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 [Saga Fumetsu] Kayako: O Verdadeiro Demônio

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Ozzymandias

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MensagemAssunto: [Saga Fumetsu] Kayako: O Verdadeiro Demônio   Sex 17 Fev 2017 - 20:37

Citação :

O sol nascia na fresca manhã da Vila da Folha, iluminando aos poucos a montanha esculpida com os rostos de seus três honoráveis kages que inspiravam os jovens gennins que acabavam de chegar da sua primeira missão. Na traseira de uma carroça, Kayako e seus dois companheiros estavam exaustos, porém orgulhosos. Eles tinham viajado noite à dentro só para poderem chegar no dia certo da entrega dos novos falcões mensageiros recém-treinados. Aquela missão teria sido mais fácil se um dos garotos não tivesse soltado um deles por acidente, pois terminaram por passar o dia anterior caçando o bendito fugitivo. - Fica longe das gaiolas, Takeda! - O chuunin reprimiu o gennin que se recostara na pilha de gaiolas para tirar um breve cochilo. O menino levou um susto e todos sorriram à medida que passavam pelo portão principal da Vila, mas logo se calaram com a seriedade com que todos foram recebidos pelos sentinelas que ali trabalhavam. Algo tinha acontecido, mas ao invés de adiantarem alguma coisa aos jovens e seu capitão, os dois se dirigiram diretamente ao Uchiha: - Kayako Uchiha... Mestre Terceiro quer conversar contigo. Os jovens se entreolharam e o chuunin autorizou a partida de Kayako que, sem saber o que acontecia, realizou um rápido shunshin em direção ao escritório central.

Seu coração batia forte e à medida que se aproximava, não pôde deixar de notar uma pequena multidão que se instalara na entrada do distrito Uchiha. Mas o que está acontecendo? Sua espinha gelou e um forte pressentimento de que havia algo muito errado tomou conta de seu ser. Pai... Mãe... - E o jovem esqueceu propositalmente de seu destino, desviando bruscamente na direção de casa. Mesmo podendo chegar em milésimos de segundo com um simples movimento rápido, seu corpo parecia diminuir a velocidade a cada passo, como se não quisesse encarar a sinistra realidade. Seja lá qual fosse, seu corpo parecia querer protegê-lo. Poupá-lo. Então, sua aproximação vagarosa logo foi percebida por alguns irmãos de Clã aflitos que, agindo como policiais que são, interromperam o avanço do jounnin. Sérios e solenes, os policiais pareciam segurar as lágrimas e um deles soluçou chegou a até antes de falar: - Sua família... Kayako... Sua família foi morta. O frio da espinha rapidamente se transmutou numa náusea que o tonteou, obrigando-o a se segurar no veículo mais próximo. Primeiro veio a dúvida e momentos depois a negação. De alguma forma, sua mente misturava o passado e o passado recente, numa sinuosa penitência de dor.    

Seus olhos se abriram bruscamente e sua mão buscou a espada na lateral do tatame num impulso instintivo. Sazaki... - Seu coração sentia saudade do sorriso de sua filha recém-nascida. Kayako queria dormir mais um pouco, descansar da jornada que o tinha levado até aquela pousada, onde há pouco dezenas de nukenins se empurravam para provar sua capacidade de enfrentar o demônio de olhos vermelhos. O ser que podia ser a encarnação de seu filho sumido desde o massacre. - Dormiu bem, Okaido? Pronto para seu desafio? - Perguntou Daisuke, sentado com as costas na parede de madeira avermelhada. Suspirando, Kayako apenas se limitou a acenar positivamente antes de se levantar. Ele precisava estar pronto para encontrar seu filho que, segundo informações daquele nukenin, estava vindo na direção deles. Como ele sabia a localização do demônio? Com tanta exatidão? - Ele se perguntava enquanto lavava o rosto. Contudo, o Akatsuki que o acompanhava no quarto parecia ter percebido a curiosidade do velho e resolveu responder o que não fora perguntado. - Olha, velho... - Daisuke começou a explicar que o demônio realmente era um Uchiha e que ele se chamava Noburo. O coração de Kayako bateu mais forte. Ele queria chorar... De ódio e tristeza. O demônio era realmente seu filho.

- Ele me venceu em duelo e o desgraçado quase me mata. - Continuava o Akatsuki, olhando para o vazio como se estivesse imaginando onde ele havia falhado. Com as mãos trêmulas, Kayako enxugou o rosto e forçou uma feição de curiosidade, esperando que o cavalheiro ali pudesse adiantar qualquer coisa sobre a luta que tinha perdido. O Uchiha sabia que, seja qual fosse o resultado da luta com seu filho, o nukenin certamente não gostaria do resultado e quase certo que acabaria por ter que matá-lo. Tenho que planejar isso. - Existe uma pedreira por onde passei para vir até aqui. Podemos esperá-lo lá e assim teríamos espaço para agir. - Sugeriu o ex-ANBU, tentando levá-los para um lugar aberto o suficiente para que conseguisse fugir com Noburo após convencê-lo a se entregar. O comentário fez Daisuke parar por um momento e concordar com o sujeito que o ajudaria a acabar com a arrogância do demônio de uma vez por todas. - Então temos que partir em algumas horas, pois ele está bem próximo. - Respondeu ao se levantar e caminhar até a porta corrediça exatamente na hora em que camareira trazia o desjejum reforçado. Kazuki vinha logo atrás com alguma bagagem pessoal. O homem parecia apressado que se despediu do companheiro com um caloroso aperto de mão.

- Boa sorte para você também. - Acenou Kazuki, rapidamente sumindo pelo corredor.
- Moça, pode entrar. O velho deve estar com fome. - Comentou o Akatsuki.

***

- Você devia ter comigo velho... Daqui a pouco chegaremos. - Daisuke sorriu.

- Não estou com fome. Preciso me concentrar para a luta. - Mentiu Kayako, após um breve silêncio. Os dois ninjas já estavam caminhando há cerca de uma hora quando finalmente o loiro tinha quebrado o silêncio estranho entre os dois, só preenchido pelo ruído do cascalho que formava a trilha na direção da pedreira abandonada. Segundo o Akatsuki, Noburo vinha pelo lado oposto e certamente os encontraria no meio do caminho, exatamente onde ele queria. Contudo, o ex-jounin tinha outros planos e já repensava todo seu discurso várias vezes na mente para não deixar chance do filho dizer não. De alguma maneira, ele só queria uma chance de trazê-lo de volta à razão. Ele tem que me ouvir. - Suas mãos ainda tremiam. Uma sensação que deixara escapar nos vários anos servindo à Folha. - Bom... Nos separamos aqui. Quando quiseres ajuda, é só acenar. - Daisuke sorriu novamente, mal podendo represar sua ansiedade que parecia querer estourar no peito. O adversário era forte, e certamente venceria o velho... Contudo, pelas habilidades de ambos, o Akatsuki sabia que Noburo estaria debilitado o suficiente para sua vingança. Não era algo muito honrado, mas cada ninja deve lutar com as ferramentas que tem, não é? Nesse momento o ninja disparou pela floresta e sumiu na imensidão verde e enevoada.

Kayako estava sozinho. A trilha ainda se estenderia por mais alguns quilômetros, passando por uma antiga pedreira que existia na região e que deixara para trás apenas uma imensa depressão por onde a estrada de cascalho circundava. Seus chinelos faziam um ruído estranho naquela estrada acidentada e isso aliviou um pouco sua atenção do conflito que viria em poucos minutos. Noburo... E entre os ecos de seus passos, o ninja começou a ouvir a aproximação de outra pessoa vinda pelo lado oposto à trilha. Seu corpo tremeu como se eletricidade percorresse seus nervos já à flor da pele. Quem será que viria de lá? Um comerciante? Seu filho? A dúvida que pairava nesse instante deixou de existir. Revelando-se através curva coberta por alguns pedregulhos, Kayako finalmente encontrou seu filho. Ele estava um trapo vivo. Roupas rasgadas e manchadas de sangue seco. Várias cicatrizes pelo corpo, algumas até ainda abertas e infectadas. Um mendigo. Um vulto do que era aquele ninja orgulhoso ansioso por poder, mas ali, de frente ao filho, o experiente Uchiha não se aguentou e começou a chorar enquanto se aproximava. Olhos encarando seu parente... Não sabia o que fazer. Já Noburo sorriu, pensando que se tratava de um velho bêbado. - Não atravesse meu caminho! - Ameaçou o andarilho, levando a mão na espada. Parecia que a luta era inevitável.  


CONTINUA...


Última edição por Ozzymandias em Sab 18 Fev 2017 - 3:03, editado 1 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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