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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Saga Fumetsu] Kayako: Pecados do Filho

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Ozzymandias

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MensagemAssunto: [Saga Fumetsu] Kayako: Pecados do Filho    Ter 14 Fev 2017 - 23:10

Uma fina neblina cobria silenciosa as ruas da Vila da Folha naquele início de manhã rotineiro. Protegendo-se das pequenas gotas de orvalho ao caminhar pelas calçadas, os muitos transeuntes já circulavam nas ruas, bocejando e ainda sonolentas, elas esfregavam os olhos para ajustar e compensar a preguiçosa luminosidade matutina que clareava o ambiente. Vosh! Vosh! Muito perto dali, passando por sobre barulhentas revoadas de pássaros que descansavam nas frondosas árvores espalhadas pela Vila, Kayako e sua equipe agora começavam a vislumbrar o sol de sua morada. - Nunca me acostumo com essa paisagem. - Suspirou o Uchiha, freando seu avanço após alcançar o topo da muralha que dividia Konoha da densa floresta em seu entorno. Realmente aquele era uma visão linda. Sentados na beirada, os ANBU subordinados aguardavam o último comando de seu capitão para liberá-los de mais uma missão bem-sucedida. Será que Sasaki ainda dorme? - Ele pensava, ansioso em encontrar sua filha mais nova enquanto retirava a máscara para revelar seu rosto com severas marcas do tempo.

Prendendo a máscara de corvo na cintura, ele se permitiu admirar Konoha mais uma vez à medida que controlava sua respiração. Suas linhas precisas e organização impecáveis inspiravam-no a seguir em frente e a continuar a lutar, afinal, tinha a quem proteger. Ele sabia que sua família acabara de aumentar e, apesar de alguns conflitos com seu filho mais velho, nada conseguia desestimulado. Contudo, a bem da verdade, ele já planejava há algum tempo deixar a ANBU para se dedicar mais a sua família. Principalmente por causa de Noburo, que vinha apresentando problemas sérios em sua vida ninja. Prometo que hoje mesmo terei uma conversa com ele. - Kayako sonhava em ver seus filhos crescerem como pessoas boas e com caráter ilibado, assim como ele. Porém, a ambição herdada do sangue Uchiha se mostrava cada vez mais forte em seu filho mais velho. Mais um suspiro com saudade de casa e rapidamente o último ANBU da retaguarda finalmente se juntou ao restante. A missão finalmente tinha terminado. Perseguir e assassinar aqueles nukenins na fronteira não fora uma tarefa fácil. A equipe estava exausta e - como ele - desejavam o lar.

- Devemos informar o sucesso da missão, Capitão? - Perguntou outro ANBU, também retirando a máscara.

- Não. Vão para suas casas. Terei com Naruto assim de rever minha família. - Respondeu com alegria.

Acenando em concordância, sua exausta equipe agradeceu e sumiu saltitando por entre as árvores do parque logo aos pés da muralha. Já Kayako, sentindo-se satisfeito, ainda se permitiu sentir mais um pouco do calor confortável do sol nascente e, após mais uma olhadela na paisagem, o capitão os perseguiu pela vegetação cerrada a dentro na direção do bairro Uchiha que não era muito longe de onde haviam chegado. Kayako se lembrou das histórias do passado, quando a destruição de Konoha pela nove caudas culminou na relocação do distrito do Clã para um lugar mais periférico. Foi o início do fim. Até hoje ele se lembrava das calorosas discussões entre seus pais e Fugaku. Aquilo realmente elevou as animosidades entre seu clã e o comando da Vila da Folha. Contudo, ele agradecia aos deuses por aquilo ter ficado passado... Tudo está bem agora. A paz reinava novamente. Uma paz duradoura que premiará minha aposentadoria. - Pensava com esperança no futuro. Passos rápidos e mais alguns saltos e shunshins e ele estaria em casa. Aterrorizando na última esquina onde uma senhora com vassoura a mão acompanhava curiosa uma estranha movimentação no local de sua residência.


Curioso, o ANBU dobrou o último obstáculo e se deparou com um grupo de policiais que conversavam reunidos na entrada de sua residência cercada por alguns cones e fitas amarelas com os dizeres: área restrita. Estranhamente sua residência era palco de algo muito sério. Mas o que aconteceu aqui?! Seu coração disparou e um frio pavoroso percorreu sua espinha. Mas o que aconteceu aqui?! Mesmo podendo chegar em milésimos de segundo com um simples movimento rápido, seu corpo parecia diminuir a velocidade a cada passo, como se não quisesse encarar a sinistra realidade. Seja lá qual fosse, seu corpo parecia querer protegê-lo. Poupá-lo. Então, sua aproximação vagarosa logo foi percebida por alguns irmãos de Clã aflitos que, agindo como policiais que são, interromperam o avanço do jounnin. Sérios e solenes, os policiais pareciam segurar as lágrimas e um deles soluçou chegou a até antes de falar: - Sua família... Kayako... Sua família foi morta. O frio da espinha rapidamente se transmutou numa náusea que o tonteou, obrigando-o a se segurar no veículo mais próximo. Primeiro veio a dúvida e momentos depois a negação.

- Não pode ser?! - Desesperou-se, acabando por empurrar os policiais próximos e esbarrar nos outros que ainda tentaram impedi-lo de entrar em casa. Não conseguiram. Ninguém tinha forças para isso. Hanmaru, Sasaki... Noburo! Ofegante e nervoso, Kayako agora era a personificação e da angústia e da ansiedade enquanto disparava pelo pequeno jardim onde mais alguns policiais fumavam enquanto outros terminavam de etiquetar os sacos de provas que foram reunidas até o momento. O ANBU nunca tinha se movimentado tão rápido para não ser interrompido mais uma vez. De tão rápido, que esses homens sequer notaram a presença que entrou na sua residência e travou alguns metros após a soleira da porta. Não... Seu rosto empalideceu e seu estômago quis devolver ao chão o breve desjejum que tivera quilômetros antes de chegar na Vila. Não... Pode... O terror começava à sua frente, onde várias pegadas deixadas com sangue ressequido marcavam o caminho feito pelo assassino. Não era difícil acompanhar de onde elas se originaram. Os quartos! E Kayako disparou pelas escadas, ouvindo alguns sussurros dos investigadores recostados no corredor e mais uma voz conhecida por todos.

- Que tragédia. - Sussurrava o Hokage cabisbaixo, choroso ao apertar as ataduras da mão direita. - Kayako... Não. - Ele ainda tentou puxar no braço do ANBU que adentrou no quarto ao mesmo tempo em que sua alma viajou diretamente ao inferno. O quarto de sua filha mais nova parecia ter sido pintado com respingos escarlates. Já no centro do cômodo, logo após o berço que fora revirado, o corpo de sua esposa. Hanmaru tinha os olhos abertos e frios. Vazios. A primeira lágrima começou a gotejar. Então, para seu desespero, ele se agachou próximo à esposa e percebeu mais um corpo. Sua filha recém-nascida estava deitado de bruços com várias marcas de perfuração. Olhos fechados, ela parecia dormir com suas mãos pequeninas agarradas a uma boneca de pano que ele lhe dera de presente há uma semana. - ARRRGGHHHHHH!!!! - E seu grito horrendo e sem esperança acordou o distrito dos Uchiha. Foi naquela manhã que Kayako perdera sua sanidade. - QUEM FOI?! ONDE ESTÁ MEU FILHO?! ELE ESTÁ BEM?! - Inquiriu aos presentes. Seu olhar era de ódio e esse ódio o fez mudar. Avermelhados e sangrentos, os tomoes tomaram uma forma conhecida, amaldiçoada. Agora ele chorava lágrimas de sangue e desespero.

- O Mangekyou... - Sussurraram os Uchiha presentes.
- Pelas provas colhidas... Acreditamos que Noburo foi o responsável. - Lamentou outro investigador.
- Estamos fazendo buscas na região, mas até agora não o encontramos. - Revelou o inspetor.

Naruto estava sem palavras, bem como o restante da equipe forense. Lágrimas brotavam de seus rostos.

- Cuidarei disso eu mesmo. - Kayako sussurrou, ódio incomparável.

- Não! Não sucumba à vingança, por favor. - Suplicou Kage, tentando acalmá-lo. Mas apesar do apelo do bom homem, o coração de Kayako estava perdido. Acenando positivamente numa flagrante mentira, a ANBU deixou-se levar pelos companheiros para o hospital onde fora sedado e tratado por alguns longos dias. Mas a imagem do quarto não conseguia ser apagada de seus olhos. De sua mente. Ele se lembrava do sorriso inocente de Sasaki, do amor de sua esposa, das longas noites em que se sentara à porta de Noburo para conversar, mas que não teve coragem para entrar. Ele sentia culpa. É tudo minha culpa... E ao menos eu tivesse conversado com ele. Mas era tarde demais e até o momento não havia notícias de seu filho fugitivo. Noburo sempre quis ser poderoso. Poderoso a qualquer custo.. Ele leu aquela maldita placa. - Não era fácil de concluiu. Kayako sabia que aquela abominação deveria ser destruída, justamente para evitar essa sina Uchiha em buscar o trauma para avançar. De procurar a dor para se fortalecer. Aquele caminho que seu filho escolheu deveria ser encerrado. Como homem, como pai e como ninja. Noburo precisava ser encontrado e trazido de volta. E tinha que ser ele a fazer isso. O destino agora levava o pai a ter com o filho.

- Já é hora. - Sussurrou, levantando-se da cadeira de rodas. Olhando pela grande janela do hospital, Kayako estava sozinho em seu quarto simples, mas não por muito tempo. Ele sabia que em poucos minutos a enfermeira lhe traria o almoço e antes que isso acontecesse, o ninja teria que fugir para longe. Ir de encontro às ordens do Kage era uma desonra inimaginável, mas não existia mais honra a ser despojada. Tornar-se um nukenin por opção. Talvez morrer para obter a redenção. Não importava. Noburo trouxe a desgraça para os seus e por isso, mesmo depois de pesar as consequências para os seus atos, o pai resolveu caçar o filho. Vivo ou morto. Seu coração batia forte e mesmo a adrenalina que corria em seu corpo naquele momento tenso superava a frieza em seu coração. Seu corpo se moveu. Indo até o armário Kayako buscou sua roupa civil e já vestido olhou pela última vez a Vila que tanto amou. Suas mãos trêmulas logo alcançaram o parapeito e num movimento rápido, o agora ex-jounin saltou pela janela. Sua aposentadoria teria que esperar por mais alguns entraves. Noburo... Estou indo.


CONTINUA...


Última edição por Ozzymandias em Ter 14 Fev 2017 - 23:20, editado 2 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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