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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 F11 - Morte

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Rich

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MensagemAssunto: F11 - Morte   Qua 24 Abr 2013 - 23:12

A última ferida era sarada por uma iryo-nin de cabelos negros e longos, olhos avermelhados e uma pele ebúrnea. Eu estava pendurada pelas mesmas correntes. O suor escorria-me por toda a pele e ardia quando as gotas acarinhavam gentilmente as queimaduras e os golpes ainda abertos. Eu sentia a pele lentamente a fechar-se. A cada união, uma dor. Alguns minutos depois a iryo-nin levantou-se, fez-me uma pequena vénia de despedida e saiu o mais rápido que podia, tentando ao máximo parecer natural. Eu sentia o meu corpo a desfalecer, mas eu precisava de me manter acordada. Não podia adormecer…não! Isso seria a minha morte. “No de víboras, cada passo é um passo para o precipício”. Mordi o lábio inferior com a maior força que o meu maxilar deixava. Cada vez que as pálpebras ficavam cansadas, mordia o lábio. As enormes portas da sala abriram-se vagarosamente e uma forte brisa invadiu aquele enorme espaço. O vento gelado varreu o meu corpo e senti os pontos em que o vestido fora dilacerado pelos diversos convidados que se divertiam com o meu sangue. Olhei para as minhas pernas e vi que tinham perdido cor. A minha pele estava quase branca pelo sangue que perdera e que depois me era restaurado pela experiente médica. As portas foram totalmente abertas e a figura de Karite apresentou-se novamente com a sua corte. Ele vinha com uma enorme sorriso de orelha em orelha:
-Como correu a nossa colheita? – perguntou ao vazio
Apressou-se à enorme taça que brilhava por debaixo de mim. Inspirou profundamente o aroma a sangue, e por fim, mergulhou a ponta do seu dedo no líquido vermelho. Levou o dedo à boca e provou o sangue. Ele parecia estar a ter um orgasmo com o sabor do meu sangue. Uma explosão de sabor que punha as suas papilas gustativas aos saltos. Bateu as palmas e abriu os olhos. A sua cor mudara. O tom escuro do vermelho tornara-se brilhante. Dois belos rubis resplandecendo pela luz do mais puro raio de luar que trespassava o cristal e espalhava-se por todo lado, trazendo a beleza única de uma noite nua de estrelas:
-Oh que maravilha! Em breve o nosso lord estará de volta. – Virou-se para trás, falando para sua corte com algum gozo – À que admitir: o nosso lord sempre teve uma preferência por belas jovens. Excelente gosto.
Voltou a virar-se para a frente e estalou os dedos. Olhou-me nos olhos e senti a minha alma a sair-me do corpo com o seu olhar gélido. Virei o olhar e ele sorriu:
-Tu tens poder míuda…
Estas foram as suas últimas palavras antes de sair com a sua corte. Antes de passar pelas portas disse algo a um guarda. Um servo, acompanhado de um ajudante, tirara a taça plena de sangue debaixo de mim e levou-a para à frente do trono de Karite. Outro servo tirou-me as correntes e deixou-me cair no pedestal, na anterior localização da taça de ouro. Fiquei deitada naquele círculo negro. O meu olhar era vago, mirando o por detrás das janelas decoradas. Lá fora estava a liberdade.
“Liberdade…liberdade…liberdade…”
Aquela palavra ecoava pela minha mente, mas depois lembrei-me: eu não podia sair de lá sem o Naito. Eu tinha de salvá-lo. Mas como poderia eu repor a sua alma, alma que vagueava pelo vazio da morte, pelo vazio do Yomi (Mundo dos Mortos na mitologia japonesa) e o seu corpo vagueava, nulo de conteúdo, pelo mundo dos vivos. A única opção era matá-lo com dignidade. Repor o corpo à alma que lhe pertence, ao mundo que lhe pertence. Deitada no chão e pedia a Kami (Deus) que me perdoasse pelo crime que iria fazer. Pelo massacre que iria provocar, mas se para salvar vilas vizinhas, salvar um largo número de pessoas então eu iria matar. Um guarda aproximou-se de mim e levantou-me com força. Virou-me de costas e inseriu algo na coleira. Senti um clique, depois uma leveza no pescoço, ao mesmo tempo que ouvia um enorme estrondo. Olhei para baixo e vi a coleira aberta no chão. Porquê? Porque mandara Karite tirar-me a coleira que obstruía-me a minha fonte de poder? Olhei para a taça com o sangue. Algo iria acontecer, algo grande e poderoso iria acontecer e o meu sangue seria a chave para tal acontecimento:
-És livre. – disse o guarda
“Livre…”
Começava a ganhar forças, mas ainda não era capaz de lutar a 100%. Olhei para sala. Estava vazia, com a nossa exceção. O guarda não parecia estar muito prevenido, mas iria tentar algo contra ele. Avancei pela sala em direção às portas. Eu tinha de encontrar Karite. Descobrir os planos dele e impedi-los, custe o que custar. Ouvi uma gargalhada bem audível ecoar pelo corredor vazio:
-Karite… -murmurei
Dirigi-me, o mais rápido que o meu corpo permitiu, em direção ao eco até acabar em frente a uma porta vermelha. Cá fora podia ouvir claramente a voz de Karite e da sua corte. Encostei o ouvi à porta e fiquei à escuta.
--
Karite desenrolou um enorme pergaminho onde estava desenhado, com o maio detalhe e perfeição, o mapa de toda a nação shinobi. Passou os seus esqueléticos e pálidos dedos pelo fino tecido, percorrendo cada nação, imaginando cada massacre em cada vila. Limpou a voz e olhou diretamente para a sua corte:
-Hoje o nosso poderoso e tenebroso líder Saikou Shinigami (Supremo Deus da Morte). O sangue da jovem Hiroshi será o tributo perfeito para a sua volta. O corpo do Uchiha será usado como hospedeiro e assim que o nosso líder estiver instalado poderemos começar a invasão. Todas as nações, uma a uma, serão despedaçadas pela força do Deus da Morte. Quero que preparem um traje preparado para tal soberania, coisa praticamente impossível, um trono banhado em ouro e obsidiana. Tragam também um bom número e sacrifícios. Tenho a certeza que o nosso Deus terá uma fome quase que insaciável.
A sua corte apenas afirmava com a cabeça, fazendo uma extensa lista mental:
-Que horas são? – perguntou
-Faltam 2 horas para a meia-noite, senhor.
-Então o que estão, ainda, aqui a fazer? Vão! – gritou Karite
A sua corte fez uma vénia, abriram a porta e saíram apressados para preparar tudo para o seu Supremo Deus.
--
-Então o que estão, ainda, aqui a fazer? Vão! – gritou Karite
Entrei em pânico com aquelas palavras. Tive em medo em concentrar o chakra, mas lembrei-me do pescoço e rapidamente concentrei o chakra nos pés e saltei, dando uma volta e “colando-me” ao teto. A corte sai apressada, não percebendo a minha presença com a pressa. Ainda estava fraca, por isso não aguentei muito tempo. Caí no chão de joelhos refletidos. Comecei a correr antes que Karite saísse. Arfava quando alcancei as duas portas de saída. Saí pelas duas portas e fiquei chocada com o que via. O céu estava rodeado de nuvens densas arroxeadas. Karite estava no meio do enorme pátio, rodeado de toda a população existente na vila. O corpo de Naito estava preso a uma enorme estaca e ao seu lado, dentro de uma jaula, estavam todos os sacrifícios. Karite falava cânticos estranhos, gritando aos céus as suas palavras aos Deus. O sangue na enorme taça era gentilmente derramado por cima de Naito. O corpo agitava-se violentamente sem percebendo o que se passava ali. Ele queria fugir. A dor de cabeça voltou e depois o zumbido e clarão. Por fim o silêncio e uma voz:
-Salva-me…salva-me Hiroshi…! – falava Naito
Assim que todo o sangue fora derramado sobre o corpo os ventos agitaram-me. Uma trovoada assombrou os céus. Os raios rasgavam os céus e iluminavam a vila. As densas nuvens começavam a rodopiar. Os ventos começavam a unir-se aos céus. Os relâmpagos caiam sobre a vila, atingiam o solo e criavam crateras que faziam certos polos na multidão fugir. Os cavalos relinchavam medrosos. Karite calou-se quando o céu e o vento criaram uma ponte entre os Deuses e a Terra:
-Ergue-te Saikou Shinigami. Desce aos teus fracos servos e dá-nos forças. O mundo será teu, mas desce até nós!
Um relâmpago avermelhado cortou nas nuvens. Ao longe ouvia-se corvos, avançando cada vez mais rápido. Uma mancha negra e densa preparava-se para cobrir aquele espaço macabro. Um turbilhão, formado pela junção das nuvens e do forte vento, finalmente uniu-se à Terra. Os corvos chegaram como predestinado e rodearam o turbilhão. Cortavam feliz por entre as paredes grossas formadas por aquele fenómeno anómalo. Um riso maquiavélico ecoou. Um relâmpago furou pelo centro do turbilhão e quando atingiu o solo rebentou. Uma nuvem, proveniente da explosão, rodeou Naito e a jaula. Um brilho viu-se entre a nuvem e acabou. Ouviu-se algo a estalar e ferro a chiar. Um riso. Gritos. Algo a rasgar. Risos. Gritos. Risos. A nuvem desceu e o massacre fora revelado. O Deus da Morte possuiu, na forma imaterial, um novo corpo: Naito. Saciou a sua vontade de matar nos sacrifícios presos na jaula. O sangue espalhava-se pela jaula e pelo corpo de Naito. Ele riu-se. Os seus dedos estavam espinhados, o seu cabelo ficara mais negro, a sua pele tornou-se esbranquiçada e o seu olhar vago e vermelho. A sua voz ficou muito mais grossa e cada palavra era um calafrio. Shinigami virou-se para Karite:
-Karite…meu servo. Louvado sejas por me teres invocado. Ofereces-me este mundo?
-Claro meu lord. Dou-lhe o mundo e não lhe dou mais, pois não tenho. – respondeu
-Percebo. Mas tu és humano…que queres em troca?
Shinigami sorriu, enquanto avançava para um guarda. O homem tremia, mas Shinigami não lhe deu um único olhar. Agitou os dedos e um vento tirou-lhe o capacete:
-Apenas quero algum poder, nada de mais, ser o seu braço direito nesta conquista do seu mundo.
Shinigami riu-se. De repente esticou a mão e agarrou a cara do guarda. A sua alma começou a ser puxada. Todo o corpo começou a ganhar uns veios roxos e a pele a tornar-se branca. Shinigami puxou totalmente a alma e o corpo caiu no chão em cinzas:
-Assim seja.
Shinigami olhou para o seu corpo atual:
-Este corpo é fraco. Mal posso utilizar as minhas habilidades…Queres poder hum?
A corte de Karite apressou-se a juntar-se a ele:
-Os sanguessugas… Eu irei dar-vos poder, mas cada um terá uma missão.
Eles concordaram:
-Kayan, Kayen, Kayon e Kayun, as vossas missões serão atacar Suna, Iwa, Kiri e Kumo, respetivamente. Karite a tua missão será a mais importante. Irás atacar o ponto central, o verdadeiro núcleo deste mundo, a nossa vizinha: Konoha. É esta a vossa missão.
“Vizinha Konoha. Eu estava perto de Konoha…”
Eles aceitaram. Shinigami elevou a mão e a trovoada voltou. Cinco relâmpagos atingiram os cinco membros da realeza daquela vila, dando-lhes o poder necessário para acabar com todas as vilas:
-Que comece a invasão! – gritou Karite
Shinigami sentou-se no trono e sorriu maquiavelicamente. A trovoada rebentava violentamente enquanto aquele exército guiava em direção a cada vila.

Citação :
Aqui o novo filler da saga "Memórias". Irei aproveitar este texto e esta época para criar um evento global
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MensagemAssunto: Re: F11 - Morte   Qui 25 Abr 2013 - 13:34

Bem, a tua escrita está agradável e tem continuado a melhorar, como já te disse anteriormente. Quanto ao filler e também a tua história no geral, avançou muito rápido do Ponto A ao B, digamos assim. Um ritual assim poderia/deveria ser algo muito demorado e talvez mais complexo, afinal, estás a trazer um deus para a Terra. Depois o facto de ele ter entrado no corpo do Uchiha e conseguir usar os seus poderes ou habilidades, logo após dizer que o corpo era fraco, foi algo que achei incoerente e irrealista. São poderes de um Shinigami, não seria tão facil assim usá-los. Pelo poder com que descreveste tanto o Shinigami e o Kirite como bastante poderosos, tipo Nukes Rank S. Penso que estás a avançar demasiado a tua história em prol da tua excitação para fazer esse evento xd
Como já te foi dito pela Shibi no outro tópico, nas férias vai haver algo que muito possivelmente será do teu interesse, impossibilitando a ocorrência de outro evento em simultâneo.
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Rich

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MensagemAssunto: Re: F11 - Morte   Qui 25 Abr 2013 - 14:14

Obrigado Bro. Sim eu já sei isso Smile e fiquei curioso com o que vem aí o.O. Quanto à história eu também concordo contigo. Para quem não sabe eu "escrevo no momento". Os meus fillers não são planeados. Durante o dia tenho uma pequena ideia que juntando a x, y e z forma o filler. Eu estava indeciso se devia escrever isto em 2 fillers ou num, mas as ideias começaram a escassear e antes que isto se torna-se uma salganhada decidi postar. Estou a pensar fazer um remake ou um filler especial para desenvolver o ritual. Eu decidi fazer o resto da história mexendo +/- nas histórias. Como? Vou perguntar quem me deixa utilizar a sua char e cada ataque vai acontecer em aldeias ou campos afastadas(os) da Vila Alvo. Assim não há muitas mexidas nas vilas e talvez fazer um treinos em conjunto para dar pontos Smile

Obrigado pela leitura bro

(PS: Fogo nunca mais comentavas )
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