para o envelope. O que quer que estivesse lá dentro era relativamente pesado, e não produzia grande ruído.
Kaede rasgou a aba do envelope e, sem espreitar lá para dentro, deixou o conteúdo do mesmo escorregar para o seu colo. Agora, á luz do luar, rebrilhava o metal novo do seu novo hitai-ate. Kaede desamarrou o hitai-ate de Konoha que tinha à volta da testa, colocando-o lado a lado com o de Suna. A diferença entre ambos era estonteante. O azul desbotado da sua fita era apenas eclipsado pelo quão riscado e desgastado o metal já se encontrava. Enquanto lembrava aquilo por que aquele hitai-ate já havia passado, detectou aqui e ali manchas de gordura, óleo e sangue.
Já o hitai-ate de Suna não conseguia esconder o quão novo era. A superfície do metal era puramente espelhada, não apresentando um único risco, lasca ou imperfeição. O tecido negro que segurava o metal era ainda intenso e revigorante. O único traço daquele objecto que lhe parecia mais antigo era o símbolo da vila de Suna. E por qualquer razão, só esse simples símbolo em si parecia trazer-lhe à memória todas as recordações dos tempos que passara em Suna, e que há muito ela tentara esquecer.
Kaede respirou profundamente, preenchendo os seus pulmões com o ar gelado da noite. O único cheiro em particular que lhe chamou a atenção foi aquele que emanava das suas ligaduras imundas, que tresandavam a sangue coagulado, poeira, terra e esturro. Ao analisá-las, Kaede pensou que fazia todo o sentido que estivessem assim tão pestilentas. Afinal de contas já andava com as mesmas ligaduras há, pelo menos, dois dias.
Finalmente, Kaede suspirou profundamente, baixando o rosto. Ali, no seu colo, residiam o seu passado e o seu futuro. Memórias e pessoas, tudo aquilo que a sua vida presenciara até ao momento parecia estar encerrado naqueles dois simples objectos, naqueles simples pedaços de tecido e metal. Dentro de alguns dias, seria obrigada a largar o seu passado em Konoha e agarrar um novo futuro em Suna, com aquele novo hitai-ate. Nessa altura não haveria opção. Mas agora, nem que fosse por aqueles míseros dias em que cumpriria aquela missão, podia escolher. Podia escolher a cobardia e ficar agarrada ao passado até ao último momento; ou podia aceitar o seu futuro de uma vez e seguir em frente.
Ciente de grande parte do que estava em jogo, Kaede estendeu a mão para um dos hitai-ates e amarrou-o firmemente à volta da testa.



Exclamation Continua Exclamation


Última edição por SP-KK em Seg 8 Set 2008 - 20:21, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Missão Particular de Rank D: Cura Gélida - Hisoka Kaede   Dom 7 Set 2008 - 23:58

Nesse amanhecer, o sol erguia-se preguiçoso e lento. Ao longo da floresta, os primeiros raios de sol faziam com que o orvalho se começasse a evaporar, libertando no espaço uma fina e quase imperceptível onda de vapor. Um pequeno pardal, pendurado numa árvore próxima e baixa, chilreava alegremente, saudando assim os primeiros raios de luz do sol. Longe dos melodiosos e compassados chilreios do animal, Kaede agachava-se por entre a vegetação.
Após a equipa ter recolhido Shuura, a ninja médica, do seu abrigo na floresta, começaram a sua viagem a caminho de Kumogakure. Depois de concluído o primeiro dia de viagem, viram-se obrigados a descansar numa gruta, localizada no topo de uma serrania. Aí, de qualquer modo, Kita conseguira detectar um grupo de cinco ninjas que se dirigia para o mesmo local onde eles se encontravam. Reconhecendo nesse grupo três ninjas foragidos cuja documentação vira em Konoha, Kita decretou que deveriam passar por aqueles mesmos ninjas e descer até ao sopé da montanha, isto tudo sem serem notados ou confrontarem-se directamente com o inimigo.
Desde essa altura, a manhã já se começara a erguer. Agora, após uma noite inteira, Kaede estava próxima do sopé da montanha. Assumira que, chegando àquele ponto, poderia chegar ao sopé sem problemas. Nunca contara encontrar um dos cinco ninjas ali em baixo, muito menos esbarrar de frente com ele. O pior de tudo é que, devido às decisões de Kita, Kaede estava agora por sua conta. E não se achava capaz de derrotar aquele homem sozinha.
-Vá lá bonequinha, sei que estás por aí. – Troçou o ninja desconhecido, olhando para tudo quanto era canto à procura de Kaede. – Anda lá, não precisas de te esconder de mim. Só quero brincar um bocadinho…
À medida que sentia o seu oponente mais próximo do local onde se encontrava escondida, Kaede notou a sua respiração tornar-se mais pesada, e forçosa, sentindo também as suas mãos mais escorregadias. Sentiu o seu corpo mais pesado que o habitual, e adivinhou que qualquer tentativa de movimento da sua parte não teria qualquer resultado. Estava encurralada, e desta vez não havia ninguém para a salvar.
-Queres brincadeira, é? – Rosnou o ninja desconhecido, acabando de pontapear alguma vegetação mais rasteira. – Mostra-te de uma vez, pirralha!
Kaede, completamente enregelada e aterrorizada, deixou as suas costas encontrarem a árvore mais próxima. Aí, agachou-se tanto quanto lhe era permitido, abraçando os joelhos. Já não conseguia pensar racionalmente. Havia algo naquele homem, algo que ela não conseguia discernir, mas que a deixava aterrada a ponto de paralisar o seu corpo. Era quase como se já o tivesse encontrado antes, e nesse mesmo encontro tivesse experimentado algum tipo de acontecimento horrendo. No entanto, tinha a certeza de que nunca na vida se havia encontrado antes com aquele estranho.
Sentia-se patética, impotente e inútil. Ela era uma kunoichi, não um rato medroso. Não se deveria esconder, não deveria fugir, não deveria sequer sentir medo. E lá estava ela, enroscada no fundo de uma árvore, à espera de um qualquer milagre que a salvasse daquele homem e do seu doentio cheiro a álcool. E milagres, segundo sabia, eram coisas que apenas existiam nas histórias e nos contos de fadas.
-Anda lá, vem cá ter comigo. Se o fizeres, prometo que não te magoo muito. – Kaede quase que podia imaginar o rosto daquele homem com o sorriso trocista que ele implicara na sua sentença.
Kaede sentiu o tronco da árvore tremer violentamente contra as suas costas, no preciso momento em que o seu oponente cravava o seu duro punho no mesmo. Apesar de não o poder ver, conseguiu visualizar na perfeição o sorriso vitorioso que preencheu o rosto do seu opositor. Aterrorizada, apenas um pensamento povoava a cabeça de Kaede: Tinha de sobreviver. Custasse o que custasse, tinha de o fazer. Não se podia render agora.
No preciso momento em que arqueava o corpo para se levantar, Kaede foi parar ao solo, instigada por um ataque do seu adversário. A jovem nunca pôde afirmar se fora o ataque do seu inimigo que a acordara do seu transe aterrorizado ou se fora o seu instinto de sobrevivência a falar. Soube apenas que tudo o que interessava agora era escapar.
No momento em que o homem se começou a aproximar dela, o instinto de Kaede fez com que ela se afastasse do predador. Como se encontrava no chão, a única coisa que pôde realmente fazer foi arrastar-se para trás, acrescentando ainda mais lama à que já estava impregnada nas suas roupas. Tal não lhe valeu de muito, e Kaede acabou por se ver a ser levantada do solo, tendo em seguida o seu peito esmagado entre uma árvore próxima e o rígido braço do seu oponente. Impossibilitada de respirar, Kaede apenas conseguiu pousar as suas mãos no pulso do braço que a prendia, num impotente e inútil esforço para se libertar.
-Pensavas que te escondias de mim, era? – Riu-se ele, colocando ainda mais pressão sobre o peito de Kaede, literalmente esmagando o mesmo.
Num movimento súbito, a pressão que Kaede sentia no peito desapareceu, deixando para trás uma agonia profunda. Quando o seu corpo regressou com um baque doloroso ao chão, Kaede sentiu um desagradável sabor a metal invadir-lhe a boca. Juntamente com aquele detestado aroma, Kaede sentiu também náuseas causadas pelo mesmo. Deixou-se ficar imóvel por bastante tempo, tentando amainar a dor causada pela pressão que aquele homem lhe forçara contra o peito, respirando com alguma dificuldade. Apenas se deu conta dos movimentos pouco cuidadosos do homem quando ele já estava curvado sobre ela, os joelhos ligeiramente flectidos e as mãos a puxarem-na pela gola da camisola.
-Vá, agora diz-me... Onde é que está a ninja médica?
Kaede não reagiu perante o tom venenoso na voz dele. Talvez fosse da dor, talvez das memórias inúteis dos tempos que passara com o seu clã: o facto é que Kaede se apercebeu, desta vez mais claramente, de que parada e submissa não chegaria a lado nenhum. Foi apenas aí que a verdade caiu com toda a força sobre a sua cabeça, tão ou mais dolorosa do que qualquer outra dor física que ela sentia no momento: estava sozinha, e não havia ninguém que a pudesse salvar.
Ainda não estava completamente exausta ou incapacitada de combater, mas duvidava que conseguisse suportar o peso da foice para realizar qualquer tipo de ataque. Restava-lhe tentar realizar esses mesmos ataques sem a foice, ou então improvisar algo novo... Algo em que ela não podia confiar completamente.
-Vais-me dizer ou não? Hmm? - Vendo que ela não lhe iria responder, o desconhecido tomou mais uma vez o peso de Kaede e arremessou-a contra uma árvore próxima.
Kaede pesou rapidamente aquilo que sabia e aquilo que tinha. Ainda no chão e sem movimentos muito espalhafatosos, desamarrou a foice das suas costas e deixou-a deslizar até ao chão. Sentiu-se drasticamente mais leve sem aquele fardo a puxar o seu corpo. Deixando as costas deslizar um pouco pelo tronco da árvore contra a qual fora atirada há momentos, Kaede acedeu ao seu bolso de armamento. Começava a arrepender-se por nunca transportar mais do que duas kunais e cinco shurikens, mas de momento também não precisaria de mais. Ainda a prestar atenção aos movimentos do seu oponente, Kaede envolveu o pinho de uma das kunais com a sua mão e retiro-a para o exterior, deixando-a ainda atrás das costas. Sem grande alarido ou movimentos suspeitos, começou a esgravatar o chão com a lâmina da arma.
-Vá lá miudinha, não quero levar isto longe demais. – Continuou ele, ainda no mesmo local e com a respiração completamente descontraída. – Só quero que me digas onde está a ninja médica.
-Vai-me matar de qualquer modo. – Sussurrou Kaede, fingindo a voz mais fraca e derrotada de que se conseguia lembrar. Aos seus ouvidos, tal voz soou claramente a falso. Mas pelos vistos o seu oponente caíra nela, visto que se aproximava com um ar vitorioso no rosto.
-Posso considerar não o fazer… - Prosseguiu o homem, acocorando-se à frente dela, a cerca de cinco centímetros de distância. – Colabora comigo. Prometo-te que não sais a perder.
-Não? – Ainda com a mesma voz, Kaede simulou um escárnio. – Duvido que possa fazer algo que me beneficie.
-Posso-te deixar partir viva, não é suficiente? – Ronronou ele, num tom doce e paternal.
-Sabe... - Kaede levantou o rosto, a sua voz agora despida de qualquer fingimento. - Prefiro morrer a tentar escapar.
Ao percepcionar um novo ataque por parte do atacante, Kaede largou a kunai que segurara até ali e agarrou um punhado da terra que estivera a "triturar" até ao momento, atirando-a ao rosto do seu oponente. De modo automático, o homem levou as mãos ao rosto e afastou-se alguns passos. Assim que viu a oportunidade, Kaede, ainda ao nível do solo, derrubou o seu oponente atingindo-lhe uma das rótulas. Assim que o viu caído no solo, deixou-se cair para a frente, amparando a queda com uma das mãos e atingindo o pescoço dele violentamente com o cotovelo do braço livre. O som que a sua cotovelada produziu não foi muito sonoro, fazendo-a supor que ele ficaria inconsciente por alguns minutos, talvez horas.
Respirando com alguma dificuldade, Kaede deixou-se cair. Tinha noção de que utilizara um truque muito baixo e sujo para derrubar o seu adversário, mas de outra forma não teria conseguido derrotá-lo. Ele deveria ser pelo menos duas ou três vezes mais pesado que ela, dada a sua figura corpulenta e bem desenvolvida. Enquanto olhava a figura mal posicionada de cabelos desgrenhados e negros, Kaede quase teve vontade de se rir. Custava a crer que fosse assim tão simples derrotar um ninja daqueles.


Exclamation Continua Exclamation


Última edição por SP-KK em Qui 25 Set 2008 - 16:03, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Missão Particular de Rank D: Cura Gélida - Hisoka Kaede   Ter 9 Set 2008 - 16:15

-Kaede! Que raio andaste a fazer, já estamos aqui há horas! Espera... - Kita olhou horrorizado para Kaede, vendo o quão suja e abatida ela estava. Quando voltou a falar, a preocupação estava claramente estampada na sua voz. - Que aconteceu?
-Nada de mais. - Kaede forçou um sorriso, procurando transmitir-lhes que não haviam motivos para preocupações. - Acidentalmente cruzei-me com um dos ninjas que nos surpreenderam e...
-Tu o quê?!? - Agora, Kita parecia enfurecido. Algo deveras assustador, dada a raridade de tal acontecimento. - Foram-nos dadas ordens explicitas Kaede! Nada de confrontos! Mesmo que tenhas conseguido derrotá-lo, o que achas que vai acontecer quando os companheiros dele descobrirem o que aconteceu? Ãh?
Kaede suspirou, procurando acalmar-se. Ainda estava levemente abalada pelo confronto e pelo que se seguira ao mesmo. Agora, o receio voltou a invadi-la. O que diria... Não, melhor... O que faria Kita quando ouvisse o que aconteceu?
-Eu esbarrei-me com um dos ninjas. Consegui deixá-lo sem sentidos, provavelmente ficará assim durante mais algumas horas. - O olhar de Kaede mostrava-se claramente receoso frente ao severo e irritado gazeio de Kita. - Depois os outros quatro apareceram.
Kaede parou por momentos, esperando pelas reacções do grupo. Seria mais fácil continuar se soubesse como deveria adaptar os factos.
-E então...? Que te disseram eles?
-Eu consegui despistá-los. - Kaede continuou a narrar com o mesmo tom de antes, mas desta vez havia uma leve pontada de orgulho escondida nele. - Fiz um Henge a mim e ao ninja que derrotei, e consegui convencer os outros quatro a voltar a escalar a montanha. Isso deve dar-nos algumas horas de avanço, ne?
Já de cabeça mais leve, Kaede juntou as mãos atrás das costas e esboçou um autêntico, orgulhoso sorriso. O seu bolso de armamento básico, que Kaede tomara a liberdade de encher com as armas do oponente que derrotara a meio caminho do sopé da montanha, retiniu levemente quando ela inclinou o seu corpo ligeiramente. Kita limitou-se a continuar a fixá-la, mas desta vez com um interesse renovado. Quando fora a última vez que Kaede conseguira engendrar um plano daqueles?
-E... Conseguiste descobrir se eles queriam alguma coisa connosco?
-Bem... - O sorriso de Kaede esmoreceu, passando para uma expressão levemente mais grave. - Eles... Eles vieram atrás de Shuura-san.

-----//-----

-Vá, se não ficares quieta não consigo reparar os estragos.
Nayoko mordeu as mangas da camisola enquanto Shuura lhe mexia no braço com uma mestria que só uma ninja médica experiente poderia demonstrar. Fazendo um esforço tremendo por não berrar, Nayoko fechou os olhos e comprimiu fortemente a mão do seu braço saudável contra o rosto, na esperança de conseguir afastar a dor. Bolas, porque raio é que tem de doer tanto?
-Pode ser que assim aprendas que aterrar em cima do braço não é muito boa ideia. - Gracejou Jin, observando atentamente as mãos de Shuura enquanto ela tentava recolocar o braço da sua irmã na posição original.
-Quanto mais tempo é que vai demorar? - A voz de Nori, que mal se fizera ouvir desde o início da missão, deu finalmente sinais de vida.
-Se ela ficar quieta, alguns segundos. - Declarou Shuura, na sua voz monótona e gélida.
A jovem rapariga mordeu o tecido da sua camisola com mais força. Tinha a impressão de que se continuasse a apertar os dentes daquele modo iria acabar por fazer com que eles se partissem em pedaços. Mas mesmo assim, não era o suficiente para a impedir de gritar de cada vez que Shuura tentava um movimento rápido no seu braço. De cada uma dessas vezes, Nayoko tinha a graciosa gentileza de puxar o corpo para trás, libertando o braço das mãos da ninja médica e fazendo o trabalho desta mais complicado. Shuura parou por momentos, suspirando calmamente e rolando os olhos, como se aquilo não passasse de uma leve preocupação insignificante.
-Vá, mana... - A voz agora preocupada de Jin acariciou os ouvidos de Nayoko, tocando-a com a suavidade típica da seda. - Quanto mais fugires pior.
-Não consigo... - Choramingou Nayoko, encolhendo-se ainda mais e deixando algumas lágrimas escapulir-se das suas pálpebras para o exterior.
-Tem calma... - Jin emoldurou o rosto da sua irmã com ambas as suas mãos, acariciando-a levemente, procurando acalmá-la. - Fica quieta por uns segundos. Pode doer, mas se Shuura-san o fizer de uma vez não vai custar tanto.
Como se tal gesto e tais palavras não chegassem para aquecer o pequeno coração de manteiga que a sua irmã tinha no peito, Jin vergou-se ligeiramente e tocou com os seus lábios na testa dela. Nayoko deixou que os soluços se desvanecessem e as lágrimas parassem de escorrer, olhando com gratidão para o vazio. Com a mão que usara para pressionar a sua boca até então, cobriu os dedos longos do seu irmão. Sentindo o corpo da sua irmã ainda levemente trémulo por sob as suas mãos, Jin indicou a Shuura que podia continuar com o seu trabalho.
-Não sei como é que nos vamos safar desta. – Começou Kita preocupadamente, ainda a descascar a sua maçã. – Vou ter de dar parte do que aconteceu no relatório da missão. Vão dá-la como falhada por causa daquele teu confronto.
-Ou talvez não. – Gracejou Kaede com um sorriso confiante, voltando o seu olhar novamente para a ninja médica. – Limite-se a trazer o assunto à baila quando falarmos com Raikage-sama, eu trato do resto.
-Espero que saibas o que estás a fazer. – Recostando-se para trás, Kita começou a mastigar uma pequena fatia da maçã.
-Kita-sensei…
-Hmm?
-Aqueles ninjas atrás de Shuura-san… Há algo que não nos contaram, não é verdade?
-Não sei onde vais buscar essas ideias. – Casualmente, Kita continuou a comer a sua maçã. – Por algum motivo nos pediram para a escoltar. Ela é uma ninja médica de grande importância, é natural que tentem capturá-la para pedir um resgate ou assim.
-Kita-sensei… - Kaede olhava agora para ele com um ar simultaneamente divertido e acusador. Kita não gostou nada daquele olhar. – Está a mentir-me!
-Eu? – Riu-se o homem forçadamente, como se aquilo que Kaede estivesse a dizer fosse um perfeito absurdo. – Que te leva a dizer isso?
-Os seus olhos. – Ao longe, Nayoko soltou mais um berro para o ar. Desta vez Shuura deveria ter sucedido na sua manobra, visto que Jin deu um salto acompanhado de um grito triunfante e Nori, na sua já habitual atitude sóbria, um suspiro de alívio. – Já o conheço o suficiente para saber quando está a mentir. E os seus olhos são mais conversadores do que aparentam.
Kita limitou-se a um esgar embaraçado, enquanto enfiava o resto da maçã pela goela abaixo. Limpando a kunai casualmente com o interior da sua camisola e voltando a colocá-la na sua bolsa de armamento, começava a perguntar-se por quanto tempo seria capaz de se aguentar com aquela rapariga, agora que ela começava a revelar a raposa matreira e atenta que residia no seu interior. Sentia-se levemente orgulhoso por ver que ela estava, gradualmente, a mudar.
-Não me vais torturar para me obrigar a falar, pois não? - Brincou Kita, fechando a bolsa depois de aconchegar a kunai no seu interior.
-Eu? - Gozou Kaede num tom de brincadeira, alinhando no jogo de Kita. - Acha mesmo? Sou inofensiva, não faria mal nem a uma mosca.
-Bem, para uma kunoichi isso é um grande problema. - Kita levantou-se, observando sem grande interesse o grupo que agora se aproximava deles os dois.
-Tudo pronto. – Anunciou Jin alegremente com as mãos presas à cintura. Atrás de si seguiam uma Shuura tão fria como no dia em que a haviam visto pela primeira vez; uma Nayoko de rosto lavado em lágrimas, expressão levemente mais animada que antes e um braço preso ao peito; e um Nori tão frugal e comedido quanto o costume. Nada de transcendente. – Podemos seguir caminho para a Nuvem?
Após o alegre anúncio de Jin, Nori, vendo que Kaede estava com alguns problemas em levantar-se devido ao peso da foice, estendeu uma mão à rapariga para a ajudar a levantar-se. Esta, levemente surpreendida, aceitou o gesto relutantemente. Com um "obrigado" trapalhão e rápido, Kaede apressou-se a pegar na sua mochila e aconchegá-la por sobre a sua foice, tudo sem olhar uma única vez para Nori ou qualquer um dos outros. Kita não pôde evitar um sorriso. Afinal de contas, parecia que Kaede não havia mudado tanto quanto isso.

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MensagemAssunto: Re: Missão Particular de Rank D: Cura Gélida - Hisoka Kaede   Sab 11 Out 2008 - 11:38

Kaede entreabriu as pálpebras pesadas, a sua cabeça ainda dorida e tonta. O seu rosto comprimiu-se em desagrado quando os seus olhos foram surpreendidos pela fraca luz da fraca fogueira que haviam acendido ao amanhecer. Sentou-se sobre a poeira onde se havia deitado na noite anterior, deixando o seu peso cair na mão que pressionava contra o solo para se conseguir manter sentada.
-Já acordada?
Ainda a esfregar os olhos, Kaede olhou para o local de onde proviera a voz grave, meia murmurada que se dirigira a ela. Viu o seu interlocutor desfocado, sentado com as costas coladas ao tronco de uma árvore, a retorcer um galho entre os seus dedos, tudo isto de modo extremamente relaxado e descontraído.
-Eu podia perguntar o mesmo. - A voz de Kaede era ainda arroucada e arrastada, um tom típico e claro de quem acabara de acordar.
-Já estou acordado há algumas horas. Estou de vigia. - Explicou Jin a Kaede, observando a rapariga enquanto esta sacudia o seu cabelo arenoso com a mão direita.
-Okai... - Anuiu Kaede levemente, retorcendo distraidamente uma pequena parte da sua franja entre os seus dedos. Passados alguns segundos deixou ambos os seus braços cair sobre o seu colo e fixou Jin. - Queres descansar?
-Como assim?
-Queres dormir? - Insistiu Kaede de outro modo, fixando Jin com um ar ligeiramente divertido. - Posso trocar contigo e ficar de vigia por algum tempo, não vou conseguir adormecer outra vez de qualquer modo.
Jin suspirou, deixando os ombros abaterem-se.
-Se não te importares de me fazer companhia, agradeço. Também não tenho sono. - Confessou Jin, sorrindo.
O roçagar das folhas lá em cima, empurradas umas contra as outras pela suave e gélida brisa, preencheu o silencioso crepitar da fogueira. Algumas folhas amareladas desceram em direcção do solo, embatendo na poeira com um baque baixo e mudo. Algumas delas caíram na fogueira, fazendo com que as ténues chamas da mesma se atrevessem a erguer-se ligeiramente, por breves instantes. Kaede, agora sentada alguns centímetros ao lado de Jin, observava o constante crepitar da fogueirinha juntamente com o rapaz.
-Sabes... Quando estou sozinho a fazer vigia faço tudo menos vigiar. - Começou Jin, continuando a observar a fogueira com olhos baços e ausentes.
-Então? - Kaede virou o rosto para o rapaz, observando minuciosamente os seus movimentos inexistentes.
-Não sei... Talvez seja por estar sozinho, talvez seja da noite... Só sei que nestas alturas tendo a pensar mais.
-É normal. - Kaede voltou a virar o seu rosto para a fogueira, envolvendo os seus joelhos com os braços. - A noite é uma altura mais dada à reflexão. Não é à toa que a maioria dos artistas prefere trabalhar à noite.
-Pois, mas eu não sou artista nenhum.
-Todos somos artistas à nossa maneira, apesar de muitos não acreditarem nisso. - Kaede olhou para o alto, deixando a sua cabeça roçar no tronco da árvore contra a qual se encostava. - E mesmo não sendo artista, pensas. E a noite traz o silêncio e a solidão que te permitem mergulhar no abismo dos teus pensamentos, mesmo que involuntariamente.
Jin não respondeu, limitando-se a atirar o galho que rodava nas suas mãos para a fogueira. Esta, sôfrega, envolveu o pedaço de madeira num ápice.
-Que idade é que tu tens, mesmo? - Inquiriu Jin após algum tempo, quebrando o silêncio.
-Quinze...
Jin sorriu, quase como se fizesse troça de si próprio.
-Falas de modo profundo para alguém tão novo...
-Interesso-me por este tipo de assuntos. - Explicou-se Kaede com um sorriso tímido. - Só isso.
-Sabes... - Começou Jin, agora a brincar com algumas ervas secas que acabara de arrancar do solo. - Pensei que fosses diferente.
-Diferente como? - Kaede aparentava não ter dado muita importância ao que Jin acabara de dizer, revolvendo a bainha das suas vestes entre os seus dedos magros e esguios. Mas, lá no fundo, Kaede ficara receosa em relação às palavras que pudessem abandonar a boca do rapaz nos segundos seguintes.
-Não sei... Até agora via-te como uma miúda desastrada, que não via nada na vida para além do divertimento. Vieste agora mudar a minha opinião com essas palavras, e devo dizer que estou surpreendido. Especialmente por nunca teres revelado essa faceta tão madura mais cedo.
-Eu... - Kaede sorria de modo extremamente ténue, mascarando de modo transparente o que lhe ia na alma. - Eu gosto de falar destas coisas, mas evito fazê-lo.
-Alguma razão em especial.
Kaede encolheu os ombros.
-Simplesmente tendo a pensar mais quando falo disto. E quando penso demais, lembro-me de coisas que não me pertencem.
-Como assim? - O interesse de Jin era agora claramente notório.
-Não sei bem. É como se fossem memórias, mas memórias de coisas que eu nunca vivi.
-Não penses muito nisso. - Aconselhou o jovem Genin, após ponderar algum tempo sobre as palavras da rapariga. - Nem te preocupes demasiado com o assunto. Se isso tiver algum significado, vais acabar por descobri-lo mais cedo ou mais tarde.
-Acho que tens razão. - Cedeu Kaede finalmente, abraçando-se aos seus joelhos e observando as últimas chamas da fogueira.

-----//-----

- [...] Então eu disse-lhe que ao instruir-nos a "evitar confrontos" não estavam necessariamente a dizer-nos que eles não deviam existir. Ele insistiu, e eu então expliquei-lhe muito calmamente que evitar era o mesmo que "fugir de" ou "desviar-se de". E em rigor nós evitámos os confrontos. Ainda tive de insistir durante algum tempo, mas ele acabou por aceitar a explicação.
-Beeeeem... Nunca esperei que conseguisses dar a volta a Denkou-sama. Nós nunca o tínhamos conseguido fazer. - Admirou-se Nori, olhando para Kaede com um claro olhar de admiração.
-Que exagero. - Atalhou Kita, a sua voz ligeiramente deformada devido ao pauzinho que ele segurava entre os dentes. - O que ela fez foi utilizar o que tinha a seu favor, neste caso chamar o homem à atenção em relação ao rigor do significado da palavra evitar. Não é nada de extraordinário, qualquer um de nós podia tê-lo feito.
-Pois... Mas só eu me lembrei de fazê-lo. - Disse Kaede, dando uma cotovelada no braço de Kita. O impacto fez com que Kita entornasse algum do chá da chávena que segurava nas suas mãos. - Já agora... Onde está Shuura-san?
-Já a levámos para o centro de formação. - Esclareceu Nayoko, esforçando-se por não derrubar nada com o seu braço inutilizado enquanto se inclinava para a frente, de modo a alcanças alguns bolos que se encontravam no centro da mesa. - Ainda a tentámos trazer aqui para a casa de chá, mas ela insistiu que queria ver o seu local de trabalho antes de mais nada. Enfim...
A tarde na Vila Escondida da Nuvem passou rapidamente, com as suas costumeiras nuvens cinzentas a cobrir o céu e a já habitual brisa gélida a percorrer as vielas. Após a missão ter sido dada como concluída (e após uma curta passagem por uma das casas de chá mais rascas da vila), a equipa dirigia-se para os portões da vila, pronta para se despedir da Genin de Suna e do Jounin de Konoha.
-Kaede...
-Diga. - Respondeu Kaede secamente, reconhecendo o tom de voz que Kita utilizava para a chamar à atenção.
-Quando é que vais trocar o hitai-ate de Konoha pelo de Suna?
Kaede bufou, exasperada. Outra vez a bater na mesma tecla.
-Troco-o quando me sentir na disposição de o fazer.
Kita ia responder, mas parou por momentos, estacando no local em que se encontrava. Os genins que o acompanhavam, quando se aperceberam da paragem súbita do homem, pararam também. Kita mal se mexia, limitando-se a semicerrar os olhos e a virar ligeiramente a cabeça para um lado e para o outro.
-Kita-san, o que...
Kaede ergueu uma mão, fazendo com que Nayoko se silenciasse, desviando depois o seu olhar para Kita. Conhecia o seu professor minimamente para saber os motivos por trás das suas acções, e se Kita estava a agir daquele modo, era muito provável que tivesse sentido algo de errado. Kaede e os outros genins continuaram a observá-lo enquanto ele cerrava os olhos, provavelmente procurando concentrar a sua atenção nos sons do ambiente à sua volta.
-Bem... - Lentamente, Kita reabriu os seus olhos esverdeados. A sua voz era quase inaudível. - Parece que caímos que nem ratos na armadilha deles.
Nenhum dos Genins teve tempo para perguntar fosse o que fosse, ou mesmo para fazer o mais pequeno movimento. Quando se aperceberam, já Kita não estava no mesmo local.
-Para onde é que ele foi? - Jin olhou para os outros três, tão estupefacto quanto eles.
Com a mesma velocidade com que desaparecera, Kita reapareceu no outro extremo da rua. Mas já não estava sozinho.
Debaixo do seu braço direito, com a garganta a ser esmagada contra uma parede, estava um indivíduo encapuçado. Esforçava-se por respirar, produzindo ruídos guturais enquanto se tentava libertar do braço de Kita e inalar oxigénio. Kita, por sua vez, parecia nem sequer sentir as arranhadelas dele no seu braço, nem parecia fazer menção de se mover de onde se encontrava. Isto, claro, até que o seu prisioneiro fez um esforço (falhado) para falar.
-É tarde demais. - Riu-se ele com uma voz baixa e funda, resultado da pressão que Kita ainda exercia sobre o seu pescoço. - Não há nada que possam... fazer para nos impedir.
-"Nos"? Quantos são vocês? - A única resposta que Kita recebeu do estranho foi um riso trocista. Tal resposta valeu ao homem um novo aperto contra a sua garganta, este mais profundo que qualquer um dos anteriores. - Quantos?
-Demasiados... Para enumerar.
-O que é que vão fazer?
O silêncio instalou-se novamente naquela rua, com Kita ainda a prender o desconhecido, à espera da sua resposta; o preso a simplesmente sorrir de modo trocista; os quatro Genins imobilizados, congelados nos seus locais, a tremer em conjunto com a ventania gélida que se começava a levantar, arrastando consigo poeira e folhas secas num remoinho disforme.
-Vais descobrir. Acredita que vais.
Kita abriu a boca para falar, mas foi interrompido por um tremendo estrondo proveniente do extremo oposto da vila, no exacto local onde se encontravam os portões. Todo o grupo desviou o olhar para o local de onde viera o ruído ensurdecedor, a tempo de ver uma enorme nuvem de fumo negro erguer-se lentamente no ar. Kita voltou o seu rosto de novo para o homem preso por baixo do seu braço, e sem qualquer hesitação afastou-o da parede, agarrando-o pelos colarinhos e encostando-o ao solo. Quando o seu capuz caiu, Kaede ficou branca como a cal.
-Esse...


Exclamation Missão concluída Exclamation


[[ Peço desde já perdão pela demora. Eu podia ter acabado isto mais cedo, mas tinha postado a conclusão na altura em que a forumeiros teve aquele problema que apagou os posts todos, e como não tinha vontade de reescrever aquilo tudo, reinventei o conceito que queria para o final da missão. Bem, já devem calcular a trabalheira que isso deu, certo? u_u
Peço mais uma vez desculpa pela demora, e aproveito já para pedir desculpas a quem quer que avalie isto. Juro que tentei escrever menos, mas não deu T___T ]]
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MensagemAssunto: Re: Missão Particular de Rank D: Cura Gélida - Hisoka Kaede   Sab 11 Out 2008 - 12:50

Olha o double post SP-KK Razz LOOOL NA BRINCA...


Grande missão! Tu escreves lindamente, quem me dera ter esse poder de escrever, essa arte de palavras que tu tens!

Tu és brutal...


Já agora a missão está linda... Acho que vais receber os pontos todos que podem dar nas avaliações!
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SupeRaul

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MensagemAssunto: Re: Missão Particular de Rank D: Cura Gélida - Hisoka Kaede   Sab 11 Out 2008 - 13:09

Avaliação da missão

Hablitações fisicas
Força:3 + 0,5 = 3,5
Agilidade:2
Inteligência:5
Constituição:3,5 + 0,5 = 4

Habilitações ninja
Ninjutsu:4,5
Taijutsu:3 + 0,25 = 3,25
Genjutsu:0
Selos:1
Trabalho de equipa:2.5

+ 300 ryo, + 1 scroll, + 1 ponto de cumprimento

Gostei muito da missão!
Citação :
"-Todos somos artistas à nossa maneira, apesar de muitos não acreditarem nisso. - Kaede olhou para o alto, deixando a sua cabeça roçar no tronco da árvore contra a qual se encostava. - E mesmo não sendo artista, pensas. E a noite traz o silêncio e a solidão que te permitem mergulhar no abismo dos teus pensamentos, mesmo que involuntariamente."
5 ***** xd ganda kaede


P.S. Nada disso suzaku! Se avalia-se a missão em si, de 1 a 20 eu dava-lhe 21!!! Mas em habilitações não havia muito para avaliar ^^

tudo actualizado Exclamation Exclamation Exclamation
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SP-KK

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MensagemAssunto: Re: Missão Particular de Rank D: Cura Gélida - Hisoka Kaede   Sab 11 Out 2008 - 19:18

Suzaku escreveu:
Olha o double post SP-KK Razz LOOOL NA BRINCA...


Grande missão! Tu escreves lindamente, quem me dera ter esse poder de escrever, essa arte de palavras que tu tens!

Tu és brutal...


Já agora a missão está linda... Acho que vais receber os pontos todos que podem dar nas avaliações!
Mau mau... Queres ver que nos vamos chatear? x'D
Enfim... ´Brigado pelo comentário *_*


SupeRaul escreveu:
Gostei muito da missão!
Citação :
"-Todos somos artistas à nossa maneira, apesar de muitos não acreditarem nisso. - Kaede olhou para o alto, deixando a sua cabeça roçar no tronco da árvore contra a qual se encostava. - E mesmo não sendo artista, pensas. E a noite traz o silêncio e a solidão que te permitem mergulhar no abismo dos teus pensamentos, mesmo que involuntariamente."
5 ***** xd ganda kaede

É? Então prepara-te, porque ainda vais ver muitas frases do género x'D
'Brigado pelo comentário e pela avaliação, filhinho ^^
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Missão Particular de Rank D: Cura Gélida - Hisoka Kaede
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