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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Missão de rank B - Raptores e reféns

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Dark_Akira

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MensagemAssunto: Missão de rank B - Raptores e reféns   Seg 2 Mar 2015 - 9:51

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Eve

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MensagemAssunto: Re: Missão de rank B - Raptores e reféns   Seg 2 Mar 2015 - 18:35

Estou um pouco enferrujada, mas matar uns inúteis uma missão cai bem agora  
Inscrevo-me o/
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Dark_Akira

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MensagemAssunto: Re: Missão de rank B - Raptores e reféns   Ter 3 Mar 2015 - 19:30

Bem iremos dar inicio à missão.

Terá a seguinte ordem.

1 - Eve
2- Dark_Akira
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Eve

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MensagemAssunto: Re: Missão de rank B - Raptores e reféns   Sex 6 Mar 2015 - 1:40

Toc toc toc. O ruído incessante de uma mão a bater impacientemente em minha porta acordava-me com um terrível mau humor. Levantei-me devagar, e com passos pesados cruzava o caminho até a sala. Abri a porta principal, e parecia que eu devia estar assustadora com minha camisola, cabelos imensos e desgrenhados e a cara feia e extremamente sonolenta, pois um jovem gennin tentava esconder um grande susto antes de voltar a encarar-me e dizer que Okashii-sama queria-me em sua sala em 15 minutos. Fechei-lhe a porta na cara, e notei que Nazo havia levantado. Esfregando os olhos com as mãos e bocejando com a boca bem aberta, sorria e corria para dar-me um abraço, que desarmou-me por completo:

- Quem era, mamãe? - perguntava, curioso.

- Ah, só um chato que veio dar um recado do mizukage... - respondi-lhe.

- Recado do mizukage? Então deve ser importante, mamãe! - ele dizia, enquanto dirigíamos-nos à cozinha.

- Depois eu vou, ele pode esperar só mais uns minutinhos! - dei-lhe uma piscadela, arrancando uma gostosa gargalhada.


Depois de comer, arrumar-me, embainhar Rubi e colocar meu soprador no bolso, dei um beijo nos cabelos cor de ouro do meu pequeno, e utilizando-me de explosões sucessivas de chakra na sola dos pés, movia-me agilmente pela vila até o prédio do kage. Não tardei a chegar, muito menos a ter com ele, que conversava tranquilamente com um rapaz de altura semelhante a minha - que virou-se e encarou-me com uns olhos cinza-esverdeados, com aquele tom frio a qual eu era acostumada a ver quando olhava meu reflexo. Ele pareceu um tanto curioso, examinando-me detalhada e rapidamente, enquanto cruzava a sala de Okashii:


- Ora pois, e aí está ela, um pouco atrasada como de costume! Harima-chan, como estás? - ele perguntava cordialmente.

- Irritada por teres tirado-me da cama. Alguma missão? - perguntei-lhe secamente.

- Direta e sem rodeios como sempre... Harima sendo Harima. - ele dizia antes de afundar em sua poltrona. - Pois bem, uma situação que normalmente seria corriqueira e simples saiu um pouco do controle. No centro da vila, numa casa na saída da rua do banco entraram uns ladrões, depois de uma tentativa fracassada de roubo. É um grupo grande, mais de dez, e eles possuem algum conhecimento ninja. Ia mandar gennins, mas dado o número, prefiro mandar vocês, chuunins disponíveis. - ele finalizava, com seu sorriso cínico e irritante.

- Tem alguma condição? - perguntei secamente.

- Só tratem de proteger os reféns. Nada de machucá-los, tragam eles vivos e ilesos. Os demais, façam como acharem melhor - ele respondia, com aquele sorriso odioso. - Para esta missão, Harima, terás a companhia de Zehel-kun. - ele finalizava, apontandando com o indicador direito o garoto ao meu lado.

Finalmente eu prestava mais atenção ao rapaz. Aparentemente possuía minha idade, talvez um pouco mais velho; parecia bastante reservado à primeira vista, nos seus trajes um tanto sombrios. Portava o que parecia uma imponente espada, embainhada às suas costas, e uma de suas mãos - que estavam enterradas nos bolsos - era estendida a mim num cumprimento:

- Zehel Matsuri! - dizia, em tom amistoso.

- Harima... - respondi-lhe maquinalmente, encarando ora o rosto simpático, ora a mão ainda estendida em minha direção.

- Oh, peço desculpas, Zehel. Harima é mesmo mal-educada quando quer... Bem, agora vão ver os reféns, dispensados! - dizia o kage.


***


Não tardávamos a chegar no local: curiosos amontoavam-se em volta, podia-se avistar uma barreira de segurança e a polícia comum a tentar negociar com os sequestradores. Ouvimos os pedidos insistentes dos bandidos de quantias absurdas de dinheiro, ameaçando cortar uma parte do corpo de cada refém caso não fossem atendidos. Também diziam que não cortariam nada, caso fugissem sem perseguições e com uma quantia pouco menor que a anterior de dinheiro. O chefe da polícia suava frio toda vez que os criminosos ameaçavam as vítimas, provavelmente um ou mais entes queridos eram reféns, e seu estado emocional dava sinais claros de que acabaria cedendo. Meu companheiro de missão pareceu analisar e chegar à mesma conclusão que eu:

- Senhor, estamos cá por ordem do mizukage. Iremos assumir o caso daqui. - ele dizia, colocando a mão no ombro do policial.

- Eu sei lidar com eles... Apenas damos tudo o que eles querem e... - ele realmente estava abalado.

- Não senhor, a quantia que pedem é quase que todo o tesouro da vila. Não vamos deixá-los impunes... - o Matsuri tentava argumentar.

- Não! Tudo de vocês, ninjas, é matar, não importa a quem! Conheço vocês, não se importariam de matar um ou outro refém para matar todos os outros canalhas, mas minha filha está aí, e não vou colocá-la em perigo! - ele declarava com lágrimas nos olhos e agarrando o colarinho de seu casaco.

- Senhor, acalme-se. Não iremos matar ninguém - o chuunin tentava acalmar o chefe da polícia.

- Nossas ordens são de proteger os reféns a qualquer custo. Acha mesmo que eu quero receber ryos a menos por ter machucado uma pessoa indevida? - intervi, já impaciente com o homem.

- Então essas pessoas são isso, apenas ryos para você, garota?! - ele parecia assustando, encarando-me pela primeira vez.

- Sim. E não terei meia recompensa por conta delas, pois além do prejuízo, nem terei como matá-las por vingança ao receber menos do que deveria, por já estarem no além. Reféns morrendo aqui significa prejuízo e raiva, e eu realmente não quero isto, o senhor me entendeu? - perguntei em tom firme, olhando diretamente em seus olhos.

Ele parecia horrorizado com o meu raciocínio. Ele que fosse para o inferno, eu tinha um filho para criar e a missão era clara. Ignorando o homem, prestei melhor atenção à casa: parecia maior que a maioria existente na vila, e as comunicações do interior com a rua estavam fortemente protegidas. Não demorou para que os criminosos notassem nossa presença; alguns pareciam sorrir, enquanto outros pareciam um pouco amendrotados. Minha rápida conclusão de que aqueles que estavam tranquilos possuíam algum conhecimento ninja foi corroborada poucos segundos depois: um homem barbudo, que parecia o líder do bando, empurrava com violência uma moça que continha um choro convulsivo até uma janela. Abrindo-a, colocou seu braço ao redor do pescoço dela, fazendo com que uns pobres raios solares brilhassem na lâmina fria de uma kunai que sua mão segurava:

- Ora, ora, então o mizukage resolveu agir? Mandando apenas dois ninjas? É algum tipo de piada? - ele perguntava, gargalhando. - Aqui tem cinco reféns, se tentarem entrar por onde quer que seja, eles irão morrer. Tenho certeza que Okashii-sama não quer isto... - ironizava, debochando ao pronunciar o nome do líder da Névoa.

- Ele parece convicto que o número elevado de criminosos é o suficiente para detê-los... - comentei em voz baixa.

- Infelizmente ele sabe jogar. Sabe que iremos prezar pela vida dos reféns, mesmo que sejamos mais fortes que eles, temos que conter-nos para não machucar os inocentes; mas eles não precisam segurar a violência... - meu companheiro comentava.

- Tsc, é realmente uma droga essa condição do mizukage... - pensei alto. Demais.

- Matarias um inocente? - ele perguntava, intrigado.

- Hoje eu posso dizer "talvez". Mas até uns dias atrás, diria "sim" sem o menor remorso. - respondi-lhe. - E então, o que sugeres?
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Dark_Akira

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MensagemAssunto: Re: Missão de rank B - Raptores e reféns   Seg 16 Mar 2015 - 20:11

Confrontado com a questão da rapariga, Zehel coçou a sua cabeça procurando como responder à sua pergunta. Ele não sabia bem o que fazer naquela altura, na verdade ainda não sabiam muito bem o que os esperava.
 
- Não podemos saltar assim para um plano, temos de saber mais algo. - declarou o kiri-nin olhando para a sua companheira.
 
Os olhos cizento-esverdeado cruzaram o escarlate de Harima no momento em que ele lhe fazia um movimento para se afastar um bocado. A rapariga acenou sem qualquer expressão afastando-se um pouco enquanto quebrava o olhar do rapaz rapidamente. Deixando o seu chakra percorrer o corpo, Zehel juntava as mãos numa série de selos progressivos terminando ao cortar a sua mão suavemente com a katana.
 
- Kuchyose no jutsu. - disse fazendo uma raposa negra surgir no meio da neblina que se levantou.
 
- Aff, tenho de vir aqui fazer o teu trabalho de novo? - falou a raposa assim que chegou.
 
Vinha mal-humorada e prestes a mandar vir com todo o mundo, quando Zehel se colocou à frente dela parando-a, fitou-a com olhos ameaçadores cuja pupila começava a estreitar para um aspecto oval muito fino. A cor dos seus olhos tornou-se mais brilhante e fria mostrando-lhe que aquele não era o momento de começar com merdas, naquele momento já possuía poder à vontade para exterminar a criatura e mostrava-lhe isso. Harima mantinha-se calada e com a face inexpressiva enquanto aquilo tudo acontecia, a mulher com aquele cabelo branco parecia que a sua alma tinha realmente sido sugada...
 
- Estão vidas em risco, espero que faças um bom trabalho kishi, todos temos dias em que acordamos de mau humor e nunca te despejei o meu em cima. Por isso espero o mesmo vindo de ti. - falou o jovem num tom ameaçador.
 
- Unf, está bom... - concordou a raposa contra a sua vontade. Soltando um grande suspiro aguardou que o chunnin lhe dissesse o que tinha de fazer.
 
- Preciso que faças um reconhecimento detalhado do interior da casa de modo a que possamos saber o que nos espera. - a raposa acenou com a cabeça uma só vez e desvaneceu na sombra. Os seus poderes de se mover onde existissem sombras davam uma grande vantagem em locais fechados, onde as sombras são abundantes. 
 
Virando-se para a mulher de cabelo branco começou a perceber com o que podiam contar. Os dois começaram a determinar o que poderiam fazer, Harima esclareceu-lhe que usando as suas bolhas de sabão conseguia restringir os movimentos aos criminosos, o que seria o passo perfeito para proteger os reféns. Zehel conseguia libertar o seu cursed seal dando-lhe o boost de velocidade necessário para desarmar num segundo os homens. Iam começar a traçar o início da estratégia quando o chefe da força policial deslocou-se até eles com um olhar enervado.
 
- Mas estão doidos! Mandarem aquele bicho para dentro da casa, vamos ser descobertos e eles vão matá-los a todos! Minha pobre princesa! Seus... - o homem preparava-se para investir contra os dois shinobis que confraternizavam.
 
A chunnin de olhos encarnados fora mais rápida do que a investida dele e, enquanto ele levantava o seu megafone para os atingir por trás, já focava o seu chakra projetando um shikumi no jutsu na mente do homem. Estremecendo com a imagem de harima a enterrar a sua katana na sua barriga, o homem caiu redondo no chão tremendo com convulsões. Deixá-los ia de incomodar até se recompor, isso era certo. Naquele momento a raposa invocada por zehel regressava para junto deles transmitindo os seus achados. A casa tinha três pisos, sendo que os reféns estavam a ser guardados no segundo piso, aquilo dava aos raptores uma vantagem estratégica uma vez que conseguiriam reagrupar sem dar possibilidade de fuga aos reféns. Havia 3 homens no piso de baixo, 2 no piso superior e no central estavam 5 a rodear os prisioneiros de modo a que ninguém se armasse em espertinho.
 
- São dez ao todo...- constatou a rapariga - as informações do pergaminho estão erradas... - declarou ela suspirando perante a incompetência.
 
- Ao menos já sabemos tudo o que queríamos. Podemos começar a trabalhar. - eles tinham a possibilidade de fazer assim um plano.
 
Teriam de conseguir dar a volta à situação e de distraí-los a todos.
 
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- Como assim não temos outra escolha! - reclamou o chefe da polícia lançando-lhes um olhar frio. Bebendo um chá saturado em açúcar para controlar a tensão, tentava parar os tremores que lhe restavam devido ao estado choque. - Vocês mesmos disseram que não podia-mos pagar a quantidade de dinheiro que eles pedem! Não gozem com as pessoas seus cães!

Zehel teve de agarrar rápido o braço de Harima, a mulher não ia fazer um genjutsu daquela vez e pelo olhar dela ia castigar o homem que os insultava. Deixando uma mala cair no chão, os dois shinobis afastaram-se deixando a polícia fazer o que já sabia fazer. A verdade é que a mala estava meio cheia de tiras de jornal e a outra metade era dinheiro. Aquilo iria fazer os criminosos de meia tigela enervarem-se, se o policial soubesse daquilo eles tinham sido logo presos direto... Ou pior, mortos com um megafone. Aproveitando a comoção que se criava pelo início das negociações, os dois shinobis focaram o seu chakra de modo a criar dois clones de si mesmos, abandonando o local.
A kurotsune informara-os que nas traseiras da casa existiam duas janelas que davam acesso à casa de banho do segundo piso da casa, era isso que iam usar para se infiltrar dentro do edifício.
Seguindo as ordens dos criminosos, as forças policiais enviaram uma pobre e indefesa mulher para lhes entregar a mala com o dinheiro. Nas traseiras do edifício, Zehel colocava-se encostado à parede fazendo uma base com as mãos, a sua companheira começou a correr na sua direção e apoiando o pé nas suas mãos cruzadas foi projetada suavemente para a pequena janela. Agarrando-se sem um som, Harima focou o seu chakra para se colar à parede e entrar sem fazer barulho para dentro da casa de banho.

Era o turno da mulher fazer o seu movimento, Zehel aguardava pelo excesso de movimento para entrar no piso inferior e exterminar os criminosos que ali se encontravam. Devido à entrada da civil que trazia o dinheiro, todos os criminosos estavam mais próximos das janelas confirmando que não existiria nenhum movimento. Dois deles mantinham-se a olhar para os reféns apontando-lhes as suas armas. Concentrando chakra nos seus pulmões, a mulher de cabelos brancos soprou suavemente as bolhas de sabão, nesse momento um grito irritado ouviu-se pela mansão, dizia que os tinham enganado e que o dinheiro estava aldrabado. Era o que Zehel precisava de ouvir, Deixando todo o seu chakra fluir no corpo libertava a sua transformação de amaldiçoado deixando um ligeiro brilho fantasmagórico quando desaparecera a alta velocidade. Num segundo a janela do piso inferior explodiu e uma mão negra com dedos afiados saia do centro do peito dos criminosos que pegavam a mala.
No piso superior o grito dos homens chamou temporariamente a atenção de todos os que estavam ali, dando a possibilidade do jutsu de Harima passar despercebido. Um mar de bolhas de sabão invadiu o salão todo focando-se principalmente no sitio onde os homens estavam, apanhando dois deles desprevenidos rebentou-lhes na cara, lançando um pó vermelho que os cegou, por sorte eram aqueles que olhavam para os reféns e que se preparavam para investir contra eles.

Isso dava a vantagem aos dois shinobis, o seu plano tinha resultado perfeitamente até ali, O jutsu da konoichi tinha sido bem-sucedido dando-lhe margem para se mexer rápido e de se colocar à frente dos reféns para os proteger. No piso inferior Zehel retirava as suas mãos negras de dentro do corpo dos homens preparando-se para correr o máximo que conseguia para o piso de cima. "Apenas dois ninjas?" recordou o chunin as palavras do criminosos sorrindo maleficamente, eles ainda não tinham visto nada, ali é que a diversão começava.
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Eve

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MensagemAssunto: Re: Missão de rank B - Raptores e reféns   Qua 22 Abr 2015 - 1:10

O pequeno tumulto apenas fazia nosso plano ir cada vez mais rápido. Ainda bem que tudo estava a dar certo até então, podia voltar a tempo de almoçar com Nazo e Brian. Desembainhei Rubi com graciosidade e rapidez, decepando as mãos dos que haviam sido pegos nas bolhas cegantes para que não trazerem-me maiores problemas com jutsus e armas, enquanto avançava para onde aglomeravam-se os reféns. Um bandido estava bem próximo de uma criança que tinha uns seis ou setes anos, e por instinto colocou-a como escudo humano quando ergui minha lâmina. Já estava executando o golpe quando ele usou-se de tamanha covardia, e tive de girar nos calcanhares para não acertar o garoto. Era notável que ele não tinha nenhuma arma em mãos. Investi cegamente nele, a tal ponto de não perceber que atrás de mim um rapaz erguia duas pequenas katanas, concentrando chakra de natureza raiton, criando uma esfera de energia que acertou-me em cheio na nuca antes que pudesse fazer algo ao meu alvo frontal. 

Fiquei bastante atordoada pelo ataque surpresa, embora não tenha tido lesões muito graves. E foi aí que comecei a ver que estava subestimando bastante aqueles homens: o covarde uniu as mãos, desenhando rapidamente uns selos bastante conhecidos por mim, encarando-me de seguida. Segundos se passaram até que visse meu filho com um braço decepado, e claro, parei meu fluxo de chakra, soltando-o de uma vez, realizando o kai sem grandes problemas. Porém, mal voltara à realidade, uma lâmina fria vinha ávida por meu sangue; rebolei com a maior rapidez que podia, enquanto a ponta de uma katana encravava-se com violência no chão onde segundos antes estava a minha cabeça. Levantei-me depressa, mas o terceiro homem já vinha desferindo um potente soco no meu estômago, causando-me um dor descomunal e privando-me de ar. Fui arremessada de encontro a uma parede, embatendo dolorosamente minhas costas nela. Apesar de desnorteada, recobrava meus sentidos relativamente rápido:

- Mas ora pois, a menina aqui é durona. Aguentou um soco em cheio teu, Arami! - o covarde debochava, mantendo uma distância razoável. Os outros mantinham-se calados e relativamente próximos aos reféns, que visivelmente estavam paralisados de medo.

- Tsc, isso nem doeu! - retorqui no mesmo tom, apesar do estômago arder e ter cuspido um pouco de sangue. O ar em meus pulmões já havia sido normalizado, e para separar os bandidos o suficiente dos reféns, decidi moldar um pouco de chakra, e depois dos devidos selos, cuspi uma grande quantidade de água, fazendo-os embater violentamente contra a parede, enquanto corria agilmente a cortar as amarras das vítimas com a minha katana:

- Tiveste uma péssima idéia, garota! - o rapaz que acertou-me com uma bola de raiton dizia, de dentes cerrados. 

Espetando  uma de suas lâminas no chão, realizava uns selos, invocando raios potentes que deduzi que seriam enviados em minha direção. O problema era que, sozinha, eu escaparia facilmente daquilo; porém haviam cinco pessoas inocentes, incluindo uma criança, que já estava a ver sangue e violência demais. Olhando de soslaio, notei que o meu clone estava lá perto, então rapidamente reagi: sacando com velocidade meu soprador, reuni quantidade suficiente de chakra para soprar algumas bolhas. Ouvi eles comentando entre si para ter cuidado, afinal dois deles foram pegos e tiveram as mãos decepadas. Mas em vez de gás urticante, mandei bolhas que libertavam uma cortina de fumaça. Bastavam-me alguns segundos, e foi o que tive: troquei de lugar com o clone, mandando-o para a linha de frente, enquanto afastava os reféns mais para a saída. Uma cortina de vento rapidamente varria o fumo, destruindo meu clone e deixando pairar ainda mais bolhas, que planavam calmamente ao sabor do vento:

- Tomem cuidado com essas malditas bolhas! - o covarde avisava. - Hiromi, parta essa garota ao meio!

O rapaz do raiton prontamente obedecia, mandando em minha direção vários raios, que destruíam o piso. Desviar em ambiente fechado não era lá muito viável, mas fiz o que estava ao meu alcance: usei e abusei de shunshins e do kinobiri. Mas os raios eram realmente velozes, e um não tardou a pegar-me o tornozelo, destruindo também a tábua em que pisava, fazendo-me cair no andar de baixo. Uma queimadura mais grave que a da nuca havia formado-se no local, e era difícil manter-me de pé. Apesar da dor, levantei-me. Meu companheiro de missão estava preparando-se para subir, quando percebeu o que estava acontecendo. Pedi que escoltasse os reféns para a segurança lá fora, assim podíamos acabar com aqueles imbecis.

Pude notar que o rapaz do raiton estava ofegante, talvez aquele jutsu requeresse grandes quantidades de chakra - o que deixava-nos com alguma vantagem, embora as minhas reservas não estivessem completamente cheias. Meu companheiro de missão parecia chegar à mesma conclusão que eu enquanto encarava a cratera acima de nossas cabeças, que deixava visualizar o andar do meio. Poucos segundos depois, os últimos homens que estavam no último andar também desciam, e corriam em direção aos reféns, que tentavam sair com a maior discrição possível:

- Matem! Matem todos! Não deixem um vivo sequer! - um homem de voz gutural bradava, sendo que ele mesmo já executava uns selos e projetava uma bola de fogo de tamanho considerável no pequeno grupo de civis.

Uni as mãos em selos, e moldando uma quantidade de chakra nos pulmões, repeti o meu Mizurappa. Era a única coisa que estava ao meu alcance, mas não estava em condições para correr e escoltar os reféns, que provavelmente estavam aturdidos com a fumaça que formava-se com o embate da água no fogo. Mas o kirinin - que parecia ler meus pensamentos - pousava uma mão num ombro e dizia-me amistosamente:

- Meu clone já está com eles e está levando-os para um local seguro. Agora sim, Harima-chan, a diversão é por nossa conta! - um sorriso desenhava-se nos lábios dele. E também nos meus.
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