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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Saga Fumetsu] Kayako: Novo Caminho

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Ozzymandias

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MensagemAssunto: [Saga Fumetsu] Kayako: Novo Caminho   Qua 15 Fev 2017 - 1:13

Na escuridão da floresta, pequenas cinzas ainda fumegavam açoitadas pela brisa se espalhavam pela estreita clareira, flutuando como vagalumes avermelhados vindas da fogueira que se apagava por falta de combustível. Recostando numa árvore próxima, usando uma madeira como banco improvisado, o vulto tinha o rosto protegido por um chapéu de palha surrado donde se podia perceber apenas o ruído de sua respiração pesada que era interrompido com frequência pelos sussurros de seus tormentos que insistiam em atrapalhar seu sono. Noburo... Não... Não... - Levando a mão à empunhadura de sua katana, num movimento instintivo, Kayako buscou a arma e dobrou as pernas tentando se levantar com rapidez, mas logo se desequilibrou e caiu de volta ao chão. Os gravetos da fogueira então estalaram mais uma vez e desmoronaram sobre si mesmos decretando o fim do que o aquecia. Não eram inimigos... Apenas a fogueira. - Merda. - O velho Kayako reclamava ao acordar de seu torpor inebriante. Sua boca estava seca e o cheiro forte de álcool causou ardor em suas narinas mesmo já acostumadas com o ritual de autodestruição. A bebida tinha se tornado uma companhia quase que obrigatória para sua busca. Um alívio à penosa tarefa que tinha nas mãos desde que fugira da Folha há três meses.

- Você se tornou descuidado, capitão. - Falou o outro, para surpresa do velho.

A injeção da adrenalina em seu sistema praticamente jogou Kayako bruscamente num rolamento para a lateral do tronco, onde ele buscou sua arma e a desembainhou com ferocidade muito antes de averiguar quem era o invasor da madrugada. Mesmo na escuridão, o Uchiha conseguia perceber a máscara ANBU que o vulto ostentava, deixando apenas parte de seu rosto à mostra. O invasor parecia calmo, recostado do outro lado da clareira, ele levantava as mãos num flagrante sinal de que não atacaria. - Quem... É... Você? - Perguntou ao estranho. Sua voz estava lenta, cansada, como se o álcool ainda estivesse presente. O sujeito sorriu por alguns segundos e se levantou, caminhando despreocupadamente na direção do Uchiha que ainda permanecia atento a cada movimento que o oponente fazia. - Fique calmo capitão. Sou eu... Wasabi. - Sussurrou, ajoelhando-se enquanto estendia a mão ao antigo líder. Finalmente Kayako o reconheceu e seu coração se acalmou. Wasabi, o corvo, era um dos seus mais fiéis companheiros de missões e já salvara sua vida por não menos que três vezes. Talvez fosse por isso que ele ainda estava vivo naquele momento, pois o Uchiha não tinha sequer percebido sua aproximação sorrateira. Contudo, a presença dele ali significava que sua antiga equipe estava à espreita... Mas porque não o atacaram?

- Onde estão os outros? -Indagou ao recém-chegado. Sua mão trêmula alcançou a do outro que o puxou com vigor de volta à postura e uma vez de pé, Kayako se recostou na árvore e desceu novamente para enfim sentar-se no objeto donde antes descansava. - Sei que eles estão por perto. - Concluiu sob os olhos do corvo.

- Estão procurando em outras direções. - Respondeu ao mesmo tempo em que se ajoelhava de frente ao velho. - Tive a sorte de encontrá-lo primeiro. Não sei como os outros reagiriam ao achá-lo aqui... E dessa forma. - Suspirou ao sentir o forte hálito de saquê proveniente do Uchiha.

- Mas então... Porque você veio? Porque não me atacou? - Kayako estava zonzo, o saquê cobrando seu preço. Mas mesmo assim, ele ainda mantinha a mão na espada enquanto esperava explicações de seu antigo colega, que o assistia com um misto de pena e admiração. Sentimentos opostos que intrigavam o corvo em seu caminho de desobediência.

- Esse nosso encontro nunca aconteceu... - O corvo abriu um sorriso indicando que o que faria agora não estava de acordo com a missão que tinha sido indicada para ele. Enquanto isso, Kayako ouviu atentamente o homem falar que a saída mais segura do cerco seria pelo noroeste e que havia rumores de que havia uma grande movimentação de nukenins próxima à Floresta Perdida. Era uma floresta misteriosa que fazia limite entre o País do Fogo e a Vila Oculta Entre Sonhos. Noburo... Fazia três meses que Kayako tentava seguir os passos de seu filho, mas as várias buscas rapidamente tornaram-se infrutíferas e quando já estava sem esperanças de encontrá-lo, um antigo companheiro acabava de lhe fornecer uma informação preciosíssima. - Procure o posto de missões nukenin da região... E, capitão... Se existe justiça nesse mundo... Você deve ter sua vingança. - Concluiu com mais um suspiro. Sob os olhos arregalados do bêbado, o corvo parecia estar satisfeito, tocando em seu ombro num conhecido cumprimento saudoso. - O senhor tem pouco tempo. Os outros estão convergindo para cá nesse exato momento. - Sussurrou. A mão direita do ANBU então efetuou um rápido selo e logo sua silhueta começou a ficar transparente até que finalmente sumiu da vista do antigo capitão. Agora estamos quites. - Pensou Kayako, apressando-se para buscar seus pertences.

O tempo estava contra ele e como álcool parecia ter evaporado de seu sistema depois de tantos sustos e informações importantes, o ex-ANBU já conseguia ouvir a aproximação de mais algumas pessoas que convergiam para a clareira. Suas respirações ofegantes logo o impulsionou seus pés num veloz shunshin na exata direção que o corvo havia indicado. Passos ligeiros pela escuridão da madrugada que findava, deixando visível apenas os primeiros raios de sol avermelhados que despontavam no horizonte, Kayako sentia seus pulmões arderem pelo esforço da velocidade repentina. Contudo, a ideia de reencontrar seu filho o impulsionava mais e mais na direção da divisa quando finalmente ele foi obrigado a frear bruscamente ao ver o desfiladeiro que dividia as duas nações. - Terei que improvisar. - Sussurrou a si mesmo quando o rangido de madeira chamou sua atenção a uma velha e decrépita ponte suspensa cujos caibros enegrecidos e cordas esverdeadas indicavam que pouco se podia fazer com ela senão despencar para o fundo da precipitação. - Kagebunshin... - E da rápida manufatura de um selo, o Uchiha invocou um clone que disparou na direção da ponte enquanto o verdadeiro saltava pela borda do precipício. Sacando sua espada novamente, o ninja apertou os olhos esperando a pancada que chegou dolorosamente em seu peito ao alcançar o outro paredão.

A lâmina espetou a rocha e impediu sua queda, mas não de ter algumas costelas quebradas pelo esforço. Argh! - Reclamava silenciosamente na escuridão natural que alguns metros de profundidade lhe conferia, enquanto percebia sua imagem saltando pela ponte que parecia esfarelar-se atrás de seus pés a cada passo que dava. - Ali está ele! - O grito ecoou pela floresta e o seu antigo esquadrão começou a perseguição. Rapidamente o reflexo dos projéteis atravessaram a distância entre o grupo e o clone, obrigando-o a saltar até a margem onde quase escorregou enquanto cortava a corda-mestra da estrutura. Crash! E o estalo da arrebentação da corda praticamente selou o destino da ponte que desmoronou ruidosamente até o fundo desconhecido. Eles não conseguirão atravessar. - Torceu o verdadeiro, ainda se esforçando para manter-se preso à arma, quando um braço gigantesco surgiu da margem, atravessando o precipício para agarrar-se à outra margem como uma ponte improvisada por onde o restante da equipe disparou. Um akimichi. - Concluiu com espanto e certo alívio ao ver que a ANBU já se perdia na escuridão ao perseguir o engodo. Estava a salvo... Por enquanto. Então, após alguns minutos de espera no silêncio, mesmo sentindo dores agudas, o treinamento de Kayako falou mais alto e o homem teve forças para escalar o precipício de volta à trilha na direção de seu filho.  


CONTINUA...


Última edição por Ozzymandias em Qua 15 Fev 2017 - 1:31, editado 1 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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