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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Saga Fumetsu] Kayako: À Procura do Inferno

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Ozzymandias

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MensagemAssunto: [Saga Fumetsu] Kayako: À Procura do Inferno   Qua 15 Fev 2017 - 14:56

Citação :

O ruído das folhas da árvore raspando na sua janela já havia se tornando uma "música" de ninar aos seus ouvidos, que foram obrigados a se acostumar desde a época em que era um bebê. Ele sabia disso, apesar de não se lembrar se algum dia aquela árvore do quintal já o deixou dormir no silêncio. Pelo menos a luz do dia não incomoda. - Gabava-se todo preguiçoso aos seus colegas do tempo da academia. Contudo, o vento forte daquela madrugada de outono fazia com que os pequenos galhos rangessem ruidosamente na vidraça, acabando por acordar o rapaz exausto que saltava de sua cama disposto a derrubar a árvore à machadadas. - Mas que droga! Agora mesmo vou cortar esses galhos! - Reclamava na escuridão de seu quarto. Levantando-se num salto, com todo cuidado para não acordar seus pais, o jovem Kayako buscava seu equipamento ninja recém-adquirido já disposto a transformar sua primeira missão numa missão de poda. - Ei... Kayako! Snif... Preciso falar... Snif... - Dizia o vulto surgia em sua janela.

A aparição repentina assustou Kayako de sobremaneira que, ainda de cuecas, o fez cair sentado no chão para utilizar as mãos e rastejar até o lado oposto do cômodo. - Sou eu, seu idiota. - Indignava-se o garoto, agarrando-se nos galhos da árvore para não cair no quintal alheio. Kayako apertou os olhos e após esfregá-los com certa preguiça percebeu que se tratava de Dozo, um de seus melhores amigos da academia. O sujeito era leal e sempre que o Uchiha precisou de ajuda nos exercícios ele sempre estava presente e foi por isso que o jovem se apressou para se levantar e abrir a janela de seu quarto para ver melhor seu colega de profissão. - Eca cara! O que é isso escorrendo pelo nariz? - Perguntou ao ver que Dozo não estava nada bem. Pálido, o jovem parecia estar com várias pintas avermelhadas pelo corpo, além de expelir um ranho que teimava em sair das duas narinas, obrigando-o a falar de maneira estranha... Até engraçada. - Preciso que... Snif... Você me substitua numa missão. Estou muito doente. - Revelou o óbvio.      
     

Dozo. - O velho Kayako acordava de mais um cochilo na traseira da carroça que balançava suavemente, enquanto seguia viagem em direção à Oshikagawa, a terma que margeava a Floreta Perdida. Sentindo o calor do sol em seu rosto, o ex-ANBU levou a mão aos olhos para protegê-los do contato direto dos raios solares daquela manhã, que insistiam em atravessar as finas frestas do teto feito de lona. Olhando ao redor, ainda estava cercado por barris e caixotes repletos de frutas, água potável e carne salgada prontos para o consumo. Quanto tempo dormi? - Pensou ao se levantar e massagear os pés que ainda doíam da longa jornada através de trilhas pouco conhecidas pelos viajantes. Ele não queria encontrar novamente seus perseguidores. Não antes de capturar seu filho e levá-lo à justiça. - Ohayô, Okaido-san! Está se sentindo bem? - Perguntou o carreiro, sempre de bom-humor. Kayako respondeu com um sorriso xoxo, mas sem transparecer que dera um nome falso ao rapaz inexperiente que ele tinha ajudado com uma de suas rodas presa na lama. Não demorou até que tinham feito amizade e compartilhado a viagem desde então.

- Acordei bem, apesar da dor nos pés. - Respondeu.
- Estamos quase chegando nas termas... Ainda bem! - Comemorou.

Essa notícia fez a espinha de Kayako gelar, afinal, a cada metro que atravessava ficava mais próximo de rever seu filho. A ANBU deve saber que estou por aqui. Era um pensamento recorrente desde que recebeu a informação de que existia uma grande movimentação de nukenins na região. - Bom... Eu desço aqui meu amigo. - Falou ao colega que se virou rapidamente para tentar convencê-lo a permanecer, mas assim que se virou "Okaido" já tinha sumido, deixando para trás a lona aberta na parte posterior da carroça. O rapaz suspirou e deu de ombros, estalando o chicote para que os animais andassem mais rápido. Já Kayako disparava pela tangente através das primeiras árvores da chamada "Floresta Perdida", adentrando na sua névoa característica na direção do posto de contrato nukenin que nunca tinha visto, só ouvido falar. Ele ainda se lembrava dos inúmeros relatórios de seus colegas em que informavam as coordenadas do lugar para futura espionagem. Contudo, ler sobre o lugar e encontrá-lo eram coisas muito diferentes. Principalmente num lugar onde a névoa fazia com que a paisagem mudasse infinitamente.

- Onde está, onde está? - Ele sussurrava impaciente após algumas horas de busca quando ouviu o ruído de alguma conversa à sua esquerda. Ali! Seus pés fizeram o serviço numa curva brusca e rapidamente percebeu uma grande clareira logo à frente. O lugar estava fervilhando de bandidos. Foi o que percebeu assim que ressurgiu de um veloz shunshin na trilha que levava ao casebre onde as negociatas eram feitas. Escondendo o rosto com o chapéu de palha, Kayako arrumou seu quimono escuro e a posição da tanto na cintura antes de começar a caminhar por entre os diversos grupos que conversavam sobre a grande recompensa que estavam oferecendo pela caça de um tal "Demônio de Olhos Vermelhos". Noburo... Aquele apelido certamente fazia jus aquele que assassinara sua família para conseguir poder. A raiva novamente visitava o coração do senhor que tentava se controlar ao empurrar os outros interessados à medida que se aproximava do painel onde as missões eram expostas. Contudo, apesar dos outros folhetos oferecendo trabalho, um deles era o que mais chamava a atenção.
Citação :

OPORTUNIDADE DE DINHEIRO FÁCIL

PROCURADO: DEMÔNIO DE OLHOS VERMELHOS
RECOMPENSA: $20.000,00 (VIVO OU MORTO)

Um misto de ódio e tristeza tomou conta do pai decepcionado. Seria Noburo o tal "demônio"? Kayako não queria pensar sequer na hipótese de ser ele... E o que faria se realmente fosse seu filho? O mataria para levá-lo? Não... Ou sim? As dúvidas tomavam conta de sua psiquê até que um brusco empurrão o acordou. - Sai da minha frente, velho! Deixa eu ver onde será o ponto de encontro. - Esbravejou um dos bandidos. O Uchiha não ofereceu resistência e utilizou sua agilidade para saltar até o telhado numa maneira de evitar esbarrar novamente na turba que se agrupava cada vez mais. Ponto de encontro ficava nas termas... - Pensou rapidamente antes de sumir novamente num rápido shunshin. Se o demônio era seu filho ou não, só teria certeza se visse com seus próprios olhos. De qualquer maneira, aquela era a melhor pista que já tinha recebido desde que saíra da Folha. A sorte estava lançada e os joguetes do destino aproximavam os parentes para o duelo final... Seja como for... A justiça seria feita.


CONTINUA...


Última edição por Ozzymandias em Sex 17 Fev 2017 - 20:16, editado 2 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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