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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Missão Particular] Rank D - Em Busca da Rosa Lilás

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Hana

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MensagemAssunto: [Missão Particular] Rank D - Em Busca da Rosa Lilás    Qua 14 Mar 2012 - 0:53

Descrição: A Sra. Fukushima, florista e colecionadora de plantas raras, recebeu uma informação que uma rara rosa lilás havia aflorado ao sul de kirigakure, nas proximidades da zona de proteção dos símios selvagens. Agora, ela precisa de um ninja para escoltá-la e ajudá-la a encontrar a rosa lilás, além de prestar serviços de coleta com outras plantas raras encontradas pelo caminho.

Inscrito: Kimura Endo (Orochi)

Recompensa: 150ryos + 1 scroll de novo jutsu + 1 ponto de cumprimento.

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MensagemAssunto: Re: [Missão Particular] Rank D - Em Busca da Rosa Lilás    Qua 14 Mar 2012 - 1:08

A senhora Fukushima possuía uma floricultura em Kirigakure. Era uma senhora de certa idade. Possuía estatura baixa, mas rechonchuda. Seus longos cabelos negros, sempre amarrados com grampos, além de óculos redondos que protegiam seus olhos curiosos, davam uma impressão de intelectualidade. Ela aguardava no portão principal da vila já no raiar dos primeiros raios de sol. Quando o jovem ninja a encontrou no portão principal da vila na hora acordada, Kimura percebeu que ela não conseguiu esconder sua insatisfação por ter conseguido apenas um genin magrinho para ajuda-la na coleta de seus espécimes de plantas raras.

- Ohayo! Fukushima-dono! – Cumprimentou Kimura.
- Olá meu jovem. É você quem irá me ajudar? – Perguntou baixando os óculos.
- Sim, sou eu. Pronta para ir?
- Claro. – Disse a senhora, pondo a mochila nas costas.

Os dois começaram a viajem de três dias até a região apontada. Kimura nunca não havia se distanciado tanto da vila. Estava receoso, mas ao mesmo tempo estava ansioso para cumprir a missão ao agrado da cliente, além de esperar conhecer uma parte do país além dos muros da vila. Ainda estava cedo e a relva, molhada com pequenas gotas de orvalho. Kimura sorriu ao ver diversos pássaros abrindo as asas para esquentar-se no sol. Enquanto isso, a senhora trazia consigo um semblante sisudo e arrogante. O jovem preferiu não puxar assunto. Então eles perderam a vila de vista, ganhando a estrada.

1º Dia.

A caminhada foi longa. Haviam percorrido cerca de três quilômetros em duas horas e os dois já estavam cansados, então Kimura, sentindo dores nos pés, pediu que descansassem um pouco até chegarem à região. A senhora concordou, forrou uma manta que trazia na mochila, sentou-se e começou a folhear algumas anotações que trouxera. Kimura também descansou, tomando água do cantil. Aproveitando a parada, ele conferiu se estavam no caminho certo abrindo o mapa e percebeu que estavam na metade do trajeto. Viu que passariam pelo leito de um riacho seco e logo após, uma encosta que descia até a planície. - Uma caminhada não muito confortável. - Pensou, fechando o mapa e o guardando na bolsa.

Após vinte minutos, a senhora começou a dar sinais de impaciência. Olhava insistentemente em volta e pigarreava sempre que passava a vista por Kimura, que percebendo a impaciência da cliente, resolveu por guardar suas tralhas e recomeçar a caminhada. Pelo mapa, a vegetação seria escassa, o que facilitaria a caminhada. Entretanto, ao ver a floresta fechada à frente, Kimura voltou a olhar no mapa e percebeu que se tratava de um mapa antigo. Antigo o suficiente para dar tempo ao crescimento da floresta, pois o caminho para a planície agora estava coberto de rica vegetação cerrada que dificultaria muito a passagem.

- A senhora pesa quanto? – Perguntou Kimura, meio sem graça.
- Mas que pergunta desagradável garoto. Respeite minha condição! – Esbravejou.
- Não é isso senhora. É que como a floresta ficou densa. Seria melhor irmos por cima.

Sem dizer nada, a senhora ranzinza percorreu a copa das árvores com os olhos e concordou com um aceno. “Tenho 40 quilos.” – Disse a senhora. Kimura percebeu que era mentira, pois ela aparentava ter no mínimo cinco quilos a mais. Entretanto, resolveu não comentar. Kimura então foi até ela e se inclinou. A senhora, meio sem jeito, apoiou-se em suas costas e retirou os pés do chão. Foi então que o genin confirmou o que havia pensado. Realmente a senhora pesava pelo menos dez quilos a mais do que declarou. Sem reclamar, aguardou um pouco até acostumar com o novo peso em suas costas e concentrou-se na trajetória que iria tomar. Sempre mirando nos galhos verdes que via pelo caminho que tomaria.

Gemendo pelo esforço, Kimura mirou o galho mais próximo e saltou com certa dificuldade. Pousando lá, iniciou uma sequencia de velozes saltos e sobressaltos em direção à planície. Apesar de ter seus movimentos atrapalhados pelo volume que carregava, ele ainda conseguia ter certa mobilidade ao saltar, usava sempre a flexibilidade dos galhos mais verdes e arremetia com velocidade até outro. Um após outro, ele planava com certa dificuldade por entre as folhagens. Saltando mais uma vez, ele escorregaria se não utilizasse sua agilidade e equilíbrio. Entretanto, não demorou muito para se vir exausto com todo esse exercício. Parando numa clareira, após trinta minutos, já estavam um pouco antes do leito do rio e da encosta, que dividia a floresta da planície, Kimura desceu ao solo, levando-a junto, que reclamou da viagem assim que retornou ao chão.

O garoto sentou-se esbaforido e exausto, suas pernas ardiam. Enquanto isso, a senhora já começava a procurar pelas primeiras ervas que a trouxeram até esta região. Enquanto a senhora fazia sua pesquisa, o jovem genin sentia-se mal. Suas costas e pernas doíam e precisava descansar. Então, sem perguntar nada a sua companheira de viagem, começou a montar o acampamento. O tempo estava instável e parecia que iria fazer frio durante a noite. Assim, após vinte minutos de repouso, sem perdê-la de vista enquanto rondava as margens da clareira, Kimura tomou um grande gole d´água e logo que terminou de levantar as barracas, sacou sua kunai e saiu para buscar lenha. Por sorte, não caminhou muito para encontrar uma árvore seca, perfeita para manter o fogo aceso.

Estava entediado, e vendo a árvore, percebeu que seria uma oportunidade para se divertir e ao mesmo tempo treinar. Já com a kunai em mãos, seus golpes faziam os galhos secos e quebradiços partirem e caírem no chão. Girou a kunai por baixo do galho mais alto e num salto se apoiou, fazendo-o partir. Logo caindo no chão, ele sacou uma shuriken e a arremessou até a base do outro, seu disparo errou por muito pouco, então ele tentou outra vez, sacando um shuriken, agora fazendo mira, acertou em cheio, partindo o galho seco. E assim que esse caiu, ele sacou mais uma kunai e saltou, cruzando as mãos num golpe em pinça, arrebentando mais um galho. Então, quando recolhia os galhos para retornar, ele ouviu o chamado da senhora Fukushima.

- Kimura! Aqui, por favor! – A velha gritava.

Assustado com o apelo, ele correu para onde o grito se originou. Chegando em segundos ao local, Fukushima estava na borda da encosta íngreme. De lá podiam ver a planície e toda a sua beleza ao pôr do sol. Mas, invés de estar contemplando a paisagem, a senhora apontava insistentemente para um desabamento na encosta que a chuva havia erodido, formando um poço fétido e lamacento. “Ali! Está vendo?” – Continuava a gritar. Kimura forçou a sua visão e conseguiu distinguir uma vegetação verde eclodindo de um pedaço de tronco podre. Estava no centro do poço lamacento.

- Preciso que você me busque aquela madeira. – Disse com um sorriso imenso no rosto.

E lá foi Kimura. Não havia onde se segurar. Era uma encosta coberta de lama negra e em sua base, há cerca de cinco metros de profundidade, um poço de água barrenta e parada. Só não conseguia sentir o cheiro por causa do vento que descia a encosta com velocidade. Iniciando a descida vagarosamente, Kimura tateava por entre as raízes das árvores. Concentrava seu chakra nos pés para dar-lhe apoio ao mesmo tempo em que estudava que raiz usaria para descer. Entretanto, mesmo com muito cuidado, o genin foi surpreendido por uma grande aranha que pulou em sua mão. Assustado, perdeu o controle de seu chakra e caiu rolando pela encosta até chegar ao fundo da encosta, onde mergulhou na água putrefata.

A senhora não conteve a gargalhada ao ver o garoto emergir todo coberto de lama. Kimura a princípio também achou engraçado, mas percebeu que estava aos poucos afundando. Havia caído numa areia movediça. Seu coração bateu forte e a adrenalina percorreu seu corpo. Tentou mover seus pés, mas à medida que se movia mais para o fundo ia. Precisava fugir rapidamente. Então, pegou uma kunai e a amarrou uma Harigame. Lançando com força para o alto, Kimura conseguiu acertar uma árvore próxima à senhora que o observava, agora com preocupação. Fez força para desprender-se. Ainda estava cansado pelo esforço anterior, mas precisava sair.

Então, após algumas tentativas, conseguiu retirar uma parte do corpo, mais ainda estava entalado. Precisava pensar. Pensar rápido, pois a areia já o puxava novamente. Kimura então começou a fazer cálculos na cabeça. Anotou seu peso e gravidade. Tudo o que havia aprendido na academia agora serviria. Sabia que um esforço direto não adiantaria, só o faria cansar. Muito menos usar a senhora lá em cima, pois esta com toda certeza não teria forças para puxá-lo. Então decidiu por usar outra estratégia. Pegando mais linhas shinobi na mochila e amarrando em três shurikens, ele visualiza a trajetória e arremessa os shurikens um a um.

Assim, usando o Shoshuriken no Jutsu, ele os manipula através da linha, fazendo-os girar por trás de uma árvore e acertando, após algumas tentativas, um tronco caído à encosta lamacenta. A senhora já estava desesperada, pois metade do corpo de Kimura já havia sumido no buraco. O genin então a mandou tentar derrubar o tronco pela encosta, empurrando-o. Fukushima foi até lá e tentou e tentou, mas não conseguiu empurrar o tronco podre. Então Kimura mandou que se afastasse e em seguida atou os três fios shinobi à cintura, em seguida, ele amarrou uma kibaku fuda numa kunai e a arremessou até a base do galho.

Kimura havia pedido aos deuses que acertasse, pois seria sua última chance de se salvar. Então a kunai acertou o alvo por pouco e o papel começou a queimar. Rapidamente Kimura agarrou a madeira podre que a senhora pedira e fechou os olhos em oração. A explosão foi ruidosa. Kimura então abriu os olhos e viu o tronco velho descendo a encosta fazendo o cabo puxá-lo até em cima, quando sacou mais uma kunai e cortou as linhas antes que fosse puxado de volta ao lamaçal. Exausto e com algumas escoriações, o genin se deitou enquanto a senhora pegou o tronco podre e o levou embora para o acampamento, deixando Kimura só com sua respiração ofegante.

Assim, logo após um breve repouso, sentiu frio, e só então percebeu que o sol já se punha e lembrou que ainda teria que colher os galhos que havia derrubado anteriormente. Levantou-se com dificuldade, pois estava zonzo pelo esforço, mas não conseguiria qualquer ajuda da senhora, visto que ela estava absorta em suas pesquisas as quais Kimura soube depois que se tratava de um processo de desidratação para preservar a espécie de planta rara. Kimura retornou ao local onde os galhos estavam caídos. Então, após dois minutos de coleta, o jovem voltou ao acampamento com madeira suficiente para passar a noite.

A senhora estava animada com suas pesquisas, já possuía diversos exemplares da relva nativa. E no momento da chegada do genin, ela folheava seu livro, comparando a figura à planta real. Kimura não entendia porque tudo aquilo era tão importante para ela, mas preferiu calar-se e acender a fogueira. Logo, após acendê-la, retirou da mochila alguma comida e começou a preparar o jantar. E após comer, esperou por mais duas horas para que a senhora terminasse seu procedimento de conserva. Até que Fukushima parou e foi comer, deitando-se em seguida. Só então Kimura se recolheu a sua barraca para repousar de todo o esforço realizado.

2º Dia.

Um vento gélido levantou as cinzas da fogueira. O frio previsto chegara e agora Kimura se agarrava a um agasalho que havia retirado da sua mochila no meio da madrugada. O sol estava nascendo quando a senhora retornou as suas idas à floresta. Enquanto Kimura preparava o desjejum, a senhora sumia e aparecia, nunca desgrudando de seu livro de anotações. Entretanto, numa destas voltas ao acampamento, ainda nos primeiros raios de sol, ela surgiu com um grande sorriso no rosto. Nem se importando com o café-da-manhã, ela pediu para que Kimura a seguisse. Sem dizer uma palavra, o ninja a acompanhou. Andaram por cerca de trinta metros onde ele pôde ver um pequeno lago de águas tranquilas que, com a luz do sol nascente, refletia uma cor verde de seu fundo. “Noturnum Belatus Verdum.” – Dizia a senhora de forma inteligente. Kimura não entendeu, mas preferiu esperar a senhora terminar de contar.

- Este musgo nasce e morre em apenas um dia. O momento ideal para colhê-lo é nos primeiros minutos do nascer do sol. – Disse sorrindo.
- E daí?- Perguntou Kimura.
- Você está aqui para me ajudar, não? Então o que você está esperando para cair na água e me buscar o musgo? – Retrucou num tom inquisitivo.

Estava com muito frio. Olhava para a senhora tentando acreditar que aquilo era apenas uma brincadeira de mau gosto, mas não, tudo que a senhora fez foi manda-lo apressar a coleta, pois a manhã já estava passando e os minutos eram importantes para a coleta. Kimura então olhou para a superfície do lago, de onde saía uma névoa gélida, e retirou todo o equipamento ninja e a parte de cima do uniforme. Vendo sua cor pálida, a senhora elevou a sobrancelha numa careta de estranheza, mas o genin já estava acostumado com essa reação e fingiu não notar. Entrando na água até os joelhos, Kimura então fez o selo com as mãos já trêmulas e concentrou seu chakra nos pulmões, iniciando o Sansoukyoukyuu. Respirou fundo por diversas vezes, até que se sentiu oxigenado o suficiente, então fechou os olhos e prendeu a respiração. Forçou para dentro todo o ar que puxara, comprimindo-o com chakra e assim abriu espaço para sugar mais ar.

Terminando o processo, abriu os olhos e mergulhou de vez nas águas quase congeladas. Seu corpo tremia e enrijeceu com o choque entre a sua temperatura corporal e a temperatura da água. Kimura aguardou se acostumar com o frio, afinal, teria que mexer com ferramentas e colher o musgo delicado. Mesmo assim, da maneira que a água estava não podia controlar os espasmos naturais do corpo. E após alguns bons segundos embaixo d’água, o genin aprofundou-se e iniciou a coleta com sua kunai. Raspava a arma no leito do rio. O musgo se desprendia e só então ele o colocava na vasilha entregue pela senhora Fukushima. Assim, passados cerca de quatro minutos com o fôlego preso, Kimura retornou a superfície com uma quantidade considerável de musgo.

Suas extremidades estavam num tom roxeado, e sua pálida face estava rígida com o frio. Não conseguia parar de tremer e seus dentes de bater. Deixando rapidamente o depósito nas mãos da senhora, Kimura dirigiu-se ao acampamento e acendeu a fogueira, onde passou momentos de agonia até que seu corpo recuperasse todo o calor perdido. A sua companheira de viagem, como de costume, não agradeceu ou sequer se ofereceu para ajudar, pelo contrário, passou a manhã inteira separando as sementes do musgo e os desidratando para o transporte. Kimura já sabia que ela iria demorar nesse processo, como da outra vez, então resolveu passar o resto da fria manhã treinando levemente.

Assim, enquanto a cientista se divertia com suas plantas, o genin dirigiu-se até o canto da clareira, onde começou a alongar-se e a treinar seu Taijutsu num adversário fictício. Ele golpeava o ar com ganchos e jabs, fazia sequências rápidas para manter o corpo aquecido. Com ágeis voadoras e fortes rasteiras, ele tentava alcançar perfeição em seus movimentos. Olhava em volta enquanto golpeava o ar, até que encontrou uma árvore cujo caule tinha uma protuberância que se parecia à junta que ligava o braço ao tronco de uma pessoa. Percebendo uma oportunidade, Kimura dá um rápido rolamento no chão e quando chega perto, tenta realizar o Konoha Shofu, elevando sua perna com força.

Parecia que ainda estava entumecido com o frio do mergulho. Seus joelhos não se moveram como queria e acabou por chutar a parte dura do tronco, não machucando muito, mas o suficiente para que soltasse um grito miúdo de dor. Ouvindo isso, a senhora parou o que fazia, e com um olhar de desdém, retornou a seus afazeres. Kimura começava a se irritar com a mulher afinal, estava ali para protegê-la. Além disso, ela nem sequer conversava civilizadamente com ele. Parecia que ela possuía alguma resistência ao mundo ninja. Então, sem entender o que poderia estar se passando na cabeça da razinza, Kimura pensa em traquinagens, como toda criança de treze anos. “Vou mostrar a ela porque o mundo precisa de shinobis.” – Pensou consigo.

Aproveitando a distração da pesquisadora, Kimura vai até sua barraca e a fecha deixando apenas uma fresta para poder enxergar a senhora. Lá dentro, ele começou a sentir o fluxo de seu chakra. Controlando a respiração, o genin fechou os olhos, juntou as mãos e fez rapidamente os selos necessários, só então abriu os olhos e, num aumento controlado de chakra no cérebro, realiza o Kohoki no Jutsu. Kimura não soube se seu genjutsu havia dado certo até quando a senhora começou a procurar desesperadamente seu caderno de anotações. O caderno estava lá, mas com o genjutsu, Kimura a fez pensar que não mais estava. A pesquisadora ficou apavorada. Procurava em sua barraca, balbuciava coisas sem sentido enquanto revirava todo o acampamento.

Enquanto isso, Kimura, que se preocupava em manter o fluxo regular de seu chakra, consequentemente, mantendo o genjutsu, começou a ter crises de riso, que de tão altos, atrapalharam sua concentração mental, quebrando seu genjutsu antes mesmo do que gostaria. Assim, o livro de anotações “magicamente” reapareceu onde a senhora havia deixado. “Devo estar ficando louca!” – Disse ao encontrar o caderno. Ao mesmo tempo Kimura caía na gargalhada em sua barraca, mas não despertou qualquer curiosidade com a pesquisadora ranzinza. Mesmo assim, Kimura se sentiu vitorioso, e aguardou até que tudo estivesse pronto para partir. Estava ansioso para chegar.

3º Dia.

“Perigo: Território dos Macacos Selvagens.” – Dizia a placa afixada na primeira árvore da floresta após o lago. Passados apenas metade da manhã, haviam caminhado por uma hora, circulando a margem de seu afluente seco, quando viram a placa. Kimura sentiu um calafrio, logo parando para averiguar a situação. A senhora não esperou. Impaciente, decidiu ir à frente, ganhando alguns metros de distância. O genin estava apreensivo, pois além do aviso, podia escutar os urros símios que pulavam nas copas das árvores. Então apertou o passo para acompanhar a senhora com a intenção de pará-la antes que fosse tarde. Mais já era tarde demais. Lá estava ela, parada e pasma com o que vira. Kimura então olhou para o que Fukushima estava admirando e se assustou com tamanha beleza.

Era a única rosa lilás que Kimura havia visto na vida. A senhora não acreditava que havia encontrado o que procurava. A rosa estava no alto, enroscada a uma gigantesca árvore vermelha que possuía muitos galhos e cipós. Seus galhos se estendiam num raio de cerca de dez metros. Sem dúvida uma visão que nunca será esquecida. Todavia, os macacos que os perseguiam nas copas, continuavam a reclamar da invasão de seu território e parecia que aquela árvore era sua principal moradia. Os macacos balançavam e gritavam nas árvores enquanto Kimura começava a caminhar vagarosamente para trás.

- O que você está fazendo?! Vá pegá-la! – Esbravejou senhora.

Kimura a olhou com ar de nervosismo. Sabia que ele sozinho não daria conta de tantos macacos. Tentou puxá-la mais uma vez, mas esta se recusou a recuar, dando os primeiros passos até a árvore, o que enfureceu os símios. Então, vendo que não teria escolha, pois se não fosse, ela mesma iria, Kimura a puxou com mais força, mandando-a ficar mais afastada até que ele pegasse a rosa. Assim, lentamente, ele começou a avançar olhando sempre para o alto, na esperança ingênua que os símios simplesmente o deixariam passar. A situação começava a ficar perigosa. Mais alguns passos e então começou a subir até a rosa. Vendo a intrusão, os macacos começaram a descer do alto velozmente, convergindo para o rapaz. Percebendo que seria atacado, Kimura adiantou o passo.

Levando algum chakra para a sola dos pés, ele os apoiou na base da árvore e usou a força das pernas para saltar até um cipó na lateral, fugindo do avanço da maioria deles. Assim, rapidamente começou a subir pelo cipó. A força que usava, faziam seus raquíticos músculos reclamarem. Mesmo assim, chegou ao galho a tempo de conseguir escapar. Mais uma vez levando a concentração de seu chakra para as mãos, ele subiu no galho com certa dificuldade. Parecia que os macacos apenas esperavam essa ousadia para iniciar um ataque em massa. Saltando no mesmo galho de Kimura, que corria em direção à rosa, eles começaram persegui-lo. Afinal, havia invadido seu santuário.

De repente, mais três macacos saltam e aparecem na sua frente. Todos levantam suas mãos no sentido de atacar o jovem. O primeiro tentou dar-lhe um murro no estômago, mas Kimura esquivou-se ainda correndo dando um passo para o lado. Vendo que o primeiro macaco deixou a nuca exposta, Kimura deu um poderoso golpe com a lateral da mão no local. O macaco pendeu para o lado e caiu do galho, chegando ao solo com grande ruído. O segundo veio logo atrás e tentou agarrar-lhe a perna. Quase que como num susto, o genin deu um salto não muito alto, o suficiente para o macaco passar a mão no vazio.

Ainda no ar, Kimura rapidamente usa as costas desse macaco como apoio e se joga por cima dele, desenhando um arco com as pernas, caindo às costas do animal e só então girou a perna à altura da cintura, acertando em cheio o segundo macaco, que desiquilibra e cai. Entretanto, o terceiro macaco já estava muito próximo, e ao ver mais um companheiro caindo, o símio girou o braço, acertando o peito de Kimura em cheio. A dor foi incrível, o golpe havia sido tão forte que Kimura perdeu o fôlego, projetando-se para fora do galho, caindo.

Durante a queda de cerca de dez metros, Kimura recuperou a consciência e viu à sua frente que todos os macacos que o perseguiam, agora saltavam no vazio em sua perseguição. Sabia que se caísse, estaria muito machucado e à mercê dos macacos que haviam saltado atrás dele. Assim, concentrando o chakra no braço esquerdo, ele realiza o Nan no Kaizo, esticando rapidamente seu braço, agarrando o primeiro galho que vira. Então, fazendo um som de estalo, Kimura para de cair, enquanto os outros macacos ainda em voo tentavam agarrá-lo.

Balançando o corpo de um lado para o outro, Kimura conseguiu esquivar das tentativas de captura dos macacos. Concentrando mais seu chakra, com fortes dores no peito, o genin começou a encolher o braço em velocidade, assim, usando a inércia como trampolim, ele se projetou para o alto, alcançando outro galho. Mas, olhou com tristeza em volta, pois estava praticamente cercado pelos símios furiosos e estava há cerca de cinco metros da rosa. “Tomara que ela realmente valha a pena.” – Reclamou ao avançar sobre os macacos.

Esforçando-se ele utilizou o Shunshin no Jutsu, surgindo num galho mais alto, continuando a correr. Os macacos saltaram atrás dele, enquanto algumas fêmeas corriam, fugindo dele. Era o caos. Um dos perseguidores, com um pedaço de madeira na mão salta de cima e tenta acertá-lo. Kimura não percebeu à tempo a chegada do golpe, só lhe restando focalizar seu chakra no peito, fazendo o selo necessário e realizar o Kawarimi no Jutsu. O animal acertou o golpe, que num poderoso estrondo, fez surgir um pedaço de madeira no lugar de sua vítima. Isso distraiu alguns deles, que ficaram revirando o local até encontra-lo, correndo no galho mais abaixo. Novamente eles o perseguiram.

Vendo que já havia sido descoberto, Kimura concentra seu chakra mais uma vez e fecha as mãos rapidamente num selo, e realiza o Bunshin no Jutsu, fazendo surgir duas cópias intangíveis dele, que correram para lados opostos, enquanto seguia a trajetória até a rosa lilás. Seu plano havia dado certo, em parte. Pois o grupo se dividiu na perseguição e com o Kimura verdadeiro ainda havia dois grandes macacos que o seguiam. Eles eram mais rápidos que os demais e alcançaram o genin em poucos segundos. O primeiro acertou-lhe o pé direito enquanto corria. Desiquilibrado, Kimura cai em direção ao galho mais baixo. Foi uma queda dolorosa.

Ainda sentindo fortes dores, Kimura rolou para sair da posição de bruços, ao mesmo tempo em que sacou um shuriken da mochila. “- Kaiten Shuriken!”. Focalizando seu chakra fuuton nos pulmões puxando o ar, sentiu muita dor em seu externo, mas continuou. O shuriken começou a girar velozmente e Kimura o pôs a protegê-lo enquanto se recuperava, pois ainda estava deitado. Acertou os cipós ao redor, dificultando a chegada dos outros, mas ainda existiam dois grandes um na sua “cola”. Eles saltavam com vigor entre os galhos, com suas mãos enormes e unhas grande, aqueles dariam trabalho. O barulho que as fêmeas faziam era ensurdecedor. Novamente Kimura estava enrascado.

Seu peito ainda doía e agora, como caíra de frente, tudo doía. O kaiten shuriken havia lhe dado alguns segundos de recuperação, mas não tanto. E logo, os dois grandes símios chegaram atacando e Kimura, esquivando-se rapidamente, rolou jogando suas pernas para o alto, dando um rolamento até ficar de pé, de frente aos dois inimigos. Então, o macaco girou o braço tentando golpeá-lo no ombro, Kimura aparou o golpe com o braço direito com violência, fazendo o macaco perder o equilíbrio e baixou sua guarda à procura de apoio. Kimura então girou sua perna e com força, atingiu o abdome do símio, que caiu no chão permanecendo imóvel.

O seguinte vinha em velocidade. Tentou golpeá-lo na cabeça e Kimura aparou o golpe com o antebraço. O genin então tentou dar-lhe uma rasteira, passando a perna por baixo. O símio saltou esquivando-se, ao mesmo tempo em que atacou sua cabeça novamente. O golpe quase o acerta, senão cruzasse os braços sob a cabeça, aparando o murro. Era sua vez de atacá-lo. Kimura estava perdendo tempo com ele, e sabia que suas cópias intangíveis não seriam visíveis por muito tempo, então rapidamente pensou no que fazer, juntando as mãos e fazendo o selo necessário, Kimura concentrou seu chakra e gritou: – Henge no Jutsu!

Gritou mais por desespero do que empolgação. Seu chakra já estava no fim. Então, da fumaça, surgiu um grande tigre de bengala. Os macacos que o seguia, além das fêmeas, que assistiam a luta, partiram em fuga desesperada, dando gritos que pareciam pedir socorro. Seu plano havia dado certo. Afinal, transformara-se no predador natural deles, e isso lhe daria algum tempo até colher a rosa. Enfim chegando ao alvo, ele para de controlar o fluxo de chakra, retornando a imagem original, ofegante, ensanguentado e cheio de hematomas.

Pegando a pá e um saco plástico, Kimura retira a rosa lilás de seu pouso e acondicionando-a calmamente no saco plástico. Enquanto isso, a senhora vibrava por ter conseguido a rosa que tanto queria. Mas o perigo ainda não havia passado. Os macacos, ao perceberem que o tigre havia desaparecido, retornaram com fúria. Jogando a planta até a senhora, Kimura gritou: - Corra para o norte. Vou distraí-los até que a senhora esteja segura! A senhora não esperou terminar a frase e já saiu em disparada. Vendo isso, o jovem genin, já com dificuldades em conseguir mais chakra, se viu numa encrenca gigantesca.

Pegando rapidamente uma Kemuridama na mochila, ele a arremessou ao chão. Uma grande explosão de fumaça deixou os macacos e ele às cegas. Kimura então, mesmo sem enxergar o caminho, saltou para o solo e começou a correr velozmente no lado oposto à da senhora. Os macacos pareciam que o perseguiam mesmo sob a fumaça, pois, dezenas repetiram o movimento de Kimura, caindo ao solo e logo seguindo em sua direção. O jovem já estava exausto e machucado. Seu corpo com hematomas e tinha certeza de que havia fraturado alguma costela na queda e por isso estava mais lento que antes. Graças a isso, um dos símios pulou à sua frente, atacando-o com um galho que usava de clava.

Assustado, Kimura só teve tempo de realizar o Kawarimi no Jutsu, deixando no lugar apenas um pedaço de madeira com uma Kibaku Fuda grudada em seu corpo. A explosão foi grande. Pedaços de madeira voaram para todos os lados e o ruído espantou centenas de pássaros que descansavam nas redondezas. Kimura havia se escondido há cerca de trinta metros da explosão. Esperando a poeira baixar, pôde ver que os macacos retornaram ao seu santuário, mas estavam vigilantes a qualquer movimento em volta. Kimura não podia mais esperar, já estava escurecendo, então, suavemente, esgueirou-se por entre os galhos retorcidos pela explosão e chegou até o lago.

Atravessaria com facilidade se utilizasse o Mizu no Kinobiri. Mas como estava sem chakra, circulou todo lago pelo lado oposto até chegar ao acampamento, onde a senhora já o aguardava com as coisas empacotadas. Assim, sentando-se para descansar, Kimura fez os primeiros socorros em si mesmo e foi dormir, mesmo sob protesto da senhora que queria partir naquele momento. Não tendo escolha, a senhora Fukushima derrubou sua mochila e abriu seu saco de dormir. Do dia seguinte eles viajariam de volta. Mais três dias de arrogância. Mesmo com aquele que há havia arriscado a vida por ela.

FIM

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Hana

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MensagemAssunto: Re: [Missão Particular] Rank D - Em Busca da Rosa Lilás    Sex 16 Mar 2012 - 2:18

AVALIAÇÃO

Ninjutsu: 10 + 1,5 = 11,5
Taijutsu: 4,25 + 0,75 = 5
Kenjutsu: 7,5 + 0,75 = 8,25
Genjutsu: 1,25 + 0,25 = 1,5
Selos: 2 + 0,5 = 2,5
Trabalho de Equipa: 2

Força: 5 + 0,5 = 5,5
Agilidade: 7,5 + 0,25 = 7,75
Controlo de Chakra: 9,5 + 1 = 10,5
Raciocínio: 2,75 + 0,25 = 3
Constituição:10,5 + 0,75 = 11,25

Total: 6,5/7
Total de Habilitações: 62,25 + 6,5 = 68,75

COMENTÁRIOS
Quem é Naruto perto de Kimura, haahahha, ele só pode ser Uzumaki, é um deus da resistência, haha.
Juro que ri quando li sobre a placa dos macacos selvagens, depois dos gatos, agora macacos lutadores, Kirigakure está a virar zoologico de animais lutadores :p

Enfim, como te disse a avaliação de missões rank D é "menos" exigente, por essa razão ganhastes tantos pontos. Não achei legal de ler uma missão com só um personagem, fica cansativa, mas como mostrado no anime existem missões assim e realmente são rank baixo (eram mais para filler de comédia, sem muitas batalhas), mas se levasse ao menos um outro ninja (secundário mesmo) seria mais legal e faria Kimura parecer menos god.

O início eu estava a gostar bastante da sua criatividade, sempre elogio isso, fazer de coisas comuns algo a se ganhar pontos e era o que estava a fazer, até chegar os macacos e ser um pouco "forçação" de barra para ganhar pontos. Tanto que o raciocínio ganho nem foi pela tática do seu personagem, foi pela criatividade no início da missão ^^

Mesmo com os macacos a missão foi ótima, dividiu em vários dias, foi com calma, descreveu bem o taijutsu, tudo legal.

Parabéns Orochi, está cada vez melhor xd
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Ozzymandias

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MensagemAssunto: Re: [Missão Particular] Rank D - Em Busca da Rosa Lilás    Sex 16 Mar 2012 - 3:02

Iryo-nin escreveu:
AVALIAÇÃO

Ninjutsu: 10 + 1,5 = 11,5
Taijutsu: 4,25 + 0,75 = 5
Kenjutsu: 7,5 + 0,75 = 8,25
Genjutsu: 1,25 + 0,25 = 1,5
Selos: 2 + 0,5 = 2,5
Trabalho de Equipa: 2

Força: 5 + 0,5 = 5,5
Agilidade: 7,5 + 0,25 = 7,75
Controlo de Chakra: 9,5 + 1 = 10,5
Raciocínio: 2,75 + 0,25 = 3
Constituição:10,5 + 0,75 = 11,25

Total: 6,5/7
Total de Habilitações: 62,25 + 6,5 = 68,75

COMENTÁRIOS
Quem é Naruto perto de Kimura, haahahha, ele só pode ser Uzumaki, é um deus da resistência, haha.
Juro que ri quando li sobre a placa dos macacos selvagens, depois dos gatos, agora macacos lutadores, Kirigakure está a virar zoologico de animais lutadores :p

Enfim, como te disse a avaliação de missões rank D é "menos" exigente, por essa razão ganhastes tantos pontos. Não achei legal de ler uma missão com só um personagem, fica cansativa, mas como mostrado no anime existem missões assim e realmente são rank baixo (eram mais para filler de comédia, sem muitas batalhas), mas se levasse ao menos um outro ninja (secundário mesmo) seria mais legal e faria Kimura parecer menos god.

O início eu estava a gostar bastante da sua criatividade, sempre elogio isso, fazer de coisas comuns algo a se ganhar pontos e era o que estava a fazer, até chegar os macacos e ser um pouco "forçação" de barra para ganhar pontos. Tanto que o raciocínio ganho nem foi pela tática do seu personagem, foi pela criatividade no início da missão ^^

Mesmo com os macacos a missão foi ótima, dividiu em vários dias, foi com calma, descreveu bem o taijutsu, tudo legal.

Parabéns Orochi, está cada vez melhor xd

OBRIGADO!
Concordo com você... na busca por pontos, acabei por exagerar nas coisas.
Ainda estou aprendendo a encontrar o equilíbrio que tanto procuro.
Falando nisso, vou criar o time 13 para utilizá-los em missões, aí, acho, conseguirei
dividir funções e escrever sem exageros.

Até a próxima!
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[Missão Particular] Rank D - Em Busca da Rosa Lilás
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