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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 F8 - Sarilhos dos grandes - Kiri

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Rich

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MensagemAssunto: F8 - Sarilhos dos grandes - Kiri   Qua 27 Fev 2013 - 21:47

O céu tinha ficado nublado e escuro. O ar seco do deserto fora substituído por uma ar abafado, húmido e frio. A mistura do resto da areia e o início da lamacenta terra de Kiri criavam uma pasta esverdeada e morna. Os meus pés enterravam-se nessa pasta e em alguns pontos enterravam-se até aos tornozelos. Puxei do meu saco e tirei um casaco. Uma comichão invadiu o meu nariz, e sem aviso prévio, espirrei. A alguns metros à frente uns pássaros voaram da copa de uma árvore. Passei a mão rapidamente pelo nariz com o intuito de ver se este pingava. Ao sentir que estava seco suspirei, enquanto vestia o casaco:
-Odeio este tempo…
Tirei o pé da pasta e sacudiu-o. Pisei o chão levemente e repetidamente a fim de confirmar a sua dureza. Coloquei firmemente o pé na terra rija e limpei o outro pé. O resto do grupo permanecia calado e eu não ousei quebrar aquele momento. Aproveitei para ver com “olhos de ver” o espaço que nos rodeava. Estávamos situados numa enorme floresta densa e húmida. Uma fina camada de nevoeiro trespassava-nos e arrepiava quando uma brisa gelada percorreu a nossa espinha. Kenta levantou o indicador direito. Eu e os rapazes rodeámos Kenta:
-Vamos ter que acampar aqui. Este é o local mais seco que iremos encontrar nas redondezas. Despachemo-nos a montar as tendas pois não tarda irá anoitecer.
Todos assentiram e começámos a preparar as tendas.
A lua reinava imponente no céu escuro e despido de estrelas. Ao longe uma coruja anunciava a noite. Eu estava dentro da tenda, completamente enrolada no saco-cama. Uma brisa forte abanou a tenda com demasiada força e fez um enorme rasgão do lado esquerdo do fino tecido. O espaço dentro da tenda gelou rapidamente e comecei a tremer descontroladamente. Saí da tenda e olhei para as tendas dos rapazes. Não os ia chamar por duas razões: não queria passar por fraca aos olhos deles, especialmente aos olhos de Kenta, e para aprender uma lição de sobrevivência. Fui obrigada a largar o saco-cama e deixar as mantas, ficando ainda mais desprotegida ao frio:
-Que merda fui eu me meter…!
Fiquei alguns momentos a olhar o rasgão e de como o iria arranjar. Quando ia fazer alguma coisa um vento forte levantou-se e rasgou por completo a tenda. Comecei a ferver. Virei-me para as outras tendas e fiquei surpresa com o escuro que estava. Comecei a tatear o ar às cegas. Cada vez ficava mais escuro e o nevoeiro levantava-se. Subitamente ouço uns galhos a estalar acima da minha cabeça. Olho para cima e não vejo nada. Continuei a tatear, mas desta vez com a sensação de estar a ser observada. Olhei por cima do ombro e vejo um par de olhos a mirar-me. Nesse momento o nevoeiro atingiu o seu auge e de repente desvaneceu-se. Aqueles olhos arrepiaram e tinha quase a certeza que o olhar me era familiar. Tinha a cabeça demasiado ocupada com o frio, onde punha os pés e onde estavam os rapazes para poder pensar onde tinha visto aqueles olhos.
Não sabia quanto tempo tinha passado, mas tinha a certeza que já estava longe do acampamento. O ar parecia ficar cada vez mais abafado e húmido e até era reconfortante. O ambiente abafado aumentava lentamente a temperatura do meu corpo. Devido às reduzidas horas que eu dormi as pálpebras começaram a pesar e os bocejos eram frequentes. Por causa disso fui contra alguma coisa e feri o braço. Coloquei os dedos na ferida e senti algo quente e um pouco pegajoso. Era sangue. Eu sabia que não poderia continuar mais. Baixei-me e apalpei o chão até encontrar um tronco seco e a terra pouco húmida. Quando encontrei o melhor ponto subi a árvore e deitei-me no ramo mais largo.
Acordei sobressaltada com um grupo de uivos. Não havia sinal do nevoeiro e o horizonte começava a ganhar uma tonalidade laranja misturada com o azul-escuro da noite. Estava a amanhecer. Voltei a ouvir os uivos cada vez mais perto e começava a ver movimentos rápidos pelos robustos arbustos. Os movimentos estavam a escassos metros da árvore onde eu estava. Não tardou até a fonte dos uivos ser revelada. Um grupo de meia-dúzia de lobos rodeou a árvore. Tinha a certeza que tinham farejado o meu sangue. Olhei bem para eles e vi que estavam um pouco magros, o pelo estava a cair e eriçado em alguns tufos, ou seja, estavam esfomeados e esperavam que eu fosse a sua refeição. A árvore não era muito alta, mas os lobos não eram capazes de me alcançar. Por essa altura já amanhecera e decidi chamar pelo grupo:
-Socorro! Makoto! Shin! Kaito!...Kenta! Ajudem-me! – gritei o mais alto que conseguia.
Não ouvi nenhuma resposta. Olhei bem para o grupo e consegui identificar o líder. Era um lobo robusto, mas quase tão magro como os outros. Ele parecia ser o mais feroz e o resto do grupo respeitava-o. Olhei para cima procurando algo que eu possa usar para me prender à árvore. Escondida entre umas folhas estavam duas grossas lianas verde-escuras e extremamente húmidas. Estiquei-me o máximo que consegui para poder agarrar, com a ponta dos dedos, as duas lianas. Elas eram um pouco pegajosas, mas naquela altura eu não queria saber disso. Os lobos não pareciam querer deixar “este suculento pedaço de carne” por isso tive de recorrer ao meu clã. Atei, com as duas lianas, as minhas pernas ao tronco e preparei-me para começar. Juntei as pontas dos polegares e cruzei os indicadores e os “dedo do meio” formando uma espécie de círculo deformado. Dentro do campo de visão dessa área estava o lobo líder. Concentrei o chakra nas mãos e no centro da testa:
-Shintenshin no Jutsu.
Senti a minha mente a viajar rapidamente para o lobo. Como o lobo não possui uma mente como a dos humanos a sua possessão foi fácil. A minha visão desceu e ficou perto do chão e agora estava cinzenta. Os cheiros estavam extremamente acentuados e o cheiro do meu sangue era muito forte, mas misturado com o meu odor criava um cheiro característico. Eu queria falar, mas saiu um latido desafinado e surpreendente para os outros lobos. Eu cheirei o ar à procura do odor dos rapazes, mas o odor deles misturado com o cheiro da terra molhada e o cheiro dos lobos tornava tudo mais difícil. Lembrei-me da pequena fogueira que fizemos para cozinhar o rápido jantar da noite anterior. Elevei o focinho e inspirei com força. No enorme turbilhão de odores que invadiram o meu nariz consegui reconhecer o fraco odor do fumo da fogueira, já apagada. Assim que senti o odor comecei a correr o mais rápido que consegui. Correr com pernas de lobo não era tão difícil como parecia. O odor do fumo ainda estava fraco, mas sentia-o cada vez mais perto. De repente senti outros 4 odores. Parecia humano. Não tardou até encontrar o acampamento improvisado. Os 4 rapazes rodeavam o que restou da minha tenda. Tentei ladrar, mas saiu um latido parecido àquele quando tomei posse da mente do lobo. Voltei a tentar e saiu um latido suficientemente alto para eles poderem ouvir. Olharam para mim e tentaram enxotar-me, mas eu não saí de lá. Aproximei-me do meu saco e agarrei-o com a boca. Voltaram a olhar para mim e desta vez tentaram tirar-me o saco. Eram assim tão estúpidos? Larguei o saco e arranhei, levemente, as pernas de Kaito:
-Larga-me! – dizia Kaito
Dei-lhe uma cabeçada na barriga da perna e ele quase que me deu um pontapé, mas eu desviei-me rapidamente. Mostrei-lhe os dentes e rosnei. Levantei a pata e tentei “sacar das unhas”. Quando consegui comecei a esgravatar na terra. Mal e porcamente escrevi um H e fui tentando escrever IROSHI, mas fiquei encravada no S e simplesmente ficou escrito HIRO e uma estranha forma que não tinha nada a ver com um S. Kenta aproximou-se de mim e mirou o chão atentamente. Percebia-se a palavra, mas não estava perfeito. Ele leu a palavra para si e simplesmente mexia os lábios. Virou-se para mim com o seu sharingan ativado. Era maravilhoso aquele poder, mas ver aqueles olhos faziam algo mexer em mim e depois lembrei-me de Naito. Nunca mais ele me tinha aparecido e eu nunca mais procurei por ele na minha mente. Voltei á realidade quando Kenta disse:
-Este lobo está repleto de chakra, mas este chakra está inacessível para jutsus. Eu reconheço este jutsu…Este lobo é a Hiroshi.
Kaito correu para mim e olhou-me nos olhos:
-Se és a Hiroshi, morde o Kenta, se não fores, morde-me.
Kaito esticou o braço. Não hesitei e saltei para morder Kenta:
-Vamos Hiroshi, leva-nos ao teu corpo.
Fechei a boca e saí disparada. Eu sabia que eles vinham atrás de mim e por isso não me preocupei a parar até que sinto algo. Senti o meu corpo a ser movido. Uivei o mais alto que podia e olhei com desespero para Kenta pois ele era o único que me ia perceber:
-Algo se passa com ela.
Comecei a correr ainda mais rápido até começar a cheirar um odor a sangue nauseabundo. Cheguei à árvore e gelei ao ver o corpo dos lobos amontoados e a jorrar sangue. Aproximei o focinho do corpo de um deles e vi que ainda estava quente. No ramo onde eu estava as lianas estavam cortadas. Eu ainda conseguia sentir o meu odor e sentia o meu chakra a afastar-se cada vez mais rápido. Ladrei e voltei a correr disparada. Comecei a ouvir um barulho forte ao longe, o que me pareceu uma cascatada. De repente deixei de sentir o chakara e o elo de ligação quebrou-se.
Abri os olhos e tive de me habituar às cores do mundo. Olhei á volta e ouvia o som de água a bater. Ouvi passos e virei-me para trás. A pessoa que vi não me era familiar, mas havia algo nela muito intrigante. Ao longe ouvia as vozes dos rapazes. A mulher agarrou-me pelo pulso e puxou-me dizendo:
-Despacha-te! Se eles nos apanham é o nosso fim.
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