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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Ayame Midori] Filler 22 - Céu ~ Escondido nas estrelas – Parte II ~

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Shibiusa

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MensagemAssunto: [Ayame Midori] Filler 22 - Céu ~ Escondido nas estrelas – Parte II ~   Dom 31 Ago 2014 - 0:15

Céu
~ Escondido nas estrelas – Parte II ~

Parte I: http://www.narutoportugalrpg.com/t14190-filler-36-ceu

Era uma daquelas noites de céu límpido, onde a noite envergava um manto das mais belas estrelas, qual branco sobre azul. Não se observava nem uma nuvem. Apenas o brilho da lua, que, nem assim, ofuscava a beleza daquele anoitecer.
A kunoichi não se lembrava da última vez que parara para olhar o céu. Não que não gostasse de o fazer. Apenas não se recordava do último momento de paz e divagação que tivera. E aquela noite estava tão convidativa… Ainda ouvia o burburinho de vozes nos seus discursos e cumprimentos e queria manter-se longe daquilo por enquanto. Queria… Paz.
Olhou para o ruivo, que parecia absorto nos seus pensamentos enquanto olhava para o céu, e sorriu. Ele não ficaria chateado por tirarem um momento daqueles, não depois de ela ver aquele gesto. Então agarrou-lhe na mão e puxou-o até ao jardim, ignorando a sua confusão, até uma zona relvada onde teriam uma visão panorâmica daquela cena. E mandou-se para o chão assim que largou a mão dele, deitando-se de costas como nos seus dias inocentes enquanto olhava para o céu.
- É lindo, não é? - Ela perguntou, virando a cabeça para o lado para encarar o rapaz, que se deitara ao seu lado logo em seguida.
- Sim… - Azura a olhava, inexpressivo. - Mas você ainda não percebeu. - E voltou a olhar para o céu.
- Hã? - Ela ficou confusa.
- Veja bem. - E, como se fosse uma criança, o kirinin ergueu os braços como se tentasse agarrar o céu com as mãos, gesticulando. - Antigamente, eu olhava o céu como uma unidade, um pedaço de negro no meu campo de visão, mas… Coisas… Aconteceram. Um dia, eu olhei novamente para um céu muito parecido com esse e percebi… O céu não é um pedaço, uma faixa, não é só o que eu posso ver. Ele é mais… É como se eu olhasse para as próprias trevas, trevas combatidas pela luz das estrelas, é como… Se a escuridão pudesse ser algo melhor, como se existisse algo além desta carapaça negra… Algo como luz.
Calma. Era tudo o que ela conseguia sentir naquele momento, com a voz dele a vibrar por entre as raras brisas. Sentia também que o seu silêncio expressava bem o que atravessava na sua cabeça naquele momento. Era incrível como Azura, aquele que nunca falava o que pensava, pudesse estar a ter um momento tão profundo com alguém a assistir. Admirava as suas palavras, queria perceber como e porque ele algum dia tinha pensado naquilo. Não que ele estivesse incorrecto. Mas a sabedoria daquelas palavras era algo que a transcendia.
- Azura… - murmurou ela, chamando-o. Não precisou de olhar para ele para persentir a expectativa dele. - Fala mais das estrelas… Por favor.
O ruivo se calou, impressionado pelo interesse dela. Tinha de admitir que se sentia confortável em falar sobre aquilo com ela, estranhamente… Então falou. Falou o que pensava a cerca do assunto, o que tinha deduzido através das experiências e afins. No fim, olhou para Ayame, certo de que ela já estaria dormindo a esta altura. Ela, no entanto, ainda olhava o céu em reflexão e reparou também no cintilar dos seus olhos. Ela sorvera tudo o que ele lhe dissera.
Não queria admitir, mas estava realmente gostando de falar com ela, o que era incomum. Falar com os outros era uma necessidade de comunicação, nada mais. Havia muitas outras coisas que não entendia acerca dela, coisas que o intrigavam profundamente…
- Ayame… - Ele falou, engoliu em seco, e prosseguiu. - Porquê você fez aquilo para salvar a vida do seu inimigo no torneio?
Ele fizera uma pergunta pessoal? A konohanin não sabia se havia de ficar mais surpreendida com a acção ou se com o conteúdo da pergunta. Mas iria responder-lhe. Ele tinha sido sincero com ela. No mínimo, devia-lhe a retribuição.
- Eu não sou uma assassina. Não sou um monstro como ele… Não iria ceder nem rebaixar-me a fazer isso. Não posso ceifar uma vida assim, por muito que tivesse vontade disso… - pausou. Custava-lhe admitir aquilo. - Não o posso negar… Senti algo negro dentro de mim, que se queria apoderar de mim. Eu… Não quero. Eu sou humana.
Novamente, o silêncio reinou o momento, sendo apenas quebrado por um murmúrio do kirinin, que estaria a divagar em voz alta.
- Humano… Não é…?
Azura ainda olhava o céu quando Ayame se voltou para ele e o observou mais atentamente. Ele parecia distante e ela achava isso deveras incomum. Percebeu qualquer coisa branca no seu pescoço, sob os cabelos.
- O que é isso? - perguntou, associando ao facto de que sempre sentira um acúmulo constante de chakra naquela região. Normalmente ignorava aquilo, mas… Porque não perguntar e tirar logo as dúvidas?
Azura a olhou, surpreso, tenso. Ayame imaginou que aquela pergunta havia sido demais para o momento… Talvez profunda demais, pessoal demais… Estava prestes a dizer qualquer coisa como “não precisa responder…” quando percebeu que o rapaz pareceu digerir aquilo aos poucos com uma certa positividade, como se considerasse responder ou não.
Ele olhava para ela com intensidade, pensando, ponderando… A verdade é que se sentia totalmente seguro em contar-lhe a verdade, sentia que ela não o trairia mesmo se soubesse… E aquilo o deixava extremamente confuso, porque geralmente aos seus olhos todos um dia iriam traí-lo.
- Porque você quer saber?
Ah, resposta defensiva. Ele realmente não queria contar. Mas…
- Porque não? Nada justifica tanto segredo.
Pronto. Havia sido derrotado! Engoliu em seco e respirou fundo, pensando em uma resposta boa o suficiente para fazê-la desistir… E para que?
- Bem… - Estava sem palavras.
Aos olhos dela, aquilo realmente tinha sido bom demais. Ele já tinha voltado às redundâncias, ao evitamento. Era melhor desistir antes que ficasse frustrada. Não queria estragar uma noite que estava a ser boa até então. Não conseguiu, no entanto, esconder a sua leve irritação.
- Porquê tanto segredo? Que estás a esconder com tanto medo? Eu não te vou obrigar, mas… Bem. Talvez um dia…
- Não… - Azura sussurrou. Virou-se e apoiou-se no cotovelo para a olhar melhor. Não havia porque continuar escondendo-se; ela tinha consciência que havia um segredo, ela era confiável…
Fechou os olhos e levou a mão do braço que não o apoiava à nuca, como se fosse massajá-la. Aos poucos, foi retirando o selo adesivo que aderia à sua pele. Tão gradual quanto a retirada do selo, as mudanças em seu corpo foram ocorrendo. Tudo se tornava visível agora; órbitas escuras, pele rachada e pálida, braço negro… Mas esse ela não conseguiria ver, estava escondido pelo casaco. Então abriu os olhos para ver a reação da kunoichi.
Ayame fitou-o, surpreendida. Ele acabara de mudar à sua frente. Diferenças pouco significativas, mas, no mínimo, curiosas. Então era aquilo que ele queria esconder. Não podia censurá-lo. Qualquer um ficaria impressionado com aquilo e podia reagir mal. Mas… Aquela pele… Sorriu com o seu próprio pensamento. Não resistia. Tinha que perguntar.
- Desculpa perguntar, é mesmo curiosidade de médica, mas… Posso tocar?
Azura suspirou, surpreso. Inexpressivo, mas surpreso. Não esperava esta reação. Assentiu com a cabeça, certo de que ela não teria pedido por mal.
Com a autorização dele, Ayame aproximou uma mão da bochecha dele e puxou-a. Era normal. Elástica, suave como qualquer outra. Apenas tinha uma característica incomum além da cor: a temperatura baixa. Passou um dedo por aquilo que pareciam rachaduras. Sentia como algo áspero ao toque, embora não rugoso como uma cicatriz. Não era tão mau quanto parecia à primeira vista. O aspecto assustava mais que a realidade e não conseguiu evitar uma gargalhada com essa lógica.
- Isso não é um problema para mim, mas compreendo se é para ti.
Ela estava compreendendo errado! Ele pensou. Nunca foi um incômodo ser assim… Claro, aquilo costumava causar problemas, mas Azura nunca quis ser diferente. Tanto quanto nunca quis ser ele mesmo… Voltou a colocar o selo na nuca e rapidamente readquiriu as características que o faziam ser igual aos outros, normalizando aos olhos de todos.
- E eu posso confiar em ti? - Perguntou, olhando-a com os seus olhos penetrantes, agora com íris verdes.
Ayame sorriu antes de responder. Ele conseguia ser complicado de acompanhar. Perguntava-se até se tinha entendido a questão.
- Isso é pergunta que se faça? Pensava que já o tinha demonstrado. Não é para isso que são os amigos?
- Amigos…? - Aquela palavra pareceu pesar nos ombros. Sempre a ouvia, mas nunca tinha pensado de fato a respeito dela. E agora, mais do que nunca, sentia que iria precisar saber daquilo.
Ela olhou para ele por uns momentos. Não conseguia entender o sentido da pergunta. Parecia… Uma dúvida de criança, algo que a divertiu. Então aquele era o Azura. O verdadeiro.
- Queres uma resposta concreta tirada do dicionário ou a minha reflexão sobre isso?
- Eu sei a do dicionário… Mas me diga o que você pensa.
Ele queria mesmo saber a opinião dela? Não podia negar que estava surpreendida. Mas também não iria negar responder-lhe. Parecia simplesmente curiosidade. Talvez para entender o ponto de vista dela?
- Amigos… - murmurou ela, suspirando para ganhar coragem. - Amigos são aquelas pessoas que estão presentes na nossa vida e em quem podemos confiar, não importa a distância ou o tempo. Não há qualquer tipo de relação sanguínea ou genética, mas é quase como se houvesse. Até há quem acredite que haja algo genético nisso, embora sejam outros assuntos que não importam para aqui. Apenas… Confiamos e sabemos que confiam em nós também. E tudo começa assim. Amigos são essenciais. Para tudo. Para os bons e para os maus momentos. Para rir ou para chorar. Ou nem que seja para sabermos que eles estão lá.
Ele a olhou com serenidade por longos minutos, refletindo sobre o que ela dizia, pensando em como aquilo se aplicava em sua vida. Certamente era alguém sem amigos. Havia outras perguntas também, milhares! Sempre tivera receio de fazê-las por sentir que seriam mal recebidas pelas pessoas… Era estranho ser compreendido por Ayame. Pensava que ninguém no mundo poderia sanar suas dúvidas…
A morena de Konoha olhou para ele, fazendo para enfrentar os divagantes olhos do kirinin, e riu-se dos seus próprios pensamentos.
- Há quanto tempo estamos cá fora? Acho que o Kazuma e o Hikaru devem estar a achar que fomos raptados.
- Tem razão.
- Vamos voltar para dentro antes que chamem o resgate - e não resistiu a mais uma gargalhada ao imaginar os dois homens da sua vida a correrem desesperadamente atrás dela.
Os dois saíram dali em uma conversa casual, falando sobre detalhes da teoria de Ayame a cerca do que é “Amigo”. Trilharam um caminho que cortava aquele jardim, uma série de tijolos amarelos que levavam à mansão, largo o suficiente para andarem lado a lado, longo o suficiente para lhes render uma conversa demorada. Quando saíram do jardim, estavam próximos da mansão, mais concretamente de uma sala privada que precedia ao salão de festas. A parede da sala seguia ao lado da trilha por alguns metros, até que, mais para frente, o caminho que os dois seguiam iria dobrar para um lado oposto. Antes disso, uma grande janela envidraçada cruzava os seus caminhos.
E antes que passassem pela janela, Azura pegou o braço de Ayame e impediu sua caminhada, numa parada abrupta.
- O que foi-
- Shhhh…. - Ele falou, pondo o dedo sobre a boca. Apontou para a vidraça, num olhar de advertência. Foi repentino, mas ele acabara de sentir aquela presença aterradora que sentiu no dia da enfermaria.
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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Re: [Ayame Midori] Filler 22 - Céu ~ Escondido nas estrelas – Parte II ~   Seg 1 Set 2014 - 12:43

Bem, eu realmente pensei que era desta que a Ayame virava mulher, mas o Azura não têm humanidade que chegue para isso! Ao invés disso, prefere levar alta friendzone com uma conversa sobre a amizade. Pobre soldado, mais um para o Inferno.

O texto foi lamechas, embora não tenha correspondido à outra lamechice com que eu estava a contar, e interessante pela parte humana que, aos poucos e graças às conversas com Ayame, se vêm revelando no Azura. Pode ser que seja com a pequena Midori que ele pare de ser um cyborg e até nutra alguns sentimentos. E, como assim não têm amigos? Pensei que o Katsu fosse um T_T.

O final deixou intrigado, vamos lá ver se a coisa aquece e se deixam de conversinhas sobre amizade xd. Continuem ^^
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Bruno Moraes

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MensagemAssunto: Re: [Ayame Midori] Filler 22 - Céu ~ Escondido nas estrelas – Parte II ~   Ter 2 Set 2014 - 23:12

Então o que Azura estava a observar era a Lua, realmente pensei que seria a vê algo que lhe trouxesse uma informação, mas pelo visto tudo está a ser “novidade” já que observa o seu redor de um jeito bem diferente do que o de habitual. Pelo jeito o ruivo aceitou bem a Ayame e creio que a já deve aceitar o seu pedido de amizade no Facebook xd , agora vamos vê se esse zombie se torna mais sociável e comece a interagir mais com as pessoas. Como também espero que finalmente descubra quem é essa presença aterradora que tanto o kirinin sente e qual é o seu verdadeiro objetivo.
 

Força na Historia!!! 
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